De manhã à noite |
| Autor: Maria João Costa |
| Quinta-feira, 16 Agosto 2012 22:00 |
O problema não és tu, sou eu - De manhã à noite No meu tempo, quando não havia mensagens grátis, e o saldo do 3310 não passava dos 50 cêntimos, tudo começava com toques ingénuos. Eram noites de toques intermináveis até um deles adormecer (no caso dela, fazer-se de difícil). Hoje, eles dão toques no facebook e fazem likes nas fotos de perfil, enquanto ouvem a música que ele acabou de partilhar no mural. Modernices. Mas todos concordamos que a fase do “trocar mensagens de manhã à noite” é um passo que intimida qualquer fase de toques. A primeira semana, ou semanas, é um sorriso nos lábios a cada bip do telemóvel; é um questionário constante, mesmo sem interrogações, em que cada um tenta saber tudo o que pode sobre o outro; é um marca e desmarca cafés, lanches e brunch(es); é toda uma novidade que preenche as horas ao telemóvel com as amigas (no meu tempo, íamos todas para o msn). Depois temos duas opções, e essas são universais: ou não se desmarca o café, ou então, deixamos de responder ao “bom dia” e esquecemo-nos de avisar que ficamos sem mensagens… até o outro perceber que já andamos a trocar toques com um novo numero. Quando se passa do café para o jantar, e do jantar para o pequeno-almoço, passa-se das mensagens, para o “logo à noite ligo-te”. Podem ser dez minutos, podem ser horas de conversa que não coincidem com a hora do café com os amigos, nem com o horário de trabalho; é o tempo que é preciso para quem prefere dar folga ao teclado swype, aquilo começa a perder a piada. Ainda bem que é só o teclado. |









