Artes



Vodafone Mexefest confirma Clã e convidados

Mariana Sousa   
Sexta-feira, 24 Outubro 2014 15:16

cla e amigos

O Vodafone Mexefest, a 28 e 29 de novembro, vai ser a casa dos Clã. A banda portuense chamou alguns amigos, como Samuel Úria, para um concerto que promete ser irrepetível.

Todos os anos, o Vodafone Mexefest prima pela novidade, mas também pela junção em palco de grandes nomes da música portuguesa. Este ano não será exceção.

Os Clã vão estar no Vodafone Mexefest e apresentar-se-ão com convidados de luxo. Editaram este ano “Corrente”, depois de há três terem lançado “Disco Voador”, registo concetualmente a vestir-se de tonalidades infantis mas que encantou miúdos e graúdos.

Com “Corrente”, os nortenhos voltam com a mestria que é marca, oferecendo canções de uma pop luxuosa, ora velozes, ora mais brandas, onde o rigor e a elegância se enlaçam na perfeição com a magnífica voz de Manuela Azevedo.

Nas mais de duas décadas de história, a banda de Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo, Miguel Ferreira, Pedro Biscaia, Pedro Rito e Fernando Gonçalves, editou sete LPs e com eles ganhou reconhecimento consensual.

Às composições, souberam sempre acrescentar letras brilhantes, muitas delas escritas por uma série de cúmplices que os têm acompanhado ao longo da carreira.

Em “Corrente” encontramos os colaboradores costumeiros: Carlos Tê, Sérgio Godinho, Arnaldo Antunes, Regina Guimarães e John Ulhoa. No entanto, a estes juntam-se os jovens músicos Nuno Prata e Samuel Úria.

O autor de “Grande Medo do Pequeno Mundo” é hoje considerado um dos melhores intérpretes e escritores de canções lusos e para os Clã escreveu a dulcíssima prosa de "Canção de Água Doce". Samuel Úria vai ser um dos convidados a subir ao palco no concerto dos Clã no Vodafone Mexefest.

Nomes confirmados

Adult Jazz, Bristol, Capicua, Clã e convidados, Cloud Nothings, Curtis Harding, Deers, Duquesa, Éme, Francis Dale, I Break Horses, JJ, Johanna Glaza, Kindness, King Gizzard & The Lizard Wizard, Meu Kamba Soundsystem, Modernos, Palma Violets, Perfume Genius, Pharoahe Monch, Salto, Savanna, Sensible Soccers, Sharon Van Etten, Shura, Sinkane, St. Vincent, Stereossauro, Throes + The Shine, Tiago Iorc, Tune-Yards.

 

‘A Rapariga com Brinco de Pérola’ agora em versão de Banksy

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 22 Outubro 2014 16:37

girl banksy

Há ‘A Rapariga com Brinco de Pérola’, o icónico quadro de Johannes Vermeer, e ‘A Rapariga com o Tímpano Furado’, a versão de Banksy. A obra do famoso artista de rua apareceu na zona portuária de Bristol, em Inglaterra, mas ao fim de poucas horas já tinha sido vandalizada.

Banksy voltou a atacar, agora em Bristol, na Inglaterra. O polémico artista de rua, que se tornou conhecido pelos grafitos mas que também trabalha com vídeo, homenageou num mural junto à zona portuária o pintor holandês Johannes Vermeer.

A obra mais reconhecida de Vermeer, que viveu no século XVII, é ‘A Rapariga com Brinco de Pérola’, o icónico retrato também apelidado de ‘Mona Lisa da Holanda’.

Banksy transformou essa obra em ‘Girl with Piercer Eardrum’, que se pode traduzir como ‘A Rapariga com o Tímpano Furado’.

Desde segunda-feira que o mural na zona portuária de Bristol, onde Banksy nasceu, utiliza uma caixa de alarme em vez do famoso brinco de pérola. A analogia é que o alarme, em vez de proteger, fez rebentar o tímpano da rapariga.

Só que, horas depois do mural ter sido descoberto, foi vandalizado. ‘A Rapariga com o Tímpano Furado’ tem agora uma mancha preta na orelha.

Ao mesmo tempo que se multiplicavam as notícias sobre a nova obra, cresciam os rumores de que Banksy teria sido detido pela polícia.

