SOBRE O AUTOR

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A Grécia

Autor: Joaquim Morais
Segunda-feira, 04 Junho 2012 21:30

A virtude não depende das riquezas, embora da virtude provenham as riquezas e todos os bens, tanto individuais como públicos

(Platão)

Dado o êxito e o crescimento dos seis, era apetecível o desejo de associação. Neste contexto, a GRÉCIA  foi o primeiro a conseguir, pelo “ Protocolo de Atenas” a 9 de Julho de 1961, que entrou em vigor a 1 de Novembro de 1962, um período transitório de 22 anos, para que, de acordo com as directrizes  de um “ Conselho de Associação” pudesse preparar-se com a ajuda técnica e financeira da Comunidade, para a incorporação definitiva ( nota-se já alguma dificuldade e fragilidade). Diferente da Turquia, a Grécia devido à  situação política que atravessava desde a Primavera de 1967, a Comunidade decidiu, para já, limitar a aplicação do acordo de Atenas de 1961. Devemos ter em conta a posição geoestratégica e histórica da Grécia ( República Helénica) localizada na parte meridional dos “ Balcãs”, que confina a norte com a República da Macedónia, Bulgária e Albânia a leste com a Turquia constituindo fronteira terrestre e marítima no mar Egeu e a sul com o Mediterrâneo a oeste com o mar Jónico através do qual tem ligação com a Itália. É o berço de nascimento da “Democracia”, filosofia Ocidental, Jogos Olímpicos, Literatura Ocidental e historiografia bem como da Ciência Política e dos mais importantes princípios matemáticos. Berço de nascimento do teatro Ocidental incluindo os gêmeos do “ Drama, Tragédia e Comédia”. Constitui-se membro da “ União Europeia” desde 1981 ( dando seguimento à sua legítima pretensão, como acima aludimos) e da “ União Económica e Monetária da União Europeia” desde 2001, OTAN desde 1952, OCDE desde 1961. Assim, tendo em conta os valores irrefutáveis do berço da humanidade, dever-se-á abrir janelas de esperança para uma Grécia, profundamente afectada pela crise internacional ,e não a morte anunciada de um País, que luta incessantemente por uma posição outrora relevante no plano Ocidental. Platão, afirmava….. “ Atenienses, esses bons artesãos também me pareceram com o mesmo defeito dos poetas porque, sendo embora exímios na sua arte, cada um deles julgava-se muito sábio noutros assuntos importantes e esta ilusão ofuscava o seu real saber, de modo que, quando me interroguei a mim próprio, para justificar o Oráculo, preferia ser o que sou, nem sábio na sua sabedoria, nem tolo na ilusão desses homens, ou contrariamente possuir como eles o saber e a ignorância, respondi a mim mesmo que o melhor seria continuar a ser o que sou”…..

 

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