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EDP Paredes de Coura 2012 (Dia 3): dEUS foi grande em noite de muitas estreias |
| Autor: Pedro Vasco Oliveira |
| Sexta-feira, 17 Agosto 2012 11:54 |
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Foi necessário dEUS vir a Coura, para que o céu se iluminasse de estrelas e as nuvens e a chuva fossem benzer almas para outro lado!... Finalmente, ao terceiro dia, que para muitos foi o primeiro, o clima secou e foi possível assistir a, diga-se, bons concertos sem preocupações com a humidade em forma de chuva! Os belgas dEUS eram os mais esperados da noite e, competentes como sempre, não defraudaram as expectativas e protagonizaram uma atuação de encher o ego a quem assistiu. O vocalista Tom Barman havia dito numa entrevista à rádio durante a tarde que este não seria mais um concerto, mas “um concerto em Paredes de Coura», local que lhe traz boas recordações... «The architect» foi o tema de abertura, colocando a fasquia alta, mas os belgas souberam guiar de forma exímia pela sua história musical o público que enchia o anfiteatro natural de Coura, oferecendo pérolas como o verdadeiramente esmagador «Instant Street» ou, em fecho de concerto, um magistral «Bad Timing». O público manifestou-se agradado, dando-se a notar durante toda a atuação, que pecou apenas por curta, cerca de uma hora, sem direito a um «encorezinho». À terceira noite de EDP Paredes de Coura, e de dois dias carregados de momentos EDP – Coura parecia uma barragem –, era evidente quem ali estava há três dias e quem tinha chegado no feriado de Nª Sª da Assunção… Frescos e de roupa lavada e bem confortável, os recém-chegados constratavam com uma maioria desgrenhada, de calções, chinelos e umas caras de quem está mesmo a precisar de um grande banho de água quente. No entanto, todos continuavam a exibir os sorrisos que há três dias traziam nos rostos... Foi com os «freaks» Dry The River que o PT Jornal deu início a mais uma jornada em Coura 2012. Com o disco de estreia «Shallow Bed» na bagagem, os ingleses esmeraram-se e tiveram uma excelente estreia em Portugal. Na memória temas como «Animal skin» ou «Demons», em que a voz de Peter Liddle se destaca, especialmente quando apoiada nas segundas vozes, emprestando uma sonoridade singular às composições. Entretanto, e já depois de Kitty Daisy & Lewis e também os Midlake terem aberto o estreante Palco EDP, The Temper Trap subiam ao palco para gáudio da plateia… Espalhando o charme dos temas do novo álbum e a energia eletrizante dos do disco de estreia, o grupo australiano foi contagiante o suficiente para conseguir na plateia os primeiros delírios coletivos do Palco EDP. Com «Love lost» deu-se o primeiro momento de festa, mas foi com «Sweet disposition», a fechar, que a coisa pegou mesmo e a plateia a transformar-se numa enorme pista de dança. E foi assim que esteve durante toda a atuação dos Digitalism, que encerraram o palco principal depois dos dEUS. Num concerto bastante breve, não chegou a uma hora – e aquele pessoal, em especial os resistentes campistas, merecia mais –, o duo forneceu energia e ritmo ao público, cujos corpos se balançavam, alguns até dançavam, num meneio uniforme, fazendo com que o anfiteatro natural parecesse um mar... de almas! Ainda antes dos belgas, os Sleigh Bells também fizeram a sua estreia em palcos nacionais. Duas paredes de amplificadores Marshall serviram de cenário e de cartão de visita ao arrojado som dos nova-iorquinos. Guitarras desvairadas, batida infernal, eletrónica q.b. e uma vocalista endiabrada fizeram da atuação dos Sleigh Bells um dos momentos, se não o momento, mais explosivo do terceiro dia. Depois, até às sete da manhã, junto ao Palco After Hours foi a loucura. Totally Enormous Extinct Dinosaurs, alter-ego de Orlando Higginbottom, começou por aquecer, e bem, quem decidiu ficar para dançar noite dentro sob um enorme céu estrelado, seguindo-se o francês Kavinsky e, finalmente, o português Nuno Lopes... Hoje há mais com Kasabian, Anna Calvi, The Whitest Boy Alive, Deer Tick e School Of Seven Bells a terem honras de destaque e, por fim, noite dentro Crystal Fighters a começar... Fotografia: Sofia Salgado Mota Leia também:
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