Chupões, borbulhas e sobrancelhas |
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Autor: Maria João Costa |
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Quinta-feira, 13 Setembro 2012 21:07 |
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Eu sei que o título não é sugestivo, e não desperta a atenção dos mais românticos, mas há coisas que precisam de ser faladas; assim como há etapas numa relação que não deviam de fazer parte do regulamento. Quando se tem 14 anos (que correspondem à idade do infantário nos dias de hoje), tudo é uma descoberta constante. Eles ficam nervosos à espera de terem sucesso com os bejinhos, depois das horas intermináveis a treinar com as almofadas e afins; e elas ficam à espera que o pézinho levante e que as borboletas despertem, finalmente. Mas o que realmente acontece é um belo do famoso “chupão”, aquela coisa vermelha no pescoço que elas escondem com lenços e cascóis. Faz parte, está no regulamento “inícios precoces” … talvez eles tenham que treinar mais. E quando já não se tem 14 anos, quando já se paga contas (também é válido se for com o dinheiro dos pais), quando já se tem barba rija e uma namorada que lhe espreme as espinhas? De que etapa é que é suposto estarmos a falar? Talvez “intimidades após 10 anos de casamento”. Não é romântico, não é sexy, dói e ainda liberta aquela substancia amarelada que ela não sabe muito bem onde limpar. Mas ele também não aguenta mais do que duas “espremedelas”, só se houver chantagem pelo meio da procura incessante por mais uma espinha. Depois há aquela fase mais depressiva e agressiva, que tem que ser atualizada no regulamento; é daquelas inovações tecnológicas: Máquina para cortar pelos nas orelhas, nariz e aniquilador da “monosobrancelha”. A prenda de natal dela para ele. Das duas uma, ou já partilham ventosidades* e não há mais nada que os afete, ou então precisam de umas sessões de terapia de casal, de preferência depois de usar a máquina, só para testar. *sinónimo que o word me sugeriu para flatulência.
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