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Licenciatura de Relvas: “Dos regulamentos que conheço, não seria possível uma solução tão rápida” |
| Autor: Paulo Ferreira |
| Quarta, 04 Julho 2012 19:43 |
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O presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP), João Redondo, admitiu, em declarações à TVI24, desconhecer a existência de casos de alunos que tenham concluído uma licenciatura em apenas um ano. Referindo-se à polémica que envolve a licenciatura do Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, o presidente da Apesp reconheceu ainda que “uma solução como esta” implicaria, pelo menos, dois anos de estudo. Em entrevista à TVI24, João Redondo reconhece que, segundo o decreto-lei 74, aprovado em 2006, as universidades e politécnicos “passaram a poder creditar a experiência profissional” de um aluno, de forma a acelerar o processo de conclusão da licenciatura. Contudo, para o presidente da APESP, “os objetivos deste diploma legal não são facilitar uma licenciatura para a qual pouco se contribui em termos de esforço e trabalho, mas facilitar o prosseguimento desse esforço porque já se realizou algum.” Admitindo que o processo possa ter respeitado todos os trâmites legais exigidos, João Redondo reconhece, contudo, que “seria necessário estar-se perante um currículo absolutamente excecional” para que, “no máximo, dos máximos”, se atribuíssem créditos equivalentes a um ano de formação, ou seja, o equivalente a 1/3 do curso. Por isso, o presidente da Apesp defende uma clarificação do processo por parte da Universidade Lusófona. “Não deve haver qualquer secretismo nisto, toda a gente deve conhecer em detalhe o que foi feito para creditar a experiência profissional de determinado indivíduo”, afirmou. De acordo com o adjunto do ministro, António Valle, a licenciatura de Miguel Relvas foi completada em apenas um ano, porque a Universidade Lusófona teve em conta o seu currículo, bem como a frequência anterior em outros dois cursos, Direito e História. Recorde-se que o Ministro dos Assuntos Parlamentares completou o curso de Ciência Política e Relações Internacionais em outubro de 2006 e recebeu o respetivo diploma em dezembro de 2007. Leia também:
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