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Outra vez a Alemanha a ditar o destino de Portugal

Autor: Miguel Moreira
Domingo, 10 Junho 2012 14:33

Numa estreia infeliz no Euro’2012, Portugal perdeu com a Alemanha e comprometeu o apuramento para a fase seguinte, ainda que qualquer abordagem sobre o fado luso na competição seja prematura. No entanto, a Alemanha dita o destino de Portugal, país que não pode vacilar.

Três raciocínios se unem na análise à estreia de Portugal no Euro’2012, numa espécie de troika que se aplica ao futebol: a Seleção Nacional não aprendeu com as duas derrotas na preparação do Europeu, tem lacunas que não vai suprimir nesta prova e a sorte da Alemanha pode não ter sido fruto de um acaso.

Apesar de a estreia de ontem ter resultado numa exibição muito superior nas partidas de preparação para o Euro’2012 – um empate com a Macedónia e uma derrota diante da Turquia –, percebeu-se que as falhas bem evidentes na equipa nacional não foram corrigidas, nem sequer disfarçadas. É difícil criticar Paulo Bento, o que, por si só, deixa perceber o quanto vale este Portugal.

A equipa das quinas voltou a evidenciar que sem um ponta de lança eficaz dificilmente converterá em proveito próprio as poucas oportunidades que uma Alemanha poderosa poderia oferecer.

E o facto de Nelson Oliveira (um jovem que acaba de saltar dos sub-20) ser a segunda opção para o ataque, independentemente de todos os condicionalismos das restantes alternativas de Paulo Bento, permite perceber que Portugal não tem poder para competir com os mais fortes.

Uma seleção que pretende ser suportada pela fé e por Ronaldo terá de enfrentar naturais dificuldades, o que sucedeu ontem, com uma Alemanha que geriu o jogo como quis: dominou enquanto não chegou à vantagem e evitou o contra-ataque português, escondendo-se na defesa nos derradeiros minutos.

E aí Portugal ergueu-se, mas apresentou um problema: não aproveitou, ao contrário da Alemanha, a grande oportunidade de que dispôs. A imprensa alemã aponta hoje a “sorte” como parte da razão para a vitória germânica, com alguma crítica ao selecionador Joachim Löw. Mas ontem contavam, acima de tudo, os pontos.

Restam dois jogos e o apuramento está em aberto, ainda que se apresente mais complicado. A Alemanha parece ter ditado o destino português. E o destino de Portugal passa pelas suas forças e fraquezas. E como um corrente é tão forte como o seu elo mais fraco, fica difícil acreditar num Portugal bem sucedido no Euro’2012.

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