Vodafone Mexefest Porto: Parar é perder!

Autor: Pedro Vasco Oliveira
Quarta, 22 Fevereiro 2012 14:00

‘De palco em palco a música mexe no Porto’ é o pregão que anuncia que o Vodafone Mexefest, finalmente, chega à cidade Invicta! Com esta estreia, os organizadores afirmam estar a reconhecer e a fazer justiça ao vanguardismo ‘tripeiro’. Música urbana, alternativa e, em muitos casos, intimista q.b., numa festa da música que, em dois dias, vai encher a Baixa portuense e em que parar é… perder!

Faltam menos de duas semanas para o arranque da primeira edição do Vodafone Mexefest na cidade do Porto e a organização parece não se poupar a esforço para que a mesma seja um sucesso e se prolongue pela noite adentro o mais possível.

Esta semana foram anunciados mais uma série de nomes de deejays que no Passos Manuel e no Maus Hábitos (rebatizado para o evento de Sala Super Bock Super Rock) vão estender a animação até às quatro da matina.

O Vodafone Mexefest é um festival urbano e alternativo, que na Invicta vai decorrer, nos próximos dias 2 e 3 de março, em 10 espaços, essencialmente, na rua de Passos Manuel, mas que ocupará outros na zona envolvente daquela artéria.

Assim, Coliseu do Porto, Passos Manuel, Sala SBSR (Maus Hábitos), Pitch Club, FNAC Santa Catarina, Ateneu Comercial do Porto, Garagem Vodafone FM, Teatro Sá da Bandeira, Café Majestic e Café Guarany receberão as actuações dos mais de 40 artistas que compõem o cartaz da estreia do Vodafone Mexefest no Porto.

Talvez o nome mais mediático do cartaz seja o do norte-americano Twin Shadow, cuja última passagem pelo nosso País ocorreu em agosto de 2011, no Festival de Paredes de Coura. No entanto, e apesar do pouco mediatismo, a grande maioria dos artistas que marcarão presença no festival tem vastas legiões de admiradores, em especial no denominado circuito alternativo. Não há bandas de encher estádios, nem, na maioria, de encher coliseus, mas a prova está aí à porta, pois o Coliseu do Porto é uma das salas que abrirá portas ao evento. Niki & The Dove e St. Vincent, na sexta-feira, e The Dø e, o referido, Twin Shadown, no sábado, mostrarão como será…

A avaliar pela experiência lisboeta, e pela mais aproximada na Invicta, a D’Bandada (se bem que noutros moldes, pois era gratuita), será muito importante a definição de um itinerário, obviamente sempre sujeito a alterações de última hora. A dimensão da maioria dos espaços abre sempre a possibilidade de se ficar à porta, pelo que mais vale prevenir do que remediar. Definir um itinerário e chegar cedo aos locais torna-se fundamental para se assistir às atuações desejadas. Ter um plano B também poderá ser muito útil.

“Aconselho toda a gente a consultar o site do festival antes de sair de casa e a escolher o itinerário que pretende seguir… É bom que se organizem”, alerta Luís Montez, da Música no Coração.

E a propósito de mobilidade, o evento conta com um reforço das carreiras da STCP e do Metro do Porto, no sentido de facilitar o acesso à vertente esquerda do vale da Avenida dos Aliados.

A festa começa cedo, pá!

Olhando ao programa, é caso para se dizer: a festa começa cedo, pá! As honras de abertura do festival estarão a cargo dos portugueses Capitão Fausto, que actuam no Café Guarany. É na sexta-feira, a partir das 18h20. No mesmo local e à mesma hora, mas no dia seguinte, será a vez dos também lusos Lacraus se exibirem pela primeira vez, já que umas horas mais tarde abrirão o palco no Maus Hábitos.

Atuações previstas para antes do ocaso só no sábado e na FNAC de Santa Catarina, com concertos de David Pires (15h30) e de Diego Armés (17h00). Duas horas depois os The Underdogs fecham aquele espaço, onde na véspera apenas os Alto! têm atuação prevista, igualmente às 19h00.

A esta mesma hora, um dos mais sumptuosos e emblemáticos cafés da Invicta, o Café Majestic, em plena rua de Santa Catarina, recebe, no primeiro dia, Tiago Sousa e, no sábado, Elisa Rodrigues, que interpretará o seu novo e primeiro álbum, ‘Heart Mouth Dialogues’, com a participação de Júlio Resende, um dos mais respeitados músicos de jazz nacional.

Pronto, e aqui acaba a possibilidade de assistir a tudo o que está a acontecer no Vodafone Mexefest, pois, em ambos os dias, com o cair da noite os concertos sucedem-se, quase em simultâneo, por todos os demais espaços e escolher é o melhor remédio!

