Memórias dos Jogos Olímpicos: O Torpedo

Autor: Cláudia Fernandes
Quarta, 01 Agosto 2012 22:01

Os Jogos Olímpicos trazem-me recordações e, a cada edição, vou recordando momentos mágicos a que assisti naquela competição. Hoje, vou recordar um atleta que, no seu tempo de ouro, foi, para mim, o melhor nadador que passou por lá. Chegou ao primeiro ouro olímpico aos 17 anos. Refiro-me, pois, a Ian Thorpe, que ficou conhecido como “Torpedo”.

Venceu, no total, 5 medalhas de ouro olímpicas. E mais algumas de prata. E outras de bronze. Isto refinando-me só aos Jogos Olímpicos em que participou: Sidney 2000 e Atenas 2004. Abandonou a modalidade cedo demais. E falhou os de 2008 em Pequim, naquela piscina a que chamaram o “Cubo” e onde todos os recordes caíram. Ou melhor, quase todos.

Voltando a Thorpe, também ele, na sua altura, bateu vários recordes. O que se destaca é que continua a deter um deles, desde 2002. É o dos 400m livres masculinos.

Era quase certa a sua presença nos 100m e 200m livres e também nos 400m. Participou nos 1200m e 800m. Tudo estilo livre. E cheguei a vê-lo, uma vez por outra, a nadar os 200m estilos. Mas de facto não era a sua especialidade. E claro, não faltava nas estafetas, representando o seu país. Aqui nunca conseguiu tão bons resultados, uma vez que, infelizmente na altura, não havia 4 nadadores fortes. Apenas Thorpe e Klint. E peço desculpa se firo susceptibilidades.

Ian Thorpe era inconfundível na altura, com o seu fato preto e a touca amarela e, regra geral, viamo-lo nas piscinas 4 ou 5, aquelas que ficam para quem tem os melhores tempos nas eliminatórias. Vi-o protagonizar grandes duelos com Peter Van Hoogenband, com Michael Phelps, apesar de o americano praticamente só estourar em 2008.

Com um estilo diferente de nadar, e uns pés de tamanho invulgar – 52 – Thorpe foi considerado por muitas antigas glórias do Desporto como o melhor nadador de sempre na meia-distância. Muitos chegaram, inclusive a dizer, que o Próprio Phelps havia sido decalcado do australiano.

Em 2011, voltou à competição tendo em vista a participação nos Jogos Olímpicos de Londres, que se estão a realizar no momento. No entanto, a sua prestação não foi a que esperava tendo, o próprio referido que o seu “sonho se transformou em pesadelo”.

No entanto, ninguém esquece do Torpedo que apareceu em 2000, em Sidney, e marcou a natação nos anos que se seguiram: medalhas, recordes, e o seu estilo único de nadar e de fazer as viragens à frente de toda a gente.

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