Economia



Recessão de 2012 foi a mais profunda, diz o INE: Portugal caiu quatro por cento

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 26 Março 2015 16:48

dinheiro caixaO produto interno bruto de 2012 caiu 168.398 milhões de euros, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística. Desde que há registo, esta foi a recessão mais grave de sempre em Portugal, com a economia a cair quatro por cento.

Afinal, o produto interno bruto (PIB) real de Portugal ficou, em 2012, 0,7 por cento abaixo do inicialmente projetado, reconheceu hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ao apresentar as contas finais do ano de 2012, o INE salientou que estas “correspondem a uma revisão em baixa do nível do PIB em cerca de 0,7 por cento”, o que significa que a “crise económica” foi “mais acentuada do que a refletida pelos resultados preliminares”.

Feitas as contas, o INE concluiu que o valor real do PIB, já considerando o efeito da inflação, ficou-se pelos 168.398 milhões de euros.

Isto significa que, depois de uma estimativa preliminar a apontar para uma contração do PIB real em 3,2 por cento, a recessão acabou por ser mais grave do que o previsto: em 2012, Portugal contraiu quatro por cento.

Ainda segundo o INE, trata-se da recessão mais profunda da economia nacional deste que há registos. Em 2011, a crise custara 1,8 por cento ao PIB nacional.

O organismo salientou ainda que estas contas, agora conhecidas, estão baseadas em “fontes de informação de caráter mais sólido, pormenorizado e completo que as versões anteriormente divulgadas” e que sustentaram as estimativas preliminares.

 

Indigestão nas bolsas: O Burger King comprou queijo Philadelphia

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 25 Março 2015 14:39

heinz

Os brasileiros do 3G Capital, o fundo que detém o Burger King, compraram a Kraft Foods, a holding dona do queijo Philadelphia. A futura fusão da Kraft Foods com a Heinz, outra marca do 3G Capital, vai criar a quinta maior empresa mundial no setor de alimentos e bebidas.

O negócio do dia está a cair mal nas principais bolsas dos EUA. Os índices Dow Jones e Nasdaq, por exemplo, abriram o dia em queda depois do fundo de investimento brasileiro do 3G Capital ter anunciado a compra da Kraft Foods.

Uma rápida observação dos ingredientes revela o segredo deste negócio. O fundo brasileiro, proprietário de gigantes mundiais como a cadeia Burger King, quer unir a Heinz (que já controlava) à Kraft Foods, a holding que era proprietária de marcas como o queijo Philadelphia e a Tassimo, um dos mais importantes ‘players’ de máquinas de café.

A fusão da Heinz com a Kraft Foods vai criar um império na área de alimentos e bebidas. A futura empresa, Kraft Heinz, será a quinta maior do mundo e a terceira na América do Norte.

O valor da Kraft Foods demonstra bem a expetativa destas análises: as ações livres que valiam 61,33 dólares dispararam para os 81,18 dólares, valorizando 32,38 por cento em poucas horas.

Refira-se ainda que um dos investidores qualificados da Heinz é a Berkshire de Warren Buffett, o ‘guru da bolsa’ que tem marcado uma presença assídua no topo das várias listas dos homens mais ricos do mundo, com destaque para a da prestigiada Forbes.

“Este é o meu tipo de negócio, que une duas organizações de classe mundial para entregar todo o valor ao accionista”, justificou o empresário norte-americano.

Mesmo aos 84 anos, Warren Buffett não escondeu que está “animado com as oportunidades que esta nova organização combinada vai abrir”.

Por ano, a Kraft Heinz vai gerar receitas de 28 mil milhões de dólares.

Última atualização: Quarta, 25 Março 2015 14:45
 

Cuidado com o NIB: Alguém pode usar o seu para pagar por débito direto

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 24 Março 2015 16:07

multibanco

Os bancos deixaram de estar obrigados a conferir o titular do NIB para as operações de débito direto. Isto significa que alguém mal intencionado pode estar a usar o seu NIB para pagar despesas. À cautela, esteja atento ao extrato bancário.

A mudança na lei deu-se em agosto do ano passado, mas só agora é que os primeiros casos estão a ser revelados: há pessoas dar um número de identificação bancária (NIB) de terceiros para os pagamentos por débito direto.

Uma das vítimas desta ‘burla legal’ foi uma associação desportiva, cuja sócia Margarida Henriques descobriu que foram pagos cerca de 100 euros de despesas por um serviço que não tinha contratado.

“Havia três movimentos que não estavam identificados com nenhuma transacção que nós tivéssemos feito, nem com nenhuma autorização de débito. Os três movimentos somam praticamente 100 euros”, revelou Margarida Henriques, à Renascença.

Trata-se de uma burla ‘legal’ porque os bancos deixaram de estar obrigados a conferir os NIB para os pagamentos de débito direto, na sequência da harmonização bancária na União Europeia realizada em agosto de 2014.

Agora, qualquer pessoa pode preencher uma Autorização de Débito Direto com um NIB alheio, uma vez que os bancos não podem conferir a quem pertence. Um NIB que pode ser o seu, uma vez que os bancos não podem ser parte ativa nos acordos celebrados entre prestador e utente do serviço, mesmo que seja fornecido um NIB de terceiros.