Alguns sites garantiram mesmo que as autoridades tinha conseguido, finalmente, identificar o polémico artista. São apenas boatos, pois Banksy não foi detido.

 

Última atualização: Quarta, 22 Outubro 2014 16:41
 

Park(ing) Week substituiu estacionamento no Porto por animação e cultura

Nuno Barreto Costa   
Quarta, 22 Outubro 2014 11:38

ParkringWeekend114O Park(ing) Week é uma iniciativa que celebrou na cidade do Porto a Semana Europeia da Mobilidade, que, com a autorização da autarquia, surpreendeu a população colocando espaços verdes ou realizando animações e iniciativas culturais em locais habitualmente destinados a estacionamento automóvel.

A iniciativa permitiu sensibilizar os cidadãos para o espaço que o carro ocupa nas cidades e nas vidas e que se poderia converter noutras utilizações para maior usufruto da comunidade.

Foi realizado um concurso em que foram convidados artistas, que criaram a sua própria estrutura, bem como arquitetos e diversas associações, ocupando vários locais da baixa portuense, como a rua das Carmelitas, Miguel Bombarda, Cândido dos Reis, Galeria Paris ou Senhora da Luz.

Houve também estruturas interativas, como o espaço oficial do Ideias à Moda do Porto, onde foram convidados os transeuntes a deixarem as suas críticas ou ideias para a cidade escritas num post-it. Foram recebidas cerca de 1200 ideias.

Além disso havia alguns jogos que proporcionaram momentos interessantes, como um ‘twister’ ou um espaço de ‘swingball’. Uma estrutura criada pelo arquiteto Joaquim Santana, uma ‘chaise longue’ de rolos de cartão forrada em diversos tecidos, que foi um sucesso.

 

‘Teorema’ leva 12 skaters ao palco do Rivoli

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 21 Outubro 2014 13:57

teorema 210

A estreia do programa ‘O Rivoli Já Dança!’ vai ser assinalado sobre rodas. A partir de 25 de outubro, o grande auditório recebe ‘Teorema’, peça que integra o tríptico de John Romão sobre a obra de Pier Paolo Pasolini. Em palco vão estar 12 skaters, nove deles no Porto.

Quando a música se alia à arte de rua, o Porto dança. Ou, pelo menos, é esse o objectivo de ‘Teorema’, a primeira peça do programa “O Rivoli Já Dança!”.

A 25 de outubro, John Romão estreia em Portugal um espectáculo que integra o tríptico que o jovem encenador está a desenvolver à volta da obra de Pier Paolo Pasolini.

No palco do grande auditório do Rivoli vão estar 12 skaters, “nove deles escolhidos e convocados na cidade”, segundo a Câmara do Porto.

“‘Teorema’ parte do filme (e texto) homónimo do realizador/escritor italiano, que influenciou de forma indelével o pensamento artístico do século XX. Seguindo os passos do cineasta, que sempre trabalhou com as camadas menos favorecidas de uma Itália em transformação, John Romão convocou os performers de rua para uma peça carregada de tensão, submissão e erotismo, características que dominam toda a obra de Pasolini”, refere a nota de imprensa.

Segundo o mesmo documento, “12 skaters, um ator e um acordeonista invadem uma casa privada, num espetáculo quase sem palavras”.

Esta é a segunda parte de um tríptico que John Romão iniciou em 2013 e que terminará apenas em 2015.

‘Teorema’ estreia a 25 de outubro, pelas 21h30, no grande auditório do Teatro Municipal Rivoli.

Ficha técnica

Direção e espaço cénico: John Romão.

Com: Johh Romão, os skaters/performers Francisco Campos Lima, Guilherme Moura, Wesley Barros e nove skaters do Porto.

Acordeonista: Fábio Palma toca a sonata Et exspecto (1985) de Sofia Gubaidulina.

Textos: John Romão e Tiago Rodrigues, a partir de Pasolini.

