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Louçã quer esclarecimentos e PS chama "pioneiro" a Miguel Relvas |
| Autor: Miguel Moreira |
| Quinta-feira, 05 Julho 2012 16:38 |
Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda (BE), fez saber que espera que o ministro Miguel Relvas esclareça os contornos da sua licenciatura. O PS chama “pioneiro” a Relvas e lembra críticas do Governo às Novas Oportunidades, enquanto o ex-reitor da Lusófona garante que a “Universidade cumpriu a lei" e que "o resto são histórias da carochinha”. O Bloco já tornou público que pretende que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, preste esclarecimentos sobre o processo que resultou na sua formação superior. “Só o próprio Miguel Relvas ou a Universidade Lusófona podem prestar esclarecimentos. Preocupa-me que uma licenciatura possa ser concluída num ano”, disse aos jornalistas o líder do BE, Francisco Louçã. “Não acho que este caso levante dúvidas… Vão ralhar com a Declaração de Bolonha”, disse à RTP o ex-reitor, numa alusão ao processo de Bolonha, que permite que o currículo seja convertido em disciplinas concluídas, no ensino superior. Por seu turno, o Partido Socialista, através do deputado Nuno Sá, lançou ironia sobre o tema, considerando que Relvas foi pioneiro. Em declarações à Lusa, o deputado do PS diz que “Miguel Relvas foi o primeiro português, um pioneiro, a recorrer à filosofia Novas Oportunidades”. O paralelismo entre aquele programa e a licenciatura de Relvas, de acordo com o PS, faz todo o sentido, já que as Novas Oportunidades sempre pretenderam valorizar a certificação académica dos portugueses através da sua experiência profissional. Ou seja, capitalizar experiência, tal como sucedeu com Miguel Relvas, que capitalizou créditos. A ironia, segundo o deputado socialista, é que o Governo desvalorizou esse princípio e as Novas Oportunidades. De acordo com o jornal i, a licenciatura de Miguel Relvas resulta de uma acumulação de créditos que permitiu ao ministro concluir um curso de 36 cadeiras, completando apenas quatro. Traduzir créditos em cadeiras está previsto na lei, mas casos como o de Relvas são inéditos. Não é normal que uma universidade conceda tantos créditos a um aluno, nem é vulgar que uma licenciatura possa ser terminada no prazo de um ano, o que sucedeu com Relvas – ainda que com uma nota final modesta de 11 valores. O percurso académico de Miguel Relvas também não abona em seu favor. Leia mais. Leia também: |



