Vídeo: Brasileiro sobrevive a faca cravada mais de 24 horas na cabeça

Quinta-feira, 20 Março 2014 13:20 | João Miguel Ribeiro

Antônio Carlos Gonçalves foi atacado, em janeiro, e acordou com uma faca cravada na cabeça. Teve de esperar mais de 24 horas para que os médicos conseguissem remover a lâmina de 15 centímetros. Na segunda-feira, a polícia deteve os alegados autores do crime.

As imagens, divulgadas pela Polícia Civil de Agudos, no Brasil, impressionam: um homem presta testemunho de um ataque tendo, cravada na cabeça, uma faca.

O caso ocorreu em janeiro, em Agudos, no estado de São Paulo. Antônio Carlos Gonçalves, um trabalhador rural de 39 anos, estava a dormir quando foi atacado por um homem, dentro de casa. De acordo com a vítima, acordou com a faca cravada no crânio.

Na última segunda-feira, a Polícia Civil deteve dois homens, um dos quais menor de idade, por suspeitas de serem os autores do crime. Essa detenção levou a vítima a contar o que se passou, numa entrevista à Globo.

“Levei a facada no sábado à noite. Acordei no domingo e fui tomar banho. Quando passei a mão na cabeça, olhei no espelho e vi a faca. Tentei tirar, mas a dor era muito forte”, contou Antônio Carlos, conhecido como o “Xuxa”.

“Depois me troquei e chamei os vizinhos para me ajudarem. Minha cama e o chão do quarto estavam cobertos por sangue”, acrescentou.

Foi durante a entrevista que “Xuxa” viu, pela primeira vez, o vídeo onde presta depoimento à polícia: “tenho muita lembrança ruim e é muito triste ver o vídeo. Não acreditava e achava que estava morto quando me olhei no espelho. Dizia que não era mais essa vida. Com uma faca na cabeça e andando e falando normal. Só Deus mesmo. Foi um milagre”.

O homem explicou que o ataque ocorreu durante um assalto: “estava no bar e depois fui para casa. Eles me seguiram e bateram na porta de casa. Dois entraram e um ficou do lado de fora. Pediram dinheiro para comprar droga. Como disse que não tinha dinheiro, eles revistaram tudo e disseram que iam me matar”.

“Além da facada na cabeça fui agredido nas costas, no pescoço e no ombro”, garantiu a vítima, salientando que conhecia “de vista” os dois suspeitos: “conheço eles de vista na vila onde moro, mas não tenho amizade. E não mexo com drogas, só gostava de beber cerveja”.

A faca foi retirada no Hospital de Base de Bauru, a 6 de janeiro, mais de 24 horas depois do ataque.

A lâmina, de 15 centímetros, não chegou a atravessar o crânio, como comprovou o raio-x: atravessou a linha média do cérebro de um lado para o outro, sem atingir qualquer área primária. Os médicos conseguiram, assim, retirar a faca sem sequelas graves para o paciente.

“No começo era pior. Agora, às vezes, sinto essas falhas na memória. Tenho muitas dores e, por isso, tomo remédio para dor, além de antidepressivo e calmante”, adiantou.

“Xuxa” continua a realizar cirurgias periódicas, agora para corrigir o ‘buraco’ no local onde a faca ficou cravada. Agora, vive com a mãe e mantém-se longe das facas. “Só almoço e janto com colher”, jurou.


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