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Oração das Pussy Riot contra Putin numa catedral de Moscovo vai a tribunal a 17 de agosto |
| Autor: Miguel Moreira |
| Quarta, 08 Agosto 2012 15:31 |
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Procurador russo exige pena de prisão de três anos para as Pussy Riot, banda punk que fez uma oração contra o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, numa catedral de Moscovo. As três mulheres são acusadas de “ódio religioso e vandalismo”. As Pussy Riot "pediram à Virgem Maria para que livrasse a Rússia de Putin". O julgamento das três membros das Pussy Riot está marcado para o próximo dia 17 de agosto, a partir das 15h00, de acordo com informação divulgada pelo juiz Syrova Marina. As mulheres respondem em tribunal por um ato praticado a 21 de fevereiro. Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich, entraram na Catedral de Cristo Salvador, encapuzadas e com guitarras, e levaram a cabo uma oração “punk” contra Putin, Presidente da Rússia. As três mulheres invadiram o altar daquela catedral de Moscovo, com vestidos curtos, e cantaram aquela “oração de protesto” contra os laços que a Igreja Ortodoxa Russa mantém com Vladimir Putin. As Pussy Riot “pediram à Virgem Maria para que livrasse a Rússia de Putin”. O procurador Alexei Nikiforov sustenta que aquele comportamento das Pussi Riot – que gerou a indignação de muitos crentes ortodoxos russos – é um “abuso”. No entanto, do outro lado, estão os opositores ao que consideram ser a “repressão” de Putin. Esses opositores ao Presidente Putin (bem como alguns dissidentes russos) consideram que esta atitude contra as Pussi Riot é resultado dessa opressão. Grupos de defesa de direitos humanos apelam a que as Pussy Riot não tenham de cumprir penas de prisão. Também a cantora Madonna apelou à libertação de Tolokonnikova, Alyokhina e Samutsevich. Por seu turno, Vladimir Putin considerou, entretanto, que a atitude de Alyokhina, Tolokonnikova e Samutsevich “não é aceitável”, mas “não deve ser julgada com demasiada severidade”. Recorde-se que Vladimir Putin regressou à presidência em maio, para um mandato de seis anos. Leia também:
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