Terça-feira, 22 Outubro 2013 19:26 | João Miguel Ribeiro

phineas bigPhineas desapareceu pela segunda vez. Condenado à morte por alegadamente ter mordido uma criança, este labrador retriever agitou a comunidade de Salem, nos EUA. Como diz o chefe da polícia, “este cão tem mais cunhas do que pessoas que eu possa contar”.

Phineas, um labrador retriever, voltou a desaparecer, pela segunda vez em menos de dois anos. O cão está no centro de uma batalha legal que decorre em Salem, no estado do Missouri (EUA), depois de ter alegadamente mordido uma menina de sete anos. Phineas foi condenado à morte por eutanásia, apesar do ferimento ter sido ligeiro e dos pais da criança condenarem a decisão judicial.

O primeiro desaparecimento ocorreu em outubro do ano passado, quando os donos – Patrick and Amber Sanders – já tinham metido uma ação em tribunal para impedir a eutanásia do cão, conforme ordenada pelo autarca de Salem. Phineas estava detido no canil municipal e, um dia, já lá não estava. Acabou por regressar, sozinho, alguns dias depois.

O cão foi depois entregue à guarda de várias entidades até que um bombeiro revelou que estava abrigado sem condições num espaço do quartel. Foi, então, entregue aos cuidados de um veterinário local. No último sábado, Phineas devia ter sido apresentado ao tribunal, onde ia decorrer mais uma audiência sobre o caso, mas quando o foram buscar estava novamente desaparecido.

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A marca da alegada mordedura

"Cunhas" na comunidade

“Não sei como é que o cão desapareceu, não faço a mínima ideia”, assumiu o chefe da polícia local, Keith Steelman. As perícias não encontraram qualquer vestígio de arrombamento das instalações, que não têm câmara de vigilância. “Ele é um cão meigo e eu queria que o tribunal visse isso”, defendeu-se o veterinário, J. J. Tune: “Não sei quem e por que motivo o queriam roubar”.

Versão diferente tem o chefe da polícia, para quem 99 por cento de Salem quereria roubar o labrador retriever para evitar que fosse morto. “Este cão tem mais cunhas nesta comunidade do que pessoas que eu possa contar”, afirmou Steelman: “Noventa e nove por cento da comunidade apoia o Phineas”.

Os donos têm-se mostrado preocupados, pois temem que tenha sido roubado por alguém que lhe quis mal. “Diria que há 95 por cento de hipóteses do cão estar morto”, citou o advogado dos Sanders.

O problema dura há mais de um ano, quando a menina, vizinha do casal, entrou no jardim e tropeçou, caindo por cima da filha dos Sanders. “Ao ir investigar ou ajudar, o Phineas meteu o focinho, talvez para ajudar a criança a levantar-se”, explicou Patrick: “a menina ficou com uma pisadura, nem sequer sangrou, mas no hospital disseram que tinha sido mordida”. A 22 de junho de 2012, Phineas foi detido pelas autoridades.


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