Sexta-feira, 21 Setembro 2012 21:05 | Luís Correia Neves

O sofrimento provocado pela crise está a gerar um aumento dos consumos de álcool e droga, invertendo a tendência dos últimos anos.

De acordo com a SIC Notícias, a afirmação partiu do diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), João Goulão, no Segundo Encontro da Associação Portuguesa de Adictologia, realizado pela Associação Portuguesa para o Estudo das Drogas e das Dependências (APEDD). O evento teve lugar esta sexta-feira, no auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

João Goulão salienta que o consumo que mais cresceu foi o de heroína, sobretudo pela via injetável. No entanto, acrescenta, não existem ainda estatísticas para quantificar este aumento.

Estes consumos estavam em queda nos últimos, mas o agravamento da crise económica está a despoletar um recrudescimento dos mesmos.

O grupo mais afetado é aquele que tem já um passado de toxicodependência. Os problemas económicos despertam as antigas fragilidades, atirando estas pessoas novamente para o vício.

Por sua vez, o presidente da APEDD, João Curto, referiu que é normal a crise potenciar este tipo de consumos, sobretudo o de álcool. Relativamente às drogas, o psiquiatra sustenta que “em situações de angústia ou desespero, o ser humano acaba por se agarrar a qualquer coisa que lhe faça, pelo menos, esquecer temporariamente [essas dificuldades]”.


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