Sábado, 22 Setembro 2012 19:25 | Paulo Ferreira

Durante a cerimónia de comemoração dos 50 anos da amizade franco-alemã, na cidade de Ludwigsburg, na Alemanha, Angela Merkel dirigiu-se aos jovens para lhes garantir que, apesar dos desafios com que se confrontam atualmente, a Europa e “os europeus estão unidos.”

Evocando o legado do ex-presidente francês Charles de Gaulle - que discursou na naquela mesma cidade, em setembro de 1962 - a chanceler alemã, Angela Merkel, fez questão de relembrar os desafios com que a Europa se tem confrontado nos últimos 50 anos de integração e a capacidade que tem demonstrado para os superar.

“Quando de Gaulle fez o seu discurso, eu tinha oito anos, vivia em Brandeburgo, na antiga RDA, o muro de Berlim tinha um ano e a divisão das duas Alemanhas parecia cimentado”, recordou Merkel, numa cerimónia onde esteve também presente o atual presidente francês, François Hollande.

Assumindo que, há 50 anos, a ideia de estar a discursar naquela local, enquanto chanceler da Alemanha, “era uma utopia irrealizável”, Merkell não perdeu a oportunidade de falar da atual crise da Europa. “Tudo o que foi possível até agora, tem a ver com o processo de integração que se iniciou com os tratados de Roma. Por maiores que sejam os desafios atuais, os europeus estão unidos”, afirmou.

No encerramento dos discursos, os dois presidentes fizeram questão de trocar os seus idiomas originais. Angela Merkell dirigiu-se aos jovens presentes em francês e François Hollande discursou em alemão. “Viva a juventude franco-alemã. Viva a juventude europeia”, finalizou Merkell.

Há 50 anos, o início da amizade franco-alemã teve um papel extremamente importante na construção de uma Europa ainda marcada por uma guerra que tinha oposto os dois países. Em 1962, num gesto considerado como o mais simbólico da unidade franco-alemã do pós-guerra, o presidente francês, Charles de Gualle, e o chanceller da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer, ambos católicos, assistiram juntos a uma missa na Catedral de Reims, local onde tinha sido batizado Carlos Magno, o Imperador que governou ambas as nações.


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