Férias a dois…menos um

Autor: Maria João Costa
Quinta-feira, 24 Maio 2012 20:12

Calor, hormonas, saltos, esplanadas, minis loiras ou morenas (menos de um metro e cinquenta), praia, ver a bola com os amigos e reuniões de taparueres com as amigas, são tudo sinónimos daquilo que tanto quer: férias. Ou pode ser tudo aquilo que menos quer.

Depois de trocas de favores com os colegas, emails e caixas de cerejas com o chefe, ele consegue, finalmente, ter as férias na semana que ela tanto queria. Coisas que um homem tem que fazer; faz parte do contrato com a sogra.

Até aqui, nada parece ser motivo para uma guerra mundial lá em casa, daqueles que não inclui rações para o jantar. O problema está em escolher o destino.

Esse pormenor, torna-se secundário quando eles estão na “flor da idade”; viagem da Ryanair de três dias ou uma semana em turismo rural é mais do que perfeito. Quando eles são crescidos, turismo rural está fora de questão …  ela quer praia para ficar mais morena do que as colegas da secretaria.

Ele tenta persuadi-la a experimentarem o hotel que o amigo tanto fala, com torneios de futebol e de golf, mas acaba por ir à agência de viagens para marcar o que ela escolheu, ou antes, exigiu (coisas de mulheres). E ele, com a expressão mais máscula que conseguiu ensaiar, pede o pacote de férias “romântico”. E é aí que ele percebe que tem o melhor emprego do mundo.

Enquanto ela faz competição com a amiga africana da secretaria, ele divide o tempo entre esplanadas (com tudo o que uma esplanada inclui), e telefonemas com os amigos, com o telemóvel da empresa, só para confirmar quem é que ganhou o ultimo jogo; enquanto ela vai para a piscina ler o ultimo livro do Nicolas Sparks, ele mergulha no ginásio …e enquanto ele vai para o quarto, ela já está lá a dormir ou a chorar enquanto termina o ultimo capítulo do livro “As palavras que nunca te direi”, versão férias de verão.

Pelo menos a dormir, as férias são a dois.

 

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