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Tour: um estreante, dois portugueses e recordações

Autor: Cláudia Fernandes
Quarta, 25 Julho 2012 21:50

O britânico Bradley Wiggins juntou o seu nome à lista de vencedores do Tour. Oriundo da BTT alcançou, neste ano, um feito que vinha perseguindo há alguns anos. Parabéns pela sua persistência.

Um grande bem haja aos dois portugueses que abrilhantaram a corrida, o Rui Costa e o Sérgio Paulinho. È bom ver portugueses entre os melhores do Mundo e estes meninos enchem-nos de orgulho pelas suas prestações.

Mais uma edição, mais doping. Desta feita num dos grandes nomes do pelotão – Frank Schleck. Ainda há poucos anos o vi lutar com Lance Armstrong, no regresso deste à competição, por um lugar no pódio, que acabou por sorrir ao americano. É triste e preocupante. Não é que Schleck dá positivo no ano em que está a correr pela Radioschack? Mais fantasmas, digo eu, se vão formar em torno do Lance e das suas inquestionáveis sete vitórias consecutivas. Isto é sinal que foi grande. Tão grande que, como não o conseguiram bater no asfalto, tentam agora e mil e uma maneiras.

Alberto Contador, Valverde, Ivan Basso, Jan Ulrich, Vinokourov, Frank Schleck… uma lista interminável de “tubarões” do ciclismo e que foram apanhados em controlos positivos ainda corriam. Agora, o homem mais controlado do Mundo – até brincavam dizendo que o tentavam clonar – nunca acusou positivo. E bem que podem vir dizer agora que, afinal, ele até acusou positivo naquele ou no outro. Se acusou, devia ter vindo a público na altura e não agora. O que vejo agora é a tentativa de destruir um mito, um mito que nas estradas foi quase imbatível. Como se destrói um mito? Não se destrói. Os mitos ficam. Permanecem. E quantos dos espectadores do Tour ao verem as subidas mais características, não pensaram em algo do género: “ Em 2003, o Lance atacou aqui e deixou toda a gente para trás”?

Daqui a 200 anos, o ciclismo vai ser totalmente diferente de como o conhecemos hoje em dia. Mas apostos que os verdadeiros amantes deste desporto vão dizer: “Houve, no passado, um Super-herói que limpou sete edições seguidinhas, depois de ter vencido um cancro. Até chegaram a dizer que ele escondia um motor dentro da bicicleta”, E quem não gostar tanto, vai responder “Achas mesmo? E tu acreditas em tudo o que lês?”.

 

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