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Exército da Síria usa crianças como escudos humanos na luta contra os rebeldes |
| Autor: Miguel Moreira |
| Terça-feira, 12 Junho 2012 11:44 |
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Exército da Síria está a usar crianças como escudos humanos, torturadas e colocadas nos tanques por partes das tropas de al-Assad, para impedir ataques dos rebeldes. Denúncia parte de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) e de relatos de enviados especiais. O documento da ONU aponta “graves violações” por parte do regime de al-Assad, que colocam em risco a vida de crianças inocentes, na luta entre os rebeldes e o exército sírio, pelo controlo de Damasco e Aleppo, as maiores cidades da Síria. Há relatos de crianças que são colocadas em tanques depois de torturadas, por parte do exército, para que o exército se defenda dos ataques dos rebeldes sírios, numa luta sem fim à vista e que se agrava, apesar de todas as tentativas de paz pela via diplomática. A ONU teme pela vida destas crianças, neste relatório onde denuncia as torturas e o uso das mesmas como escudos. E nesse sentido a Síria já faz parte da lista de países (52, no total) que abusam de crianças (em confrontos militares, como é o caso, mas também por tortura, crimes sexuais ou recrutamento para exércitos). Segundo aquele relatório das Nações Unidas, a Síria está a violar direitos das crianças desde março de 2011, altura em que começaram as manifestações contra o regime sírio. Trata-se de crianças com idades que rondam os 9 anos e que são mortas, torturadas, ou abusadas sexualmente. Radhika Coomaraswamy, enviada especial da ONU, relata à BBC um cenário “terrível” na Síria, com o exército imparável na sua luta, indiferente ao sofrimento de crianças indefesas, massacradas em nome de uma batalha cruel. São alvos a abater e seres humanos desrespeitados. “Vimos crianças torturadas, com marcas da tortura nos seus rostos. Ouvimos também diversos relatos de outras que já estão habituadas a serem postas em cima dos tanques, para serem usadas como escudos humanos, na tentativa de impedir disparos contra os tanques do exército sírio”, relatou. Coomaraswamy diz-se “profundamente chocada”. A ONU pôde comprovar a “morte e estropiamento de crianças no fogo-cruzado”, neste conflito interminável. “Estas torturas de crianças detidas, algumas das quais com apenas 10 anos, é algo que não vemos em conflito nenhum”, disse ainda a enviada da ONU. Outros problemas se levantam no país, em resultado das sanções internacionais, impostas pelo desrespeito dos direitos humanos: começam a faltar bens essenciais à população e os que restam são cada vez mais caros. A pobreza acentua-se. Leia também:
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