Valha-nos a nossa senhora do Caravaggio |
| Autor: Daniela Teixeira |
| Sexta-feira, 08 Junho 2012 22:40 |
Valha-nos a nossa senhora do Caravaggio E a paciência. Saturação por antecipação é o estado de todos os portugueses. A desgraça mal começou (ou diga-se, continuou) e já estamos fartos de saber tim-tim por tim-tim os troca-passos dos nossos jogadores. O circo de que Manuel José nos falou (e aqui não me refiro ao dinheiro, eles se são ricos é porque trabalharam para isso) já nos fez saber o que comem, o que bebem, o que vestem, o que conduzem, o que dizem, quando dormem, quando fazem chichi... só não sabemos como perdem. Se calhar até sabemos, falta é compreendermos. A equipa não está bem preparada, a fórmula CR7 mais dez parece não ser a ideal, ou então é mesmo o Cristiano Ronaldo que está a mais. Ou então são os outos dez que não estão a fazer o seu melhor. Das duas, três, talvez na equipa seja “amigos, amigos jogos à parte” e eles não se entendem dentro de campo. Se calhar, precisam de pressão… mas um empate e uma derrota não chega? Será falta de apoio? Não, nem pensar. Este ano até estão a ter apoio a mais. Tantos programas e choinices em directo, tantas festarolas e camisolas à venda, tantas bandeiras e tanta demonstração e estupidificação só vieram fazer crescer o circo, mas este ficaria ainda mais completo se tivesse ido a avante de ideia do 23º jogador ser escolhido pelo público… mais parece um programa televisivo que suga o dinheiro em chamadas! Simplesmente ridículo, e esta a palavra que melhor se encaixa neste tema. As guerras de concorrência televisiva deviam ser benéficas para os telespectadores, não saturantes. É de manhã à noite a falar do mesmo, do mal ao menos fala-se menos da crise, mas quando nos lembramos que cada noite da selecção vai custar acima de oito mil euros até nos dá um nó na tripa. Ai coitadinhos que eles não recebem prémios de jogo… um pena, não haja dúvida! Ao menos assim sabemos que não é dinheiro em vão. Não há quem goste de pagar para perder. Este alarido em torno dos jogadores pára as digestões depois do jantar. O que é mais é moléstia e nem a nossa senhora do Caravaggio nos vai valer. O Scolari trouxe esta febre que mais parece uma virose sazonal que a cada dois anos nos afecta… maldita a hora! Este ano são muitos os que apoiam a selecção por conveniência ou simplesmente são-lhes indiferente os resultados. E da maneira que as coisas estão, mais vale virem cedo para casa que assim poupávamos uns trocos. Ou, na melhor das hipóteses, que eles façam jus ao dinheiro que ganham e ao nome da Selecção e tragam a taça (não custa nada dizer coisas bonitas só para parecer bem).
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