Bilhetes: 5 euros.

teorema

 

Guimarães acolhe exposições de André Cepeda, Ricardo Jacinto e Escola do Porto

António Henriques   
Segunda-feira, 20 Outubro 2014 15:43

expo vila flor

No próximo sábado, dia 25 de outubro, inaugura um novo ciclo expositivo no Palácio Vila Flor e no Centro Internacional das Artes José de Guimarães. O programa tem início às 18h00, no Palácio Vila Flor, onde será inaugurada a exposição ‘Rien’, de André Cepeda. Às 22h00, é a vez do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugurar o quarto ciclo expositivo de 2014 com as exposições ‘Parque: os cones e outros lugares’, de Ricardo Jacinto, e ‘Escola do Porto: Lado B / Uma história oral (1968-1978)’. Na noite de inauguração será igualmente lançado o catálogo desta exposição.

No Palácio Vila Flor, a exposição ‘Rien’, de André Cepeda, resume a argumentação valorativa de um ideal de verdade, cuja crítica política e social implícita se manifesta através do talento do artista.

A nudez e a crueldade latente em muitos pormenores registados tornam-se mais percetíveis e intensas a cada olhar, propondo a interiorização do sofrimento, da dor, da solidão, da decadência, do abandono, da segregação, como motor de busca de uma nova realidade não corrompida, nem injusta.

O preto e branco das fotografias devolve à imagem a sua essência primordial. A acumulação seletiva exercida pela atenção do sujeito, pelo seu olhar, transforma cada fotografia num exemplar único e insubstituível, que permite compreender a diferença entre realidade e encenação do real.

Entre o facto captado e o observador, a visão de André Cepeda imprime uma eminente dimensão sociopolítica, materializada num sincero e introspetivo ato de contestação.

No Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a exposição ‘Parque: os cones e outros lugares’ revisita ‘Parque’, o mais amplo e complexo projeto de Ricardo Jacinto realizado até à data, e investe o território inexplorado que ficou desenhado quando o extenso coletivo de artistas e músicos que se reuniu em torno do autor se desmembrou.

Constituindo-se seguramente como uma das mais fascinantes obras produzidas no contexto da arte contemporânea portuguesa na última década, ‘Parque’ define-se como um espaço de criação coletiva e comunitária e desenvolveu-se praticamente sem interrupções entre 2001 e 2007, articulando um conjunto de três peças performativas principais com um conjunto de apresentações mais informais que documentavam as fontes, os materiais e os conceitos que consubstanciaram o projeto.

Ricardo Jacinto cruza no seu trabalho escultura, arquitetura e música para criar peças em que o espetador é convocado para experiências percetivas intensas e, por vezes, inusitadas. Nuno Faria, diretor artístico do CIAJG, assume a curadoria desta exposição.

A inauguração de ‘Parque: os cones e outros lugares’ acontece em simultâneo e de forma articulada com a inauguração da exposição ‘Escola do Porto: Lado B / Uma história oral (1968-1978)’.

A ‘Escola do Porto’ tem uma história oficial que começa em Carlos Ramos, é estruturada por Fernando Távora e internacionalizada primeiro por Álvaro Siza e depois por Eduardo Souto de Moura.

Na sombra desta ‘Escola do Porto’ existe um ‘Lado B’, um lado outro, de estórias que escaparam às teses e aos livros. São estórias esquecidas, estórias secundárias, algumas inconsequentes outras rasuradas, estórias que tentámos pensar com um conjunto de entrevistas nem sempre concordantes entre si e que, no seu desacordo, evidenciam uma realidade mais complexa, com posições mais marginais.

Desacordos que põem em causa a linearidade da história oficial e a imagem homogeneizadora da ideia de ‘Escola do Porto’. Estas estórias oscilam entre dois polos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caracterizou o pensamento radical na década de 70.

A narrativa proposta centra-se na geração que iniciou os estudos na ESBAP em 1970, e que opôs marxistas, leninistas, ou maoistas a trotskistas, situacionistas ou anarquistas. A curadoria desta exposição está a cargo de Pedro Bandeira.

No piso 1 do Centro Internacional das Artes José de Guimarães continuará patente a exposição ‘A Composição do Ar’.

Ao longo de um percurso pelas oito salas que constituem o piso 1 do edifício, os visitantes poderão rever os ex-libris das coleções de Arte Tribal Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Chinesa Antiga pertencentes à coleção de José de Guimarães.

As exposições que marcam este novo ciclo expositivo no Palácio Vila Flor e no CIAJG ficarão patentes até 11 de janeiro de 2015, podendo ser visitadas de terça a domingo, das 10h00 às 19h00.

 


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