SOBRE O AUTOR

João Pinto Costa
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João Pinto Costa nasceu em Lisboa em 1979. Criado no Porto, desde cedo demonstrou uma especial apetência para a escrita e um peculiar sentido de humor sendo responsável pela publicação de centenas de frases no seu Facebook. É licenciado em Direito pela Universidade Católica e tem o Curso de escrita de humor das Produções Fictícias. Autor do blogue www.maildeumlouco.blogspot.com, congratula-se com o facto da sua integridade física se manter intacta depois de todos os e-emails que já enviou. João Pinto Costa tem alguma esperança que, após a publicação e divulgação do seu primeiro livro de apanhados virtuais esta situação não se altere.


Livro à venda na:
- Presença
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- Bertrand

Os feriados são como os seios da minha esposa

Autor: João Pinto Costa
Sexta-feira, 18 Novembro 2011 12:50

Os feriados são como os seios da minha esposa, gosto muito deles e percebo que outras pessoas lhes queiram mexer, mas agradecia que não o fizessem. Se tiver mesmo de ser, então que mexam no mínimo possível. Se fico chateado? Claro que fico, mas não tanto como se mexerem em tudo que lá está.

Infelizmente tenho mais feriados do que a minha mulher tem seios (isto porque não casei com a Carla Maria a quem chamavam o fenómeno do Entroncamento) mas mesmo assim preferia que o Governo os respeitasse, até porque dou bastante importância a tudo que eles representam. Seja lá o que for. Não preciso saber o que se festeja a 25 de abril para dar importância ao dia. Aprendi ao longo dos anos a ter um carinho especial pela efeméride e gostava que este sentimento continuasse.

Ainda se fosse para os aumentar, eu aplaudia de pé, agora tirarem me aquilo que tanto prazer me dá… Bem… mas falemos dos feriados:

Para que o Governo não venha com o argumento do costume, "João, és como a oposição… criticas, criticas e criticas mas na hora de dares soluções e alternativas estás calado", tenho algo a propor: Em primeiro lugar acho muito bem que o Governo corte em alguns feriados e para não melindrar certos setores proponho que haja uma rotatividade de feriados a eliminar anualmente. Sendo assim todos os feriados que coincidirem com um dos dias do fim de semana desaparecem.

Isto tem todo sentido porque é o cúmulo da preguiça. Já não basta ser sábado ou domingo e ainda é feriado. Assim claro que Portugal não avança. Nesses dias, mesmo sem nos apercebermos, repousamos duplamente. Pior só se além de domingo e feriado calhar ser também um dia de férias, de greve geral e em que estejamos de atestado médico em casa. De certeza que os Gregos tiveram muitos dias assim e por isso é que o país deles está como está.

A única vez que desejei que a Igreja mantivesse a sua habitual posição de inflexibilidade foi a única vez que esta demonstrou uma abertura desmesurada: "Querem tirar aos Portugueses feriados religiosos? Força. Por nós tudo bem desde que por cada feriado religioso lhes tirem também um feriado civil.".
Por amor de Deus, pelo governo dizer mata tem a Igreja que dizer esfola?
Porque não respondeu esta quando questionada sobre o uso do preservativo: "Por nós tudo bem desde que por cada vez que usarem o preservativo, levarem a vossa parceira para um bom Motel e praticarem com ela sexo anal ao natural."?

Por mim dava 365 feriados por ano à Igreja e ao Governo desde que isso implicasse descanso absoluto a toda a gente que os constitui.
É que não gosto mesmo nada que mexam no que é meu. Ninguém é perfeito.

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