Um programa… provável!

O PT Jornal deixa aqui a sugestão de um itinerário sonoro a seguir, que é tão válido como outro qualquer. No explains needed!

Ora, com a noite já a servir de cenário, na sexta-feira, uma boa opção é começar pelo Maus Hábitos onde os portuenses Best Youth apresentam, às 21h40, o seu trabalho de estreia, o EP ‘Winterlies’, desta feita com uma formação aumentada, contando com Nuno Oliveira na bateria.

De seguida, um saltinho ao Coliseu para ver um pouco de Niki & The Dove (22h40) e, ainda antes do final, dar uma fugida até ao Ateneu Comercial do Porto, onde a espanhola Russian Red se estreia em terras lusas (23h25). Impõe-se, então, nova ida ao Coliseu (00h30), onde St. Vicent, alter-ego de Annie Erin Clark, apresentará ‘Strange Mercy’, um dos álbuns mais elogiados de 2011. Uma passagem pelo Maus Hábitos para dar um pouco de atenção a Emika (1h15) também não é mal pensado…

Depois, bem, depois é para abanar o esqueleto e há, uma vez mais, música para todos os gostos. No Pitch Club, com Freskhitos, Makam (live), Tiger & Woods ou Social Disco Club, no Passos Manuel, com Nuno Reis e Luís Oliveira (Caixa de Ritmos, da Antena 3), ou ainda no Maus Hábitos, com : papercutz e António a festa está garantida até, pelo menos, às 4h00…

Neste dia há que tomar ainda atenção a atuações como as de Norberto Lobo (21h45), no Passos Manuel, ou dos Supernada (1h30), no Teatro Sá da Bandeira, entre todas as outras!...

Sábado, como já se viu o festival começa bem cedo na FNAC de Santa Catarina, prosseguindo, novamente, noite fora, com muita e boa música… prometida.

Nada melhor do que começar novamente em registo nacional, na Garagem Vodafone FM, com o rock sujo dos barcelenses Glockenwise (20h50), que por estes dias foram nomeados para o prémio de Melhor Álbum Europeu Independente de 2011, atribuído pela Impala, a organização que reúne várias editoras discográficas independentes da Europa, com ‘Building Waves’, o disco de estreia do grupo da etiqueta portuense Lovers & Lollypops. Tal como na véspera, há que seguir rumo ao Coliseu onde actuam os The Dø (22h20). É tempo de conhecer ao vivo ‘Both Ways Open Jaws’, o álbum de 2011 em que o francês Dan Levy e a finlandesa Olivia Bouyssou Merilahti fundem a sua indie e folk rock com sonoridades mais arrojadas.

Noutro registo, no Ateneu Comercial do Porto, a partir das 22h00, Fink, alter-ego de Fin Greenhall, oferece música carregada de dub, blues e folk, ou, então, no Passos Manuel com Dillon (21h00), ou no Teatro Sá da Bandeira com Josh Rouse (21h30). Há que escolher, meus amigos!...

Bem, depois o Coliseu recebe aquele que é, provavelmente, um dos concertos mais aguardados do evento, especialmente depois das boas actuações que Twin Shadow já protagonizou no nosso País. O norte-americano sobe ao palco às 00h00.

A festa pela noite dentro tem novamente muitas opções. No Maus Hábitos há dj set dos Foals (00h45), o Passos Manuel recebe os

DJs Antena 3 Nuno Calado & Rui Estêvão (2h00), enquanto pelo Pitch Club passarão os Freshkitos (1h00 e 4h30), Peak & Swift (3h00) e, entre outros, na Basement, os recém-consagrados campeões do mundo de scratch/turntablism Beatbombers (3h00), ou seja, Dj Ride e Stereossauro.

O denominado Eléctrico Vodafone situar-se-á no cruzamento da Rua Passos Manuel com a Rua de Santa Catarina e é aí que a Farra Fanfarra, ao longo de todo o festival, animará as hostes.

Vasto cartaz

Para a Invicta, a organização escolheu uma série de nomes com créditos firmados, apesar de muitos deles ainda terem uma muito curta carreira. A qualidade dos trabalhos partilhados foi o principal critério, ao qual, no caso da representação nacional, se acrescenta, em muitos casos, a naturalidade nortenha.

Musicalmente, durante dois dias, os portuenses e todos o que de fora se deslocarem à Invicta terão uma variada paleta sonora para apreciar. Sonoridades mais intimistas, mas também música pop-rock mais intensa e uma variedade grande de projetos em que a eletrónica serve de base à mensagem compõem o cartaz de um festival que pouco ou nada tem que ver com os que preenchem o verão lusitano… e de que os portugueses já provaram serem acérrimos fãs.

