Concertos em formato digital |
|
| Autor: Carlos Moreira |
| Quarta, 27 Junho 2012 23:02 |
Chegou o Verão, mas mesmo antes dele chegaram os festivais. Há os para todos os gostos, desde os alternativos, até aos mais familiares e “mainstream”. Este ano temos muita e boa escolha, desde bandas de sucesso nos anos 90 como Radiohead e Smashing Pumpkins, passando por grandes nomes da atualidade com Florence + the Machine ou Mumfords and Sons ou até Sting, esse nome maior da música. Contudo não temos a oportunidade que tiveram os festivaleiros de Coachella nos Estados Unidos no passado mês de Abril. A oportunidade de ver um dos melhores rappers de sempre a atuar. E a questão pertinente não é por ter sido um rapper, ou um dos melhores de sempre. Refiro-me a Tupac Shakur, assassinado em 1996! Esta aparição foi possível através de um holograma que refletia a imagem do cantor, mas para os presentes ou até mesmo para quem vir o vídeo no youtube, a forma como contracena em palco com Snoop Dog, (outro artista que atuou) parece estar mais vivo do que nunca e parece realmente interagir com o público. Já antes tínhamos visto hologramas em atuações como por exemplo os Gorillaz. A banda virtual em que os intérpretes são substituídos por bonecos animados. Também na época de Natal do ano passado um holograma de Mariah Carey tinha sido exibido em vários países em simultâneo em que a mesma interpretava canções da época. A tendência natural é começarmos a ver cada vez mais situações destas e a abertura de portas é infindável. Não no futuro, mas no presente poderemos ter atuações de bandas, (com a formação original claro) como Nirvana, Bob Marley, The doors. Podemos também assistir “ao vivo” a um concerto em diferentes partes do mundo ou até fazer-se, tal como no cinema, estreias mundiais das tournées. Numa altura em que a venda de discos continua em crise com o aumento da pirataria, numa altura em que em função desse problema os cantores fazem mais concertos do que antes para rentabilizarem a sua musica, talvez os hologramas possam ajudar no crescimento da industria musical. Podem por exemplo pôr o holograma de um artista a fazer tournée pelo interior de cada país simultaneamente com que o original faz a sua tournée em grandes palcos. Certamente que haverá (com razão) quem diga que não passa de uma projeção de uma atuação passada, contudo certamente que essas mesmas pessoas se tiverem oportunidade de ver um ídolo de juventude a atuar, mesmo que em holograma, não vão querer perder. |