Estudo: Portugueses vão reduzir consumo e não conseguirão poupar |
|
Autor: Redação |
|
Terça-feira, 09 Agosto 2011 13:58 |
|
Análise do Observador Cetelem revela que as intenções de consumo e de poupança diminuíram em Portugal: 64 por cento dos portugueses não espera conseguir poupar nos próximos meses e 81 por cento não tem intenção de aumentar as despesas.
Inquérito que analisa tendências e comportamentos de consumo em Portugal define as tendências dos próximos meses. Estas conclusões mostram que a prudência será o comportamento adotado pelos consumidores portugueses durante o período de recessão.
Apenas um terço dos inquiridos acredita que irá aumentar as suas poupanças nos próximos meses. Um número bastante reduzido quando comparado com os dois terços que não preveem aumentos neste sentido.
Quando questionados sobre se pensam aumentar as suas poupanças nos próximos meses, é o grupo entre os 25-34 anos que mais responde favoravelmente (43 por cento, contra uma média de 32 por cento).
Quando se coloca a questão “nos próximos meses pensa aumentar as suas despesas?”, a percentagem de respostas negativas supera os 80 por cento e os 90 nos indivíduos entre os 55 e 65 anos.
Na análise das intenções de consumo, destaque ainda para a faixa etária entre os 35 e os 44 anos, na qual há o maior número de respostas positivas (27 por cento). As intenções de poupança mantêm-se acima das intenções de consumo (32 e 18 por cento, respetivamente).
“Com a definição mais concreta das medidas de austeridade, surge uma esperança da retoma da economia e, por conseguinte, a perceção do futuro melhorar um pouco. No entanto, o contexto mantém-se marcado por um poder de compra limitado, daí não existir intenção de aumentar as despesas nos próximos tempos. O aumento generalizado dos preços é determinante”, defende Conceição Caldeira Silva, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.
Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 600 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 27 a 29 junho. O erro máximo é de +0,4 para um intervalo de confiança de 95 por cento.
|