Quarta, 19 Setembro 2012 19:32 | Álvaro Cerqueira

Vítor Gaspar, titular da pasta das Finanças, assegurou, numa reunião com o homólogo alemão em Berlim, Wolfgang Schäuble, que Portugal “não necessita de financiamento adicional”. A economia portuguesa “fará o seu ajustamento dentro da Zona Euro” e vai “recuperar o acesso aos mercados”.

Numa apresentação feita ao lado de Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças da Alemanha, Vítor Gaspar reiterou que Portugal está a salvo de um novo plano de resgate e que os problemas de financiamento ou de acesso aos mercados não se colocam.

Apesar das medidas difíceis que o Governo tem de adotar, e numa perspetiva de retração do consumo, recessão e quebra da economia, Portugal conseguirá ter sucesso no seu processo de ajustamento das contas públicas, segundo o ministro das Finanças.

“Não precisaremos de financiamento adicional e recuperaremos o acesso aos mercados, passo-a-passo. O ajustamento da economia far-se-á dentro da Zona Euro”, sublinhou Vítor Gaspar, que ouviu elogios de Wolfgang Schäuble.

O ministro das Finanças alemão reconhece que o processo de ajustamento de Portugal está a ser “difícil e doloroso”, em virtude das medidas de austeridade adotadas. No entanto, Schäuble, que divulgou um comunicado aos órgãos de comunicação social, considera que há “resultados encorajadores”, nas políticas que o Governo português está a aplicar.

O facto de Portugal ter conseguido mais um ano para cumprir as metas do défice, sem necessidade de apoio adicional é “mais uma prova de credibilidade” de Portugal, credibilidade essa que sai reforçada.

Os ministros Vítor Gaspar e Wolfgang Schäuble participaram hoje, em Berlim, num debate sobre a crise do euro, que abordou o tema ‘Adjusting in the Euro Area: the Case of Portugal’, onde foi abordado o caso de Portugal. O debate

No convite para o evento, segundo refere a agência Lusa, pode ler-se: “Portugal é um País da Zona Euro onde as reformas estruturais têm decorrido de forma mais rápida do que muitos esperavam. A médio e longo prazo, Portugal tem boas hipóteses de superar com êxito a crise da dívida”. Palavras encorajadoras, que contrastam com o sentimento de desconfiança que paira em solo luso.


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