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Acusações de Zita Seabra sobre espionagem do PCP através da FNAC provocam indignação |
| Autor: Miguel Moreira |
| Sexta-feira, 10 Agosto 2012 11:42 |
A antiga militante comunista Zita Seabra revelou que o Partido Comunista Português (PCP) utilizava métodos de espionagem, nos anos 80, através da FNAC, empresa que colocava sistemas de escuta nos aparelhos de ar condicionado. Na SIC Notícias, o empresário Alexandre Alves nega e fala em “ignorância” de Seabra. Expulsa do PCP em A FNAC era uma empresa “estratégica e simpática” para o PCP, segundo Zita Seabra, que colocava diversos microfones em espaços privados, numa prática de espionagem com a finalidade de recolher dados que eram muitas vezes secretos. O PCP reagiu em declarações ao semanário Sol, retirando “credibilidade” a Zita Seabra. “Essa pessoa não merece qualquer crédito”, disse fonte do partido àquele jornal, reagindo às declarações da antiga militante comunista, que na quinta-feira passada denunciou a alegada espionagem na SIC Notícias. Zita Seabra, recorde-se, foi dirigente comunista, mas acabou por ser expulsa no ano de 1988. Entretanto, a antiga militante do PCP exerceu a função de deputada, eleita pelas listas do PSD, acumulando a carreira profissional de editora. E foi precisamente a profissão de Zita Seabra que serviu como base a um desmentido, sob a forma de ironia, por parte do empresário Alexandre Alves, proprietário da FNAC. “Essa história [a acusação de Zita Seabra de espionagem do PCP através de aparelhos de ar condicionado] deve fazer parte de um novo livro que está para sair…”, afirmou Alexandre Alves, na SIC Notícias, acusando Zita Seabra de “ignorância”. “Só posso rir-me desta ignorância absoluta. Não faz sentido e é ridículo menosprezar milhares de engenheiros portugueses e em toda a Europa que eram clientes da FNAC”, sustentou Alves, na SIC Notícias. Zita Seabra disse também que a FNAC recebia financiamento pela então República Democrática da Alemanha e que o seu verdadeiro negócio não era o fabrico de ar condicionado. Servia como trunfo para espionagem em gabinetes de governos, em virtude da facilidade de acesso a “sítios nevrálgicos” de membros de diversos executivos. Além de equipamentos de ar condicionado, segundo Zita Seabra, a empresa colocava microfones, para que o PCP pudesse ter acesso a informação privilegiada. A FNAC operou num período em que estiveram em funções governos de Mota Pinto, Maria de Lurdes Pintasilgo, Francisco Sá Carneiro, Pinto Balsemão e de Mário Soares, entre os anos de 1978 e de 1994. O PCP desvaloriza, mas a verdade é que está irritado com esta acusação. Num comunicado, os comunistas revelam que as afirmações de Zita Seabra “não merecem qualquer crédito ou comentário”. A verdade é que esta nota é, em sim mesma, um comentário. Zita Seabra merece duras críticas de Alexandre Alves, que em declarações ao Sol acusa a ex-comunista de se ter “vendido” e de ter produzido afirmações “absolutamente falsas”. A antiga militante comunista, recorde-se, fizeram outras acusações ao PCP. As agressões recentes ao candidato socialista Vital Moreira foram, segundo Zita Seabra, protagonizadas por elementos do PCP. A relação entre Seabra e o seu antigo partido ficou abalada desde a expulsão. No entanto, esta é a mais grave acusação de que os comunistas são alvo. Leia também: |



