Vídeo: Mulher arrastada por carro da PM no Rio morreu baleada, segundo certidão de óbito

Quarta, 19 Março 2014 14:37 | António Henriques

A mulher que foi arrastada por um carro da Polícia Militar, no Rio de Janeiro, Brasil, já estava morta quando os agentes a deixaram cair do veículo. A certidão de óbito aponta como causa da morte o tiro que atingiu Cláudia Silva Ferreira, durante uma troca de tiros entre agentes e traficantes do Morro da Congonha.

Cláudia Silva Ferreira foi arrastada ao longo de 350 metros, depois de a porta do carro da Polícia Militar se ter aberto e de a mulher ter caído, ficando presa pela roupa.

Segundo a certidão de óbito, a causa de morte da mulher, de 38 anos, foi o tiro que a atingiu, e não o incidente que se precedeu, durante o transporte do corpo ao hospital.

Dois disparos atingiram Cláudia, sendo que um deles foi fatal, de acordo com informação dada pela Polícia Civil.

O caso ocorreu neste domingo, no Rio de Janeiro. Um carro da Polícia Militar arrastou uma mulher, presa ao veículo por um pedaço de roupa.

O corpo estava na mala da viatura, até que caiu e ficou pendurado. Não obstante terem sido alertados por pedestres e motoristas, os polícias apenas pararam cerca de 350 metros depois.

A cena foi gravada por um videoamador, que seguia atrás do carro da polícia. A mulher arrastada tinha sido baleada no pescoço e nas costas durante uma troca de tiros entre agentes e traficantes do Morro da Congonha, em Madureira.

Em declarações à Polícia Civil, os agentes disseram que a mulher foi socorrida ainda com vida e transportada para o hospital, mas não resistiu.

No entanto, a secretaria Estadual de Saúde tem outra versão e garante que a vítima chegou à unidade já morta.

“Foi revoltante ver aquele corpo pendurado. Eles iam ultrapassando outros carros e o corpo ia batendo no chão. As pessoas na rua gritavam, para avisar os polícias, mas eles não ouviam. Só pararam por causa do sinal vermelho”, conta uma testemunha.

A família da mulher já se manifestou “chocada” com o caso e exige que os agentes sejam responsabilizados. As imagens não devem ser vistas por pessoas mais sensíveis. Veja o vídeo.


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