SOBRE O AUTOR
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Marco Lamas |
| Empreendedor | Gestor, formador, orador e Professor Ensino superior | Empreendedorismo e Estratégia | |
Empreender em franchising: O que fazer? Como fazer? |
| Autor: Marco Lamas |
| Quarta, 11 Janeiro 2012 01:40 |
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Tenho escrito vários artigos sobre empreendedorismo e, em particular, sobre a necessidade da promoção de um ambiente propiciador e dinamizador do empreendedorismo. Considero que a criação de um tal ambiente deve ter por base um plano integrado que agregue vários atores direta ou indiretamente relacionados com o empreendedorismo (educação, financiamento, consultoria,…). Neste artigo vou, no entanto, focar o empreendedor, figura que assume sem dúvida o papel principal. A criação de um ambiente propício ao empreendedorismo é fundamental; infelizmente não conseguimos ainda, em Portugal, garantir as condições ideais para que esse ambiente se torne uma realidade, nem sabemos quando poderá realmente acontecer. Podemos dar o nosso contributo, mas a mudança não depende exclusivamente de nós. No que depende dos Empreendedores, o que é possível fazer? Como criar valor, como gerar emprego e como contribuir para o desenvolvimento socioeconómico que se pretende? Há muito a fazer! Todavia, irei centrar-me na criação de empresas, ou melhor ainda, no arranque da atividade e na expansão de empresas, e em particular de empresas em redes de franchising. Como seria de esperar, até porque não há soluções perfeitas e isentas de risco, o franchising apresenta um conjunto de vantagens e desvantagens que devem ser muito bem analisadas. A análise SWOT é uma ferramenta simples mas eficaz para esta tarefa; os dados disponíveis, no entanto, referem-nos que o franchising tem tido uma evolução positiva apesar da situação económico-social que atravessamos. Importa salientar que, quando é assinado um contrato de franchising e é aberta a empresa, há muito trabalho a desenvolver – a gestão do negócio, a dimensão administrativa, a financeira, e a dos recursos humanos, entre outros, são da responsabilidade do promotor e não do franchisador; mesmo a nível do marketing, há uma ação a desempenhar na região e/ou cidade onde se vai atuar. Deixo-vos algumas sugestões, que tenho partilhado, para quem abre uma empresa; neste caso, adaptadas à realidade do franchising: 1.º - Apostem em estruturas leves de pequena dimensão e com custos fixos reduzidos; estamos na era do small is beatifull; 2.º - Planifiquem; terão certamente o apoio dos franchisadores, porém assumam um papel ativo nessa planificação – saibam para onde vão, como vão, com quem vão e também, onde querem chegar; 3.º - Apostem ainda no networking; façam-no de forma consistente e sempre com a perspetiva de partilha; não pensem apenas em receber e ganhar pois se assim o fizerem, estarão a envolver-se numa estratégia de curto prazo, a qual não será sustentável. Trata-se de sugestões que não garantem sucesso; podem, isso sim, reduzir o risco sempre existente na vida das empresas. Em resumo, apostar ousadamente mas com cautela; planificar conscientemente com conhecimento de causa; praticar ativamente o networking, partilhando ideias, formas de estar e de se conduzir constituem o perfil do empreendedor, para o qual, à partida chamámos a atenção pois dele depende a sustentabilidade. Um empreendedor, principalmente no início de atividade, trabalha muito e em várias frentes. Em muitos casos, os empreendedores não têm experiência nem competências em todas as áreas; não faz mal, apostem em parcerias e em outsorcing, procurem estar lado a lado com profissionais que possam gerar valor e ajudar-vos a crescer e desenvolver, nomeadamente na área da formação, da consultoria e ainda na da dinamização comercial – uma área fundamental, que decidirá o sucesso ou insucesso da vossa ação. Focalizem-se e apostem no vosso core business, na estratégia, interroguem-se sobre como fazer mais e melhor! Artigo publicado na Revista Negócios e Franchising, edição de novembro/dezembro de 2011 Leia também:
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