Artes



‘Teorema’ leva 12 skaters ao palco do Rivoli

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 21 Outubro 2014 13:57

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A estreia do programa ‘O Rivoli Já Dança!’ vai ser assinalado sobre rodas. A partir de 25 de outubro, o grande auditório recebe ‘Teorema’, peça que integra o tríptico de John Romão sobre a obra de Pier Paolo Pasolini. Em palco vão estar 12 skaters, nove deles no Porto.

Quando a música se alia à arte de rua, o Porto dança. Ou, pelo menos, é esse o objectivo de ‘Teorema’, a primeira peça do programa “O Rivoli Já Dança!”.

A 25 de outubro, John Romão estreia em Portugal um espectáculo que integra o tríptico que o jovem encenador está a desenvolver à volta da obra de Pier Paolo Pasolini.

No palco do grande auditório do Rivoli vão estar 12 skaters, “nove deles escolhidos e convocados na cidade”, segundo a Câmara do Porto.

“‘Teorema’ parte do filme (e texto) homónimo do realizador/escritor italiano, que influenciou de forma indelével o pensamento artístico do século XX. Seguindo os passos do cineasta, que sempre trabalhou com as camadas menos favorecidas de uma Itália em transformação, John Romão convocou os performers de rua para uma peça carregada de tensão, submissão e erotismo, características que dominam toda a obra de Pasolini”, refere a nota de imprensa.

Segundo o mesmo documento, “12 skaters, um ator e um acordeonista invadem uma casa privada, num espetáculo quase sem palavras”.

Esta é a segunda parte de um tríptico que John Romão iniciou em 2013 e que terminará apenas em 2015.

‘Teorema’ estreia a 25 de outubro, pelas 21h30, no grande auditório do Teatro Municipal Rivoli.

Ficha técnica

Direção e espaço cénico: John Romão.

Com: Johh Romão, os skaters/performers Francisco Campos Lima, Guilherme Moura, Wesley Barros e nove skaters do Porto.

Acordeonista: Fábio Palma toca a sonata Et exspecto (1985) de Sofia Gubaidulina.

Textos: John Romão e Tiago Rodrigues, a partir de Pasolini.

Bilhetes: 5 euros.

teorema

 

Guimarães acolhe exposições de André Cepeda, Ricardo Jacinto e Escola do Porto

António Henriques   
Segunda-feira, 20 Outubro 2014 15:43

expo vila flor

No próximo sábado, dia 25 de outubro, inaugura um novo ciclo expositivo no Palácio Vila Flor e no Centro Internacional das Artes José de Guimarães. O programa tem início às 18h00, no Palácio Vila Flor, onde será inaugurada a exposição ‘Rien’, de André Cepeda. Às 22h00, é a vez do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugurar o quarto ciclo expositivo de 2014 com as exposições ‘Parque: os cones e outros lugares’, de Ricardo Jacinto, e ‘Escola do Porto: Lado B / Uma história oral (1968-1978)’. Na noite de inauguração será igualmente lançado o catálogo desta exposição.

No Palácio Vila Flor, a exposição ‘Rien’, de André Cepeda, resume a argumentação valorativa de um ideal de verdade, cuja crítica política e social implícita se manifesta através do talento do artista.

A nudez e a crueldade latente em muitos pormenores registados tornam-se mais percetíveis e intensas a cada olhar, propondo a interiorização do sofrimento, da dor, da solidão, da decadência, do abandono, da segregação, como motor de busca de uma nova realidade não corrompida, nem injusta.

O preto e branco das fotografias devolve à imagem a sua essência primordial. A acumulação seletiva exercida pela atenção do sujeito, pelo seu olhar, transforma cada fotografia num exemplar único e insubstituível, que permite compreender a diferença entre realidade e encenação do real.

Entre o facto captado e o observador, a visão de André Cepeda imprime uma eminente dimensão sociopolítica, materializada num sincero e introspetivo ato de contestação.

No Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a exposição ‘Parque: os cones e outros lugares’ revisita ‘Parque’, o mais amplo e complexo projeto de Ricardo Jacinto realizado até à data, e investe o território inexplorado que ficou desenhado quando o extenso coletivo de artistas e músicos que se reuniu em torno do autor se desmembrou.

