Só se fores Engenheiro |
| Autor: Maria João Costa |
| Quinta-feira, 28 Junho 2012 22:09 |
O problema não és tu, sou eu - Só se fores Engenheiro Quando são giros, com quatro pêlos a jogar à sueca na cara e com uma inscrição num ginásio que só inclui “levantar pesos”, o que nos preocupa é miúda gira da outra turma que também está interessada nele. Mas quando começam a ter mais do que quatro pêlos, as nossas preocupações aumentam em igual proporção. Depois das viagens que ele já fez, dos livros que já leu, dos projectos que já desenvolveu e depois de ter assumido publicamente que o filme favorito dele é o Rei Leão, surge a pergunta: mas afinal, quem é que te paga o salário? E é aqui que as coisas se complicam. É aqui que o batimento cardíaco acelera. É aqui que ele nos deixa com duas hipóteses, ou fazemos de conta que recebemos uma mensagem muito importante e temos que ir embora, ou fazemos de conta que as amigas não estão à nossa espera para ir às compras e dizemos que temos todo o tempo do mundo. Tudo depende dele, do emprego dele. Há profissões que são básicas, que nem vale a pena deixar que ele pague o café: Barman, conhece mais mulher por metro quadrado do que o Wally e nunca chega a horas para aquecer os pés; jornalista, não tem vida social, nem chega à fase do “café”; músico, é bonito porque acaba por escrever uma música sobre nós e faz disso prenda de aniversário e natal, mas depois vai cantar a mesma música para futura ex; ator com aspirações holyodescas, têm a certeza que ele está interessado?; médicos e enfermeiros, uma pessoa habitua-se, pede o horário no início de cada mês e fazemos a escala do “amor” para as próximas semanas. O melhor é “arriscar” pelo seguro, e apostar num engenheiro. São giros, tem uma conta bancária atraente e não fazem horas extraordinárias no escritório com a secretária. Se for um engenheiro desempregado já não é tão bom, vai acabar por trabalhar fora do país e passado um mês já aparece offline no skype.
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