Economia



Desemprego: Taxa média do ano passado atingiu os 16,3 pontos percentuais

António Henriques   
Terça-feira, 15 Abril 2014 13:16

desemprego 6desempregoDados do Eurostat indicam que a taxa média de desemprego de 2013, em Portugal, atingiu os 16,3 por cento. Os números, divulgados nesta terça-feira, revelam que Lisboa é a cidade com mais desempregados, apresentando uma taxa de 18,5 pontos percentuais. A Madeira também está acima da média, com 18,3 por cento.

Segundo adianta o Eurostat, nesta terça-feira, o desemprego em Portugal teve uma taxa média de 16,3 por cento, no ano passado, com Lisboa e a Madeira a apresentarem valores acima desta média nacional.

Na região de Lisboa, em 2013, verificou-se uma taxa média de 18,5 pontos percentuais, enquanto na Madeira o valor é muito semelhante: 18,3 por cento. Também na zona norte do País há mais população ativa desempregada do que a média nacional, com 17,2 pontos.

Destaque ainda para os números da região centro de Portugal, que apresentam uma taxa média muito inferior à nacional, de 11,7 por cento, segundo aquele gabinete de estatística da União Europeia.

Fora das fronteiras de Portugal, Andaluzia, Ceuta, Melilla, Canárias e Estremadura são as regiões onde a taxa de desemprego média é superior, variando entre os 33,7 e os 35,6 por cento. Friburgo, na Alemanha, e Salzburgo, na Áustria, apresentam os valores mais baixos da União Europeia.

 

Impostos sobre o trabalho: Por cada cinco euros, portugueses pagam dois

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 11 Abril 2014 15:41

dinheiro caixaimpostos trabalhoA carga fiscal sobre o trabalho aumentou 3,54 por cento, muito acima da média de 0,2 nos países da OCDE. Para este organismo, por cada cinco euros que os portugueses ganhem a trabalhar, o Estado arrecada dois. No total, um trabalhador ‘perde’ 41,1 por cento do salário.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) denunciou, num relatório hoje publicado, um aumento da carga fiscal sobre o trabalho em Portugal, no decorrer do ano passado.

Nas contas desta entidade, os impostos sobre o trabalho aumentaram (em relação ao produto interno bruto), em média, 0,2 por cento nos 34 países da OCDE.

Mas, em Portugal, essa subida foi de 3,54 por cento, sustenta o relatório hoje divulgado. Por cada cinco euros que os portugueses ganhem a trabalhar, dois são para pagar impostos.

As contas referem-se a 2013, ano em que o então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, promoveu um “enorme” aumento de impostos, nomeadamente com a diminuição dos escalões no IRS e a introdução da sobretaxa.

A nível global, a carga fiscal em Portugal aumentou para os 41,1 por cento, traçando como referência um salário de 1000 euros.

Isto significa que um trabalhador que ganhe 1000 euros entrega 411 euros ao Estado, através de impostos e de contribuições para a Segurança Social.

Foi o maior aumento registado nos países da OCDE, onde a média de 2013 se ficou pelos 35,9 por cento.

A organização acrescenta que os contribuintes solteiros foram os mais penalizados por este aumento da carga fiscal, até porque os impostos desceram (0,4 por cento) para um casal com dois filhos: a carga fiscal nestes casos foi de 29,8 por cento.

Ainda assim, Portugal é o 12.º país, entre os 34, com a carga fiscal mais elevada. Está ainda distante dos 55,8 por cento da Bélgica, seguida por três países quase nos 50 por cento: Alemanha (49,3), Áustria (49,1) e Hungria (49 por cento).

Os países da OCDE onde a carga fiscal é menor são o México (19,2 por cento), a Nova Zelândia (16,9) e o Chile, onde o Estado apenas fica com sete por cento do salário.

 

Prescrições dos processos: Governador do BdP leva sugestões ao Parlamento

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 10 Abril 2014 15:45

carlos costaparlamento bigO governador do Banco de Portugal quer evitar a repetição de casos como o de Jardim Gonçalves, alvo de uma contraordenação que prescreveu. Carlos Costa levou ao Parlamento um conjunto de propostas para evitar as prescrições dos processos.

Carlos Costa não quer que Jardim Gonçalves seja um exemplo: condenado a pagar uma coima de um milhão de euros, o fundador do BCP ‘deixou’ o processo contraordenacional decorrer até... prescrever.

Para evitar a repetição destes casos (o de Jardim Gonçalves foi o mais mediático pelo banqueiro envolvido e pelo valor da coima), o governador do Banco de Portugal (BdP) foi hoje à Assembleia da República propor, em sede da comissão de Finanças e Assuntos Constitucionais, uma alteração das regras.

Carlos Costa prevê que estes processos tenham prazos de prescrição mais alargados e que haja um número limite de testemunhos, sem colocar em causa as garantias de defesa dos arguidos e a a segurança na obtenção da prova por parte da acusação.

Esta alteração nas regras é justificada pela necessidade de “aumentar a agilidade e a eficácia do processo, evitar a utilização abusiva e minimizar os riscos que lhe estão associados, nomeadamente os de prescrição”, segundo o responsável pelo regulador bancário.

A limitação do número de testemunhas – um máximo de três por infração até um limite total de 12 – visa agilizar o processo, evitando que os advogados multipliquem os incidentes processuais por um grande número de testemunhas.

Quanto ao prazo para a prescrição das contraordenações, o alargamento dos atuais sete anos e meio para os dez anos iria harmonizar o quadro legal português com o da maioria dos países europeus, realçou Carlos Costa.

Lamentando a falta de recursos para lidar com investigações que costumam ser “complexas e morosas”, o governador do BdP lembrou ainda que não existe uma figura dissuassora como o crime de desobediência ao supervisor.

As propostas foram apresentadas na comissão parlamentar que chamou Carlos Costa para explicar como foi possível a Jardim Gonçalves (e outros) não terem de pagar qualquer coima porque os processos prescreveram.

 

Portugal e Espanha já não são “patinhos feios”, considera Pires de Lima

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 09 Abril 2014 16:33

pires de lima 210pires de lima bigPortugal e Espanha são “cisnos elegantes” para a captação do investimento estrangeiro, depois de anos a serem os “patinhos feios”. O argumento foi dado pelo ministro da Economia, Pires de Lima, como um elogio aos “casos de sucesso” na resposta à crise europeia.

Portugal e Espanha já não são, para Pires de Lima, os “patinhos feios” dos investidores. Graças aos plano de ajustamento impostos pelos credores, são agora “cisnes elegantes”, no entender do ministro da Economia.

“Rapidamente, passámos da condição de patinhos feios para cisnes elegantes aos olhos dos investidores”, sustentou António Pires de Lima, num evento promovido pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Espanhola.

“Portugal e Espanha têm sido apontados como casos de sucesso”, reforçou o governante.

Apesar dos elogios, o ministro da Economia optou por um discurso prudente para analisar os “casos de sucesso” que apresentam taxas de desemprego superiores a 15 por cento.

 “É preciso fazer chegar a retoma à vida das pessoas”, explicou Pires de Lima, procurando enquadrar “esta história de euforia que nos querem contar”.

“Não se pode falar em sucesso com uma taxa de desemprego superior a 15 por cento
“ e quando “uma boa parte dos jovens talentosos têm dificuldade em encontrar a sua oportunidade na Península Ibérica”, explicou-se.

Se é verdade que Portugal, tal como a Espanha, encontra-se atravessar um “momento de viragem económica, em que começam a surgir sinais económicos mais sustentáveis”, torna-se urgente “fazer chegar esta retoma à vida das pessoas”.

“Trata-se de uma questão de justiça”, insistiu Pires de Lima, embora sublinhando que, nos casos português e espanhol, “a condição de estrelas ascendentes é justa”.

“A melhor maneira de as empresas ajudarem a economia é acreditaram no País e investirem em Portugal”, afirmou o ministro da Economia, dirigindo-se diretamente aos empresários que participaram no mesmo evento.

“Preciso do vosso investimento para criar riqueza e emprego”, admitiu Pires de Lima.

 

África: Nigéria apresenta-se como a maior economia, apesar dos milhões de pobres

João Miguel Ribeiro   
Segunda-feira, 07 Abril 2014 14:27

nigeria 210nigeriaA Nigéria anuncia que, com um PIB de 510 mil milhões de dólares, é a maior economia do continente africano. As autoridades nigerianas assumem ter ultrapassado a África do Sul apesar da maioria da população viver com menos de dois dólares por dia.

A Nigéria passou de um produto interno bruto (PIB) de 453,9 mil milhões de dólares, em 2012, para os 510 mil milhões registados no ano passado.

O indicador, apresentado pelo chefe do Gabinete Nacional de Estatística, Yemi Kale, coloca o país como a maior economia de todo o continente africano, superando até a África do Sul.

Nova fórmula de cálculo

As autoridades da Nigéria salientaram ainda que o modelo de cálculo do PIB foi adaptado a uma nova metodologia, no âmbito de recomendações anteriores de técnicos das Nações Unidas.

Essa nova fórmula de cálculo, com períodos de medição de cinco anos, serve para uma melhor demonstração da evolução da produção e do consumo. Na Nigéria, o método utilizado tinha sido estabelecido em 1990.

O PIB reflete assim o crescimento nigeriano em setores como a indústria do cinema (a que chamam “Nollywood”) e as telecomunicações, permitindo um “panorama mais realista” da Nigéria aos investidores estrangeiros.

O entusiasmo das autoridades nigerianas já foi travado por vários analistas económicos.

A maioria dos especialistas lembra que o PIB não pode ser analisado isoladamente. Quando aplicado a fatores como o número de habitantes ou as infraestruturas, o PIB da África do Sul continua a liderar no ‘continente negro’.

O país que se assume como um dos ‘motores’ do desenvolvimento em África é o mesmo onde falta infraestruturas, a corrupção é um mal generalizado, a água potável não está acessível a todos e onde os problemas ambientais, derivados sobretudo da exploração petrolífera, são uma constante.

Na Nigéria com um PIB de 510 mil milhões de dólares, a maioria dos mais de 170 milhões de habitantes sobrevive com menos de dois dólares por dia.

Última atualização: Segunda-feira, 07 Abril 2014 14:36
 


Página 1 de 243