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Secretária de Paulo Pereira Cristóvão constituída arguida, avança a TVI

Autor: Álvaro Cerqueira
Quarta, 20 Junho 2012 21:06

Secretária de Paulo Pereira Cristóvão, Liliana Caldeira, foi constituída arguida no caso que levou à demissão do ex-vice presidente do Sporting. O ex-dirigente é suspeito do desvio de 96 mil euros. Pereira Cristóvão assumiu, em entrevista à TVI, que "em nenhum momento" desviou verbas do clube e diz-se vítima de um "assassinato público".

A secretária de Pereira Cristóvão, Liliana Caldeira, terá confessado que, por ordem do ex-dirigente leonino, levantou dinheiro em notas, da tesouraria do clube, para pagar, com moradas falsas, a viagem de Rui Martins à Madeira, outro arguido no processo.

Rui Martins é suspeito de proceder ao depósito de 2000 euros na conta do árbitro José Cardinal. A investigação não apurou qual o objetivo dessa alegada transferência a Cardinal. No entanto, há suspeitas de que Paulo Pereira Cristóvão terá sido responsável por desvios de dinheiro, para benefício pessoal.

Liliana Caldeira não comenta o caso, mas foi a própria que levantou o véu sobre procedimentos suspeitos de Pereira Cristóvão. Terá sido a própria que tratou de todas as questões relacionadas com a viagem de Rui Martins à Madeira.

A secretária de Alvalade terá confirmado em depoimento todos os factos que a TVI divulga hoje. Paulo Pereira Cristóvão foi confrontado com estas questões e desmente.

A TVI assegura ainda que a constituição de uma empresa gerida por Rui Martins, envolvida em alegados desvios de verbas, foi paga por outra empresa de Paulo Pereira Cristóvão. O técnico oficial de contas das duas empresas será o mesmo.

O dirigente nega todas as acusações. "Não é verdade", diz, colocando em causa as investigações jornalísticas. "Para explicar esta questão, teria de violar o segredo de Justiça", alega.

Recorde-se que Pereira Cristóvão está indiciado por burla, desvio de capitais e devassa de vida privada. E o ex-dirigente dissera que não tem nada que ver com aquela empresa de Rui Martins.

Pereira Cristóvão, em entrevista àquele canal, diz que "em nenhum momento" cometeu ilegalidades. Pereira Cristóvão diz-se vítima de "um assassinato público", por mexer em interesses instalados.