Economia



Austeridade na Madeira: Jardim garante mais um ano para Albuquerque

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 22 Janeiro 2015 10:40

alberto joao jardim

O presidente do Governo regional da Madeira deixou um presente envenenado para o provável sucessor, Miguel Albuquerque. Alberto João Jardim assinou o prolongamento do programa de ajustamento por mais um ano, garantindo a última tranche de 320 milhões, avança o Público.

O presidente demissionário do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, deixa o cargo com uma resolução quase secreta: a austeridade imposta pelo ‘continente’, que deveria terminar este mês, foi prolongada por mais um ano.

“Quase” secreta porque o jornal Público alega ter tido acesso ao pedido de prorrogação do prazo do programa de ajustamento económico e financeiro (PAEF) do arquipélago, que terá sido formalizado a 19 de dezembro do ano passado, o mesmo dia em que o PSD Madeira foi a votos.

Curiosamente, de acordo com o diário, o pedido entrou no Ministério das Finanças a 29 de dezembro, o dia em que Miguel Albuquerque foi eleito o novo líder regional dos ‘laranjas’.

O prolongamento do PAEF terá sido imposto pelas Finanças como condição para a libertação da última tranche do empréstimo, que era de 320 milhões de euros.

Com a duração de três anos, o programa, que envolveu um empréstimo de 1500 milhões de euros, chegaria ao fim no próximo dia 27 de janeiro.

Citando a Secretaria Regional do Plano e Finanças, o jornal salientou que as tranches realizadas até ao final de 2014 atingiram os 1180 milhões de euros.

Ainda segundo o Público, o Governo regional emitiu o pedido de prorrogação do prazo sem consultar a Assembleia Regional nem os partidos.

A isto se junta o facto do executivo estar em funções de gestão devido ao pedido de demissão apresentado por Jardim.

O prolongamento da austeridade por mais um ano significa que o sucessor do histórico líder madeirense (provavelmente o rival interno, Miguel Albuquerque) terá de continuar a cortar nos investimentos públicos e no número e nos benefícios dos funcionários públicos.

Quanto aos contribuintes madeirenses, salientou o Público, terão de continuar a pagar as taxas nacionais de IRS e IRC, ficando ainda sujeitos às taxas nacionais dos impostos sobre produção, importação e consumo, sendo o IVA a exceção.

Última atualização: Quinta-feira, 22 Janeiro 2015 10:43
 

Uma espada usada pelo czar Alexandre III rendeu 244 mil euros em leilão

João Miguel Ribeiro   
Segunda-feira, 19 Janeiro 2015 11:41

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Um leilão de peças datadas do período napoleónico em Paris terminou com o sucesso da espada de Alexandre III. A arma do czar foi vendida por 244.700 euros. Foi a peça mais valiosa de ontem, mas ficou longe dos 1,8 milhões de euros pagos em novembro pelo chapéu de Napoleão.

Uma espada de Alexandre III, o penúltimo czar da Rússia, foi ontem vendida por 244.700 euros, em Paris, França.

Foi a peça arrematada pela licitação mais alta no último dia de um leilão dedicado à coleção do príncipe Luís II do Mónaco referente ao período napoleónico.

A espada pertenceu a Alexandre III (1845-1894) e foi encomendada para oferta à segunda mulher, Yourievskaia.

A arma é totalmente em filigrana de prata, tem uma figura gravada e o punho em latão dourado.

O valor ficou muito distante dos mais de 1,8 milhões de euros que, em novembro do ano passado, um empresário sul-coreano pagou por um chapéu usado por Napoleão. Foi, ainda assim, o mais alto registado no dia de ontem.

Recorde-se que o leilão movimentou mais de mil peças relacionadas com a história de Napoleão Bonaparte (1769-1821) recolhidas por Luís II (1870-1949), o bisavô do atual príncipe do Mónaco.

Ontem foram também vendidos uma águia em bronze de um estandarte (datada de 1804), por 109.500 euros, e uma panela em cobre do serviço de campanha de Napoleão (mas que já vinha do rei Luís XVIII, que viveu entre 1755 e 1824), por 19.300 euros.

As pistolas de Eugénio de Beauharnais (1781-1824), um príncipe que acumulou títulos (vice-rei de Itália, príncipe de Veneza, grão-duque de Frankfurt, duque de Leuchtenberg e príncipe de Eichstatt), renderam 35 mil euros.

Também ontem foram leiloadas várias cartas relacionadas com a história napoleónica. Uma escrita (em 18 de junho de 1803) pelo próprio imperador francês e dirigida ao ministro da Guerra, Louis-Alexandre Berthier, superou em quase dez vezes a previsão, sendo arrematada por 19.600 euros.

A mais valiosa foi a que Napoleão escreveu ao general Honoré Théodore Maxime Cazan: 49.700 euros.

Última atualização: Segunda-feira, 19 Janeiro 2015 11:42
 

Batalha aérea entre Ryanair e AER Lingus no Twitter

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 16 Janeiro 2015 16:24

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Duas companhias aéreas irlandesas envolveram-se numa batalha aérea… no Twitter. A AER Lingus acusou a Ryanair de usar a imagem de um avião numa publicidade. Na resposta, a Ryanair contrapôs os alegados atrasos e custos excessivos da AER Lingus.

A AER Lingus e a Ryanair, duas velhas rivais irlandesas, passaram das batalhas aéreas para… o Twitter.

A troca de galhardetes começou com a companhia de bandeira a apontar uma gafe por parte da rival de baixo custo.

Na página do site da Ryanair para o serviço ‘business plus’ aparece, como imagem de fundo, um avião. Segundo a ‘denunciante’, o avião não é da Ryanair, mas sim um Airbus A320-214 da AER Lingus.

“Épico #photobomb no site da Ryanair! Até eles sabem que os melhores para [a categoria de] negócios”, gracejou a AER Lingus.

A resposta não se fez esperar.

“Até a AER Lingus fala do nosso serviço de negócios. FYI [‘para vossa informação’] eles estão a sorrir porque pouparam uma fortuna e evitaram outro atraso na AER Lingus”.

A ‘competição’ podia ter ficado por aqui, não fossem os internautas terem provocado uma nova troca de ‘bocas’.

Um utilizador do Twitter questionou as duas empresas: “Isto é apenas uma provocação mútua das equipas de marketing ou vocês odeiam-se mesmo?”

A AER Lingus respondeu primeiro, assumindo que existe “uma saudável rivalidade”, mas a Ryanair negou que tal aconteça.

“Deixámos de ser rivais nos anos 90. Tínhamos de subir as taxas e perder 81 mil clientes para sermos rivais”, ironizou a Ryanair, terminando o comentário com a assinatura de “número um na Europa”.

“Ok, deixem lá. #Paz