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Portugueses além mar, uns a ir, outros a ficar. Alegria de viver, de fazer crer, de acontecer. Magia eterna do desafio, outrora em forma de navio, aventureiro, Agora menos. Outrora quisemos, agora queremos, Outrora lutámos, agora lutemos. Amor em desvendar o desconhecido, seu destino incerto, perdido, Proibido. O romance ardente de uma aventura, Por vezes suave, por vezes dura, Sem haver quem trave tão bela loucura. Tão legítima, tão pura. Tão íntima, tão tua.
Um destino reflectido num hino, sofreguidão e lutas eternas, Hoje modernas, não menos ardentes, Invadem a nossa alma, iluminam as nossas mentes, sedentas, Cinzentas, prudentes.
A dúvida que assalta, a lágrima que foge, a alegria de viver, Cada um o seu hoje. As certezas incertas que ficam para trás, Tantas boas, tantas más. O sobressalto de um mundo novo, a grandeza de um povo. A saudade de quem fica, a beleza de uma nova vida, A angústia de uma ida. O carregar de uma alma perdida, de um fado intenso, O abrir de uma porta fechada, para um mundo imenso. Para uma fachada? Para o nada. A paixão de conhecer o nada.
O regresso sempre à vista, o destino no peito, A ambição da conquista, A esperança no perfeito, sempre imperfeito. Sempre sonhador. Um sonho real, com a certeza da incerteza, que não será fatal. Estará bem, estará mal? Deixar a vida correr nas mãos do tempo, Deixar o tempo escorrer nas nossas mãos. Errar no sentido certo, pois sem erro descoberto A verdade não vem, o espírito fica, a vela apaga, O coração em aperto.
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