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Presidente da CIP: O país não se pode dar ao luxo de ter 35% de jovens no desemprego |
| Autor: Ricardo A. Rodrigues |
| Terça-feira, 21 Fevereiro 2012 20:45 |
O ministro José Relvas recebeu esta tarde a CIP (Confederação Empresarial de Portugal), no âmbito dos encontros com os parceiros sociais para encontrar ideias para o combate ao desemprego jovem. O presidente da confederação, António Saraiva, apresentou um estudo no qual alerta para a necessidade de promover o crescimento económico. Para fazer face ao crescimento do desemprego jovem, o presidente da CIP referiu que uma das soluções é a reafetação de verbas provenientes da União Europeia. Depois da reunião com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que está a coordenar a Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, António Saraiva disse que "vai ter que ser feita uma reafetação do QREN 1/8Quadro de Referência Estratégico Nacional 3/8". E acrescentou: "Ao contrário do que pensávamos, a União Europeia não irá disponibilizar uma verba destinada a este efeito". "Teremos de encontrar formas de reafetar o QREN, como nós aliás já vínhamos afirmando a algum tempo para o estímulo à economia", disse António Saraiva, assumindo que "há um conjunto de verbas que foram lançadas e que as empresas não vão poder realizar investimentos" que podem ser transferidos para outras políticas. O líder da CIP divulgou, ainda, que o Governo e os parceiros sociais vão realizar na próxima semana "reuniões de avaliação e de implementação de um conjunto de medidas que são prioritárias e que não podem ser deixadas no tempo". De referir que Miguel Relvas havia chamado na segunda-feira os parceiros sociais (UGT, CGTP, CCP, CTP) e o Conselho Nacional da Juventude para receber propostas que dinamizem o emprego jovem em Portugal. A Comissão Interministerial integra 12 secretários de Estado, entre os quais o do Emprego, o da Administração Pública e o dos Assuntos Europeus. Nas próximas semanas, Portugal vai receber a visita de uma "equipa de ação" da Comissão Europeia destinada a estudar a forma de utilizar fundos comunitários para reduzir o desemprego jovem. Trata-se de uma iniciativa lançada pelo presidente da Comissão, Durão Barroso, durante o Conselho Europeu de janeiro, e visa reduzir o desemprego jovem nos oito países da União com taxas mais elevadas. Na definição europeia da taxa de desemprego jovem, Grécia e Espanha têm as taxas mais altas, quase nos 50 por cento, e Portugal é o terceiro país com mais jovens desempregados, acima dos 35 por cento. A Comissão liderada por Miguel Relvas deverá "enquadrar as políticas de juventude de uma forma global e articulada", agilizar os mecanismos de apoio às PME, ao nível de fundos da União Europeia, de modo a "aumentar as oportunidades de emprego para os jovens". Leia também: |
| Última atualização: Terça-feira, 21 Fevereiro 2012 22:15 |


