SOBRE O AUTOR

cv_joaquim_morais_1 Joaquim Morais
 
Faixa publicitária

A evolução económica a partir de 1950

Autor: Joaquim Morais
Segunda-feira, 09 Julho 2012 22:14

A EVOLUÇÃO  ECONÓMICA   A PARTIR DE 1950

A data de 1950 pode considerar-se como um marco histórico, o início do desenvolvimento das economias da “ Europa Ocidental” e do Japão, as mais prejudicadas pela guerra. Normalizadas as economias Nacionais e conseguida a estabilidade monetária, os governos marcaram como objectivo da sua  política económica, a instauração e manutenção dum elevado nível de emprego. Neste contexto, para obter estes desígnios, exerceram uma pressão sobre a procura, o que explica um crescimento mais rápido em relação ao período anterior. Todavia, a política de regulação da procura não teve a mesma correspondência em todos eles, por causas diversas, entre as quais  o “ Deficit” permanente da balança de pagamentos, para corrigir, o qual muitos governos se viram obrigados a restringir a procura.

Entre os componentes da procura final os mais activos no processo conjuntural foram o consumo de bens duradouros e o investimento fixo. Também a evolução do sector público, teve influência decisiva. Nalguns paises Europeus, como a Alemanha e Inglaterra, o enfraquecimento da procura foi influênciado, também, pela escassez da mão-de-obra e os altos níveis de salários.

OS CICLOS ECONÓMICOS

Todavia, devido à acção de forças exógenas, o movimento conjuntural oferece nos Estados Unidos certa falta de sincronização no que concerne aos paises desenvolvidos Europeus; mas pode estudar-se em conjunto com todos os paises de economia de mercado. A Europa conheceu desde meados de 1950, ano em que se inicia o “boom” da guerra da Coreia, um período de expansão, que, práticamente dura até finais de 1956. Na América do Norte, durante o primeiro semestre de 1951, termina o ciclo de expansão e de subida de preços, mas a partir de 1952 inicia-se uma “ depressão”- sobretudo nas “ indústrias têxteis” – químicas, metálicas e hulheiras, que se prolonga até 1954. A partir desta data, volta a conjuntura de expansão até final de 1956, nota-se únicamente a breve crise do “ Suez”, que se repercutiu nos interesses petrolíferos no Verão de 1956.

A recessão de 1957-1958, que tanto afectou os Estados Unidos como a Europa incluindo o Japão, foi mais curta do que a de 1952-1954, contudo muito mais grave. Notoriamente no sector têxtil, siderurgia e no carvão onde actuava fortemente a concorrência de paises emergentes; os stocks acumulavam-se sem saida com a consequente diminuição de investimento. De novo em 1959, o ritmo expansivo regressa ao mundo ocidental até 1960, ano em que se nota a recessão que se manteve até finais de 1962. Nos Estados Unidos, pouco foi notada e percepcionada esta recessão. A seguir a uns anos de expansão, em 1965 começou uma fase de contracção, menos visível na França e na Itália, que prosseguiu até finais de 1968. Desde então, tem-se acelerado novamente o ritmo da economia mundial, todavia, com o seu “ tendão-de-Aquiles nas graves tensões inflacionistas.

 

 

 

Copyright @ PT Jornal PT JORNAL NOTÍCIAS CANAIS PARCEIROS PLATAFORMAS/PROJETOS
Todos os direitos reservados           Ficha técnica           Política           Insólito           Partilhar.com.pt           Share
Contactos Economia Social
Política de privacidade Saúde Hoje é dia
Política de comentários Sociedade Crónicas
Aviso Legal Mundo Motores
Procura Desporto PT Animal
Newsletter Artes Internético
RSS Tecnologia & Ciência Prato & Medida
TV & Media
Autores