“Qualquer pessoa chega à internet, tira um NIB, põe aquele NIB como seu e a entidade credora não tem nada que ateste que aquele NIB é da pessoa. A partir daqui, tudo pode acontecer”, exemplificou Margarida Henriques.

Esta sócia, ainda segundo as declarações prestadas à Renascença, descobriu a quem a associação andava a pagar despesas graças a um dos fornecedores: “Era um senhor de Cascais, que tinha dado o nosso NIB para fazer o débito directo do serviço que ele estava a usufruir da MEO”.

O que se pode fazer? Estar atento ao extrato bancário e recorrer à justiça, como respondeu Carla Varela, jurista da associação de defesa do consumidor Deco, citada pela mesma rádio.

Primeiro, a vítima tem de”denunciar automaticamente junto da instituição de crédito em causa” a utilização abusiva dos seus dados bancários.

“Poderá em simultâneo, e até numa caixa multibanco, cancelar essa ordem de débito com efeitos imediatos e, uma vez apurada a situação em concreto, denunciar ao Banco de Portugal”, acrescentou.

De seguida, deve, “junto da instituição de crédito, solicitar o reembolso das quantias indevidamente debitadas, uma vez que não existe um contrato acessório – que neste caso seria com uma empresa de telecomunicações – subscrito pelo titular da conta, que não autorizou qualquer débito em conta”, complementou a jurista.

 

Aumentou o consumo dos combustíveis: 4,4 por cento em fevereiro

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 20 Março 2015 17:59

combustiveisOs dados de fevereiro mostram que os portugueses consumiram mais combustíveis do que no mesmo período de 2014. A subida homóloga de 4,4 por cento foi sobretudo suportada pelo gasóleo. A gasolina também registou um aumento do consumo, mas muito mais moderado.

Os dados da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), o regulador que ‘substituiu’ a antiga EGREP, mostraram um aumento do consumo dos combustíveis em fevereiro, quando comparado com o mesmo mês de 2014.

A subida homóloga de 4,4 por cento – ou mais 865.562 toneladas de combustível – foi suportada, na grande maioria, pelo aumento do consumo de gasóleo.

Este combustível ‘escalou’ 5,5 por cento face a fevereiro de 2014. Foram mais 343 mil toneladas, muito acima das 77 mil toneladas ‘a mais’ registadas na gasolina (0,9 por cento), face ao mesmo mês do ano passado.

Numa análise anual (neste caso, entre março de 2014 e fevereiro deste ano), o aumento no consumo de gasóleo foi de dois por cento, enquanto o da gasolina se ficou pelos 0,8 por cento.

Enquanto sobe o consumo, desce o preço: ainda com base nos dados da ENMC, o preço médio de venda ao público (PMVP) caiu 15 por cento no gasóleo, cuja explicação está na “redução de 32 por cento do PST (Preço sem Taxas/Impostos) e pelo aumento de oito por cento do valor absoluto de ‘ISP+Outros’ em 2015, mais concretamente da Contribuição de Serviço Rodoviário e Adicionamento por emissão de CO2”, como citou o relatório.

 

O Monopólio dos 80 anos tem uma Lisboa que é um luxo

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 19 Março 2015 18:21

monopolio

Os fãs votaram e elegeram Lisboa no quarto lugar. O Monopólio celebra os 80 anos com uma edição especial e desafiou os jogadores a escolherem as cidades que querem ver representadas numa edição especial. A capital portuguesa ficou no ‘bairro’ verde, o segundo mais valioso.

Ao celebrar os 80 anos do Monopólio, a Hasbro, que detém os direitos de um dos divertimentos mais conhecidos a nível mundial, tem promovido vários tabuleiros comemorativos.

Depois de ‘esconder’ notas reais de euro em alguns jogos no mercado francês e de criar uma versão ‘vintage’ para o mercado norte-americano, a Hasbro colocou uma votação para criar uma edição especial para o mundo inteiro.

Nessa votação, os fãs eram convidados a substituir as ruas do jogo por cidades. E mais de quatro milhões de pessoas, de 182 países diferentes, elegeram as 22 cidades que serão representadas neste Monopólio.

A cidade de Lisboa foi a quarta mais votada pelos fãs. Só ficou atrás, em número de votos, de Riga (Letónia), Hong Kong (China) e Lima (Peru).

A influência da votação determinou a localização das cidades nos diferentes ‘bairros’. Lisboa ficou colocada no ‘bairro’ verde, o segundo mais valioso do jogo, juntamente com Riga e com Istambul (Turquia).

Assim, para quem conhecer o tabuleiro, o ‘bairro’ roxo é formado por Giethoorn (Holanda) e Madrid (Espanha), seguindo-se o azul claro com Queenstown (Nova Zelândia), Cabo (África do Sul) e Taipei (Taiwan). No lado seguinte do quadrado, o rosa é formado por Nova Iorque (EUA), Amesterdão (Holanda) e Sidnei (Austrália), com Londres (Inglaterra), Moscovo (Rússia) e Tóquio (Japão) a formarem o ‘bairro’ laranja.

Na metade superior do tabuleiro estão Belfast (Irlanda), Atenas (Grécia) e Belgrado (Sérvia), que formam o ‘bairro’ encarnado, e Varsóvia (Polónia), México (México) e Santiago (Chile), no amarelo.

Mais luxuoso do que o verde de Istambul, Lisboa e Riga só mesmo o ‘bairro’ azul escuro, com Lima e Hong Kong.

 


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