Tsunami de mentiras |
| Autor: Maria Moreira |
| Sábado, 02 Junho 2012 17:48 |
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« Quando se recorre á força, existe uma coisa que nunca se deve fazer - perder.»
Dwight D. Eisenhower
O embaixador da Síria nas Nações unidas perante a pressão de vários países, em relação aos acontecimentos da cidade de Houla, afirmou aos jornalistas não passar tudo de um tsunami de mentiras.
Declarações desta natureza foram proferidas pelos representantes de países como o Iraque, a Tunísia, o Egito e a Líbia antes de mudarem de governantes.Todos eles garantiram não passar tudo de obra de um inimigo interno ou externo que visava a instabilidade do país.
O regime liderado por Bashar Al-Assad face á contestação da sua população optou por reprimir de forma violenta.Convitos de que a solução tradicional para lidar com qualquer tipo de oposição iria funcionar, e que o isolamento do país iria facilitar o controle, não se apercebendo da insatisfação dos sírios. A contestação não diminuiu ,as autoridades sírias persistiram em recorrer á violência, designando os opositores de terroristas e aumentando o grau de violência.Vídeos começaram a chegar á internet ilustrando o que o governo írio persistia em designar por luta contra o terrorismo.
A morte violenta de civis em Houla fez com que países como a Austrália,Espanha,Cánada,Alemanha,Grã-Bretanha,França e Japão retirassem esta semana o apoio diplomático á Siria, que se traduziu na ordem de saída dada aos embaixadores sirios.O presidente francês, François Hollande, defendeu publicamente uma intervenção militar na Síria como um último recurso, mas apenas se sancionada pelas Nações Unidas.Considerando que a Rússia se opõem a esta abordagem dificilmente isso irá acontecer, o embaixador russo nas Nações Unidas declarou ter a Rússia uma posição coerente e não ir embarcar em histerismos.Enquanto países trocam palavras entre si, e fazem apelos que são ignorados, no terreno os sírios sabem que contam apenas com eles mesmos e que perderam esta luta não é uma opção. O rápido reconhecimento da oposição quando esta chegar ao poder pela comunidade internacional é algo muito desejado e que esta é uma oportunidade a não perder.A experiência passada demostrou-lhes que as promessas da comunidade internacional tem um prazo de validade muito curto e memória mais curta ainda..
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