Constituindo-se seguramente como uma das mais fascinantes obras produzidas no contexto da arte contemporânea portuguesa na última década, ‘Parque’ define-se como um espaço de criação coletiva e comunitária e desenvolveu-se praticamente sem interrupções entre 2001 e 2007, articulando um conjunto de três peças performativas principais com um conjunto de apresentações mais informais que documentavam as fontes, os materiais e os conceitos que consubstanciaram o projeto.

Ricardo Jacinto cruza no seu trabalho escultura, arquitetura e música para criar peças em que o espetador é convocado para experiências percetivas intensas e, por vezes, inusitadas. Nuno Faria, diretor artístico do CIAJG, assume a curadoria desta exposição.

A inauguração de ‘Parque: os cones e outros lugares’ acontece em simultâneo e de forma articulada com a inauguração da exposição ‘Escola do Porto: Lado B / Uma história oral (1968-1978)’.

A ‘Escola do Porto’ tem uma história oficial que começa em Carlos Ramos, é estruturada por Fernando Távora e internacionalizada primeiro por Álvaro Siza e depois por Eduardo Souto de Moura.

Na sombra desta ‘Escola do Porto’ existe um ‘Lado B’, um lado outro, de estórias que escaparam às teses e aos livros. São estórias esquecidas, estórias secundárias, algumas inconsequentes outras rasuradas, estórias que tentámos pensar com um conjunto de entrevistas nem sempre concordantes entre si e que, no seu desacordo, evidenciam uma realidade mais complexa, com posições mais marginais.

Desacordos que põem em causa a linearidade da história oficial e a imagem homogeneizadora da ideia de ‘Escola do Porto’. Estas estórias oscilam entre dois polos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caracterizou o pensamento radical na década de 70.

A narrativa proposta centra-se na geração que iniciou os estudos na ESBAP em 1970, e que opôs marxistas, leninistas, ou maoistas a trotskistas, situacionistas ou anarquistas. A curadoria desta exposição está a cargo de Pedro Bandeira.

No piso 1 do Centro Internacional das Artes José de Guimarães continuará patente a exposição ‘A Composição do Ar’.

Ao longo de um percurso pelas oito salas que constituem o piso 1 do edifício, os visitantes poderão rever os ex-libris das coleções de Arte Tribal Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Chinesa Antiga pertencentes à coleção de José de Guimarães.

As exposições que marcam este novo ciclo expositivo no Palácio Vila Flor e no CIAJG ficarão patentes até 11 de janeiro de 2015, podendo ser visitadas de terça a domingo, das 10h00 às 19h00.

 

Novo álbum de António Zambujo, ‘Rua da Emenda’, editado a 17 de novembro

António Henriques   
Segunda-feira, 20 Outubro 2014 12:05

antonio zambujo

‘Rua da Emenda’ é o novo disco de António Zambujo. O álbum, disponível desde hoje em pré-venda no iTunes e no Google, é editado a 17 de novembro e antecedido pelo tema ‘Pica do 7’, disponível desde já a quem fizer a pré-compra no iTunes.

O iTunes irá disponibilizar algumas faixas, antes da data de edição, a quem aderir à pré-venda de ‘Rua da Emenda’, que tem o apoio da Antena 1: primeiro, a ‘Valsa do Vais ou não Vais’, a 3 de Novembro, seguida, a 5 de novembro, de ‘Despassarado’ e de ‘Pantomineiro’, no dia 7 de novembro.

A 10 e 12 de novembro serão disponibilizados, respetivamente, os temas ‘Tiro pela Culatra’ e ‘Barata Tonta’, com o álbum ‘Rua da Emenda’ a chegar às lojas poucos dias depois, a 17 de novembro, segunda-feira.

‘Rua da Emenda’ dispensa os condicionamentos de trânsito, porque, guiados pelo sinaleiro que canta, todos têm lugar.

Não há sequer problemas de estacionamento: aos lugares reservados para os colaboradores habituais – de João Monge a Maria do Rosário Pedreira, de Ricardo Cruz a José Eduardo Agualusa, entre outros – juntam-se espaços novos e amplos para quem chega e é recebido em festa – Miguel Araújo, Samuel Úria, José Fialho Gouveia, para citar alguns – como acontece sempre que a voz de António Zambujo é o destino.

À notícia do novo disco, junta-se a confirmação do regresso de Zambujo aos Coliseus de Lisboa e Porto, em fevereiro de 2015. Primeiro na capital, a 19 e depois na invicta, a 21.

Estes concertos nos Coliseus são anunciados na semana em que António Zambujo sobe a Santiago de Compostela para cantar, a 22 de outubro, como convidado especial do espectáculo de abertura da Womex, a mais importante feira e conferência de música do mundo.

O certame, que decorre este ano na Galiza, desafiou o prestigiado músico galego Xosé Manuel Budiño a construir um concerto especial para receber os milhares de delegados que participarão na Womex, e Budiño chamou alguns convidados, entre os quais, António Zambujo, que assim repete a presença na Womex, onde já tinha atuado em 2010, em Copenhaga.

A ‘Rua da Emenda’ é, afinal, uma rua do mundo. E será revelada a 17 de novembro.

 

Exposição ‘Sub-40’ na Galeria Municipal Almeida Garrett

António Henriques   
Sexta-feira, 17 Outubro 2014 09:50

mostra arte vera motaInauguração da exposição ‘Sub-40’, que junta artista da geração pós-25 de Abril é inaugurada amanhã, 18 de outubro, às 17h00, na Galeria Municipal do Porto.

Tendo como subtítulo ‘Arte e artistas no Porto. Geração pós-25 de Abril’, esta exposição reflete sobre a produção artística de agentes ligados à cidade, com menos de 40 anos, cujo trajeto se desenvolveu num contexto de democracia política, em percursos nacionais e internacionais.

Em ‘Sub-40’, debatem-se os temas da Liberdade e do Futuro, permitindo a exposição compreender as vicissitudes suscitadas pelo sentido de liberdade que surge após 1974 e o pelo contexto social e económico específico que acompanhou o trajeto dos artistas desta geração – da criação à gestão de espaços de alternativa artística.

A exposição inclui obras de mais de 30 artistas desenvolvidas nas áreas de Artes Plásticas, Performance, Música, Design, Cinema, Ilustração e Banda-desenhada e será acompanhada por um extenso programa paralelo composto por debates com artistas, conferências, lançamento de livros, sessões de cinema, performances e performances-concerto.

Esta última mostra de 2014 confirma a Galeria Municipal (cuja missão foi redefinida há um ano) enquanto lugar de interdisciplinaridade artística e de janelas abertas para os debates contemporâneos.

 

‘Ah, Os Dias Felizes’ regressa ao palco do Teatro Nacional São João

António Henriques   
Quinta-feira, 16 Outubro 2014 19:00

ah os dias felizes creditos TUNA TNSJah os dias felizesEspetáculo ‘Ah, Os Dias Felizes’ sobe ao palco a partir de 23 de outubro, data em que o teatro assinala 20 anos da apresentação da primeira produção própria

De 24 de outubro a 16 de novembro, a peça ‘Ah, Os Dias Felizes’ sobe ao palco do Teatro Nacional São João (TNSJ) com todas as récitas legendadas em inglês.

A encenação de Nuno Carinhas, diretor artístico do TNSJ, a partir da peça de Samuel Beckett, estará, assim, acessível a um público mais alargado, de turistas a residentes estrangeiros na cidade do Porto.

O espetáculo é uma produção própria do Teatro Nacional São João, que estreou em 2013 e foi muito aclamada, tendo recebido uma menção especial por parte da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro no Prémio da Crítica.

O espetáculo, uma canção de amor “e um poema comovente contra o pessimismo”, apresenta Winnie (Emília Silvestre) e Willie (João Cardoso), um casal pequeno-burguês, de meia-idade, que fala “de tudo, de tudo o que se pode”.

Durante a peça, Winnie está enterrada até à cintura e age como se tal condição fosse a coisa mais natural do mundo, respondendo à cruel estranheza da sua circunstância com um discurso falsamente bem-disposto e hábitos ritualizados.

Willie é dorminhoco, lacónico e intermitente, a quem a mulher dirige a sua tagarelice, até que “as palavras nos abandonem”.

‘Ah, Os Dias Felizes’ regressa ao palco do Teatro Nacional São João, no momento em que se assinalam, precisamente, 20 anos desde a primeira produção própria.

Em 1994, no dia 16 de novembro, o TNSJ estreou-se nas produções da ‘Casa com A Tempestade’ – peça de William Shakespeare, encenada pelo romeno Silviu Purcarete.

Este ano, e nesse mesmo dia, o TNSJ apresenta a última récita de ‘Ah, Os Dias Felizes’. Os preços dos bilhetes variam entre os 7,5 euros e os 16 euros.

Foto: TUNA TNSJ

 


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