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EDP Paredes de Coura 2012 (Dia 4): Kasabian incendeiam noite no Tabuão |
| Autor: Pedro Vasco Oliveira |
| Sexta-feira, 17 Agosto 2012 20:34 |
Com o público a cantar em uníssono “I’m on fire” (refrão do tema «Fire»), os britânicos Kasabian encerraram o concerto dos primeiros quatro dias de festival, com a maior massa humana presente em Coura em delírio coletivo e, literalmente, em brasa. Se os Sleigh Bells tinham conseguido na véspera pegar fogo ao anfiteatro natural do Tabuão, os Kasabian, com a sua pop-rock de melodias intensas a piscar o olho à pista de dança, são os protagonistas até ao momento de Coura 2012, pela empatia e alquimia que conseguiram com o público. Numa atuação que passou pelos quatro álbuns da banda, os Kasabian entraram com a corda toda, agarrando, desde início, a mole humana que os enfrentava. Logo nos primeiros temas, o público começou a agitar-se, com o mosh e o «crowd surfing» a tomarem conta da frente da plateia. Seguiu-se uma fase em que o ritmo do concerto pareceu abrandar, mas não demorou muito para que a agitação regressasse… Tom Meighan, Sergio Pizzorno e seus pares, com o público rendido, não deram tréguas, voltando à intensidade com que o concerto arrancou. A esta altura, já muitos artistas tinham pisado os palcos de Coura 2012. The Whitest Boy Alive, alter-ego de Erlend Oye – uma vez mais fez questão de desfrutar alguns momentos junto ao rio Coura, quando o projeto Pinto atuava no palco JN, o mesmo onde antes houvera Jazz na Relva para uma vasta multidão –, era uma das atuações mais aguardadas da noite e teve a assistir uma grande massa de gente. É conhecida a paixão do músico norueguês por Paredes de Coura e a empatia que tem com os festivaleiros faz com que estes adiram fácil e rapidamente à sua música. Já The Whitest Boy Alive atuava no Palco EDP há algum tempo, quando, no Vodafone FM, School of Seven Bells dava início a um concerto extraordinário.
Apesar da maioria o público estar concentrada em frente ao palco principal, Alejandra Deheza, o guitarrista Benjamin Curtis e seus companheiros de palco ofereceram um elegante concerto a uma mais entusiástica do que numerosa multidão. Em apresentação do seu mais recente trabalho discográfico, «Ghostory», também dos dois anteriores álbuns que editaram saíram alguns temas. «The night» ou «Love play», entre outras, foram momentos preciosos, mas «Low times» foi a cereja em cima do bolo de um concerto muito bom, com os nova-iorquinos a conseguirem um dos concertos que vai ficar na memória.
No palco principal, Anna Calvi não conseguiu arregimentar todos os festivaleiros presentes no recinto, mas a sua atuação evidenciou a qualidade do seu rock, bem feminino, oferecendo belos momentos sonoros. No entanto, a empatia entre o público e a britânica não foi das maiores que já se viram naquele palco. Num dia que teve ainda The Wave Pictures, I Like Trains e Deer Tick, no Palco Vodafone FM, e Gang Gang Dance e Of Montreal, no EDP, a noite encerrou com o projeto djing nova-iorquino In Flagranti, no Palco After Hours. Antes ainda, os Crystal Fighters deram o melhor escape à ainda muita energia que o público continha, apesar de vir do entusiasmante concerto dos Kasabian. Os londrinos espalharam a sua eletrónica com sabor basco, libertando ritmo contagiante para uma massa humana que transbordava da tenda… Discoteca, rock e muita dança pela noite dentro na penúltima noite de Paredes de Coura 2012. O regresso aos palcos dos Ornatos Violeta, que vão apresentar na íntegra o seu derradeiro álbum, «O Monstro Precisa de Amigos» (1999), mas também o retorno a palcos nacionais dos God Is An Astronaut têm direito a destaque neste último dia, em que pelo palco principal vão passar quase exclusivamente bandas portuguesas. A música portuguesa a dar cartas, um sinal da qualidade do que se faz atualmente por cá… Fotografia: Sofia Salgado Mota Leia também: |