Assim, Twin Shadow, Niki & The Dove, The Dø, St. Vicent, Emika, Russian Red, Dillon, King Krule, Muchachito Y El Trio Infierno, Dani Black, Portable Live, Makam Live, Peak & Swift, Norberto Lobo, Norton, Diego Armés, Lacraus, David Pires, Alto!, The Underdogs, Social Disco Club, Rui Murka, 1ª Linha Soundsystem, André Cascais, Nuno Forte, Rui Trintaeum, Josh Rouse, Cass McCombs, Supernada, Hanni El Khatib, Fink, Tiger & Woods Live, Foals DJ Set, Beatbombers, Capitão Fausto, Best Youth, Salto e The Glockenwise são os nomes confirmados há muito, a que agora se juntam António, : papercutz, Rita Zukt, Cristiana Pranto e os DJs Antena 3 Nuno Reis, Luís Oliveira, Nuno Calado e Rui Estêvão e ainda os Farra Fanfarra.

O livre-trânsito custa 40 euros e é no Coliseu do Porto que será efectuada a troca do bilhete pela pulseira que dará acesso a todos os espaços. Mas recorde-se que a entrada não está garantida, pois está sujeita à lotação dos respetivos espaços.

Estreia na Invicta

Depois da estreia lisboeta em 2010 e nova edição em 2011, dando sequência ao festival de inverno que anteriormente se designava por Super Bock em Stock, o Vodafone Mexefest vai assentar arraiais, dias 2 e 3 de março, na rua de Passos Manuel e zona envolvente, naquela que é a primeira aposta dos organizadores na cidade do Porto.

O sucesso que a iniciativa tem granjeado junto dos amantes de música na capital levou a Música no Coração e a Vodafone, cujo investimento ronda os 500 mil euros, a apostarem agora na cidade Invicta. Aliás, a programadora Jwana Godinho defendeu, em conversa com os jornalistas, que “o Porto é muito pioneiro a conhecer e a dar a conhecer música ao resto do País”, razão mais do que suficiente para o festival de inverno chegar este ano ao Norte.

 

Cartaz completo

 

Sala Super Bock Super Rock - Maus Hábitos

2 de março

Best Youth (21h40)

Emika (1h15)

: papercutz e António (2h00)

 

3 de março

Lacraus (21h55)

Foals DJ Set (00h45)

Rita Zukt & Cristiana Pranto (2h15)

 

Coliseu do Porto

2 de março

Niki & The Dove (22h40m)

St. Vincent (00h30m)

 

3 de março

The Dø (22h20m)

Twin Shadown (00h00m)

 

Café Guarany

2 de março

Capitão Fausto (18h20)

 

3 de março

Lacraus (18h20)

 

FNAC Santa Catarina

2 de março

Alto! (19h00)

 

3 de março

David Pires (15h30)

Diego Armés (17h00)

The Underdogs (19h00)

 

Cinema Passos Manuel

2 de março

Norberto Lobo (21h45)

Salto (23h30)

DJs Antena 3 – Nuno Reis & Luís Oliveira (00h15)

 

3 de março

Dillon (21h00)

Ladrões do Tempo (1h10)

DJs Antena 3 – Nuno Calado & Rui Estêvão (2h00)

 

Garagem Vodafone FM

2 de março

Capitão Fausto (22h25)

King Krule (00h10)

 

3 de Março

The Glockenwise (20h50)

Hanni El Khatib (23h05)

 

Teatro Sá da Bandeira

2 de março

Cass McCombs (23h15)

Supernada (01h30)

 

3 de março

Josh Rouse (21h30)

Muchachito y el Trio Infierno (23h10)

 

Ateneu Comercial do Porto

2 de março

Dani Black (22h00)

Russian Red (23h25)

 

3 de março

Norton (20h15)

Fink (22h20)

 

Café Majestic

2 de março

Tiago Sousa (19h00m)

 

3 de março

Elisa Rodrigues com Júlio Resende (19h00m)

 

Pitch Club (Bar)

2 de março

Rui Murka (00h00)

André Cascais (1h00)

Tiger & Woods - live (2h00)

Social Disco Club (4h00)

 

3 de março

Rui Trintaeum (00h00)

Freshkitos (1h00 e 4h30)

Peak & Swift (3h00)

 

Pitch Club (Basement)

2 de março

1ª Linha Soundsystem (1h00)

Makam – live (2h00)

André Cascais (4h00)

 

3 de março

Nuno Forte (1h00)

Portable – live (2h00)

Beatbombers (3h00)

Eléctrico Vodafone (no cruzamento da Rua Passos Manuel com a Rua de Santa Catarina) - Farra Fanfarra (2 e 3 de Março)

Última atualização: Quarta, 22 Fevereiro 2012 14:01
 
Etiquetas: festivalmúsicaartes

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