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O Mito Marxista - Destruir para edificar de novo

Autor: Joaquim Morais
Terça-feira, 04 Setembro 2012 21:36

Plasmada a vida Nacional numa matriz de ódios e ambições, cedo começou a desenhar-se a ideia de um 25 de Abril desvirtuado, situação abjecta e iníqua ao Povo Português. Com efeito, tudo começaria de forma atribulada e trágica admitida que fora a participação do “ Partido Comunista” no primeiro governo provisório, chefiado pelo Prof. Adelino da Palma Carlos. A aceitação dos comunistas num processo evolutivo e democrático fora um grave erro cujas consequências sentir-se-iam a curto prazo. De inspiração “ Stalinista”, portanto de linha ortodoxa com total obediência a Moscovo, era abrir no imediato uma grande fenda no processo revolucionário com vista à democracia burguesa, pluralista, que teria obviamente de ser o primeiro projecto sério a realizar na pós-revolução.

O General Spínola, tinha uma certa relutância na aceitação participativa comunista, seria prematuro e arriscado, ainda tentou contornar a situação. Mau prenúncio que, logo no dia 26 de Abril e da responsabilidade do grupo pró-comunista CDE foram profusamente espalhados pela cidade e outros pontos do país, manifestos de empolamento demagógico nos quais se escrevia com destaque que “ o caminho da liberdade é hoje o caminho da rua”, tinha inevitavelmente o selo Comunista com vista à manifestação do 1º de Maio, fim da guerra colonial com suspensão de todas as operações militares e negociações com os movimentos de libertação, em flagrante oposição ao “ Programa e às normas fixadas ao Governo Provisório”. A 29 de Abril, acabado de chegar do seu exílio, ainda no aeroporto da Portela, Álvaro Cunhal entre várias tarefas urgentes a levar a cabo, uma delas seria o fim da guerra colonial.
A força de mobilização do PCP foi uma das formas usadas junto do General para o pressionar a dar um lugar de relevo a este partido no Governo Provisório, todavia não passava de um enorme “ Bluff”. As sucessivas eleições demonstraram a realidade dos factos, tratava-se efectivamente de “ um tigre de papel”. Mário Soares, líder socialista, tornou público, aquando do regresso do seu exílio de Paris, que o Partido Socialista não tomaria parte no Governo Provisório, caso os comunistas não estivessem representados, tendo o sector progressista das forças armadas comungado da mesma opinião. Deste modo, estava aberto o caminho para a desdita imensa que se abateu sobre o povo Português, da Metrópole e do Ultramar.
Regressado a uma legalidade tumultuosa, com o País sem “ rei nem roque”, tendo por base algumas células do PCP, este lançou sem perda de tempo uma actividade que lhe é característica a “ subversão”, aproveitando a total ausência de autoridade e vazio político. O partido comunista passou a coordenar todos os movimentos o “ PREC”. Assim, todo um processo gigantesco de agitação ao nível laboral de incitamento à greve, de unidade sindical ( unicidade), slogans demagógicos, explorando o baixo instinto das massas proletárias dando a imagem surrealista ,que a revolução só seria possível quando os trabalhadores controlassem o aparelho produtivo. Propõe uma luta Nacionalista, antimonopolista das grandes empresas, nomeadamente a Banca e os Seguros, lançando deste modo a semente do ódio, já não é mais a Revolução em que todos acreditamos é o “ Inferno na Terra”, depurações à boa maneira stalinista.