Rússia: dois anos de prisão para as Pussy Riot, o grupo punk que afrontou Putin e a Igreja Ortodoxa

Autor: Luís Correia Neves
Sexta-feira, 17 Agosto 2012 21:01

Foram condenadas a dois anos de prisão as três jovens do grupo russo punk “Pussy Riot”, acusadas de vandalismo e incitamento ao ódio religioso.

A sessão de julgamento decorreu no tribunal de Khamovnitcheski, em Moscovo, tendo durado três horas. As três jovens, detidas deste março, foram hoje condenadas a dois anos de prisão, sob as acusações de vandalismo e de incitamento ao ódio religioso.

À volta do tribunal foi acionado um forte dispositivo de segurança, para conter a multidão (entre apoiantes e opositores) que se aglomerava naquele local.

Em fevereiro, Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, de 29, e Maria Alekhina, de 24, entraram encapuzadas na catedral ortodoxa do Cristo Redentor, em Moscovo, ondem cantaram uma letra de protesto na qual pediam à Virgem que perseguisse o presidente russo, Vladimir Putin.

A juíza citou em diversas ocasiões testemunhos e trabalhadores e membros da segurança da catedral que apresentaram queixa pelos danos morais resultantes da polémica canção das três jovens.

A defesa pediu a absolvição para as arguidas, não tendo, porém, conseguido mais do que uma atenuação relativamente à pena exigida pela acusação, que era de três anos. Têm agora um prazo de 10 dias para recorrerem da sentença.

A União Europeia e os Estados Unidos já reagiram, condenando a sentença, que consideram exagerada.