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Fim do contrato, ou antes, da relação |
| Autor: Maria João Costa |
| Quinta-feira, 12 Julho 2012 22:21 |
O problema não és tu, sou eu - Fim do contrato, ou antes, da relação O fim de uma relação a dois (poligamia ainda não é permitida em Portugal, ainda), é quase tão ou mais dolorosa do que o fim de um contrato de trabalho. Primeiro, começamos a perceber que alguma coisa não está bem, e fazemos tudo aquilo que achamos suficiente para dar mais uma oportunidade à “relação”. Prometemos fazer mais coisas juntos, não adiar planos e todas aquelas coisas que se deixa no post it do frigorífico durante meses. E pronto, não dá. “Passou de “numa relação” a “solteiro””. Durante uma semana somos tema de conversa, e explicamos pela milésima vez que “foi melhor para os dois”, quando sabemos perfeitamente que melhor para nós não foi de certeza. E começamos a empacotar os presentes, e a vender entre as amigas o que já não conseguimos usar (devia de existir uma feira para as prendas dos/as exs. Fica aqui a ideia para o caso de alguém querer investir). Depois de fazer uns trocos, vamos de férias, e podemos ter uma paixão platónica durante uma semana como as adolescentes, sem remorsos. Quando regressamos de novo ao habitat natural, é oficialmente aberta a época de celibato, de depressão “pós-relacionamento sério”. Aquela rotina que inclui pijama o dia todo e séries, filmes e comida a noite toda. Há uma altura em que os amigos entram em cena, e cancelam a conta da meo. E é aí que percebemos que temos de arranjar dinheiro para reactivar a conta (namorado novo e/ou emprego novo), e somo nós que entramos de novo em cena. Dietas, roupa nova, actualização do “currículo” (entretanto já aprendemos umas coisas), e apostar numa nova “área”, já vimos que os loiros de olhos azuis só aceitam “estágios não remunerados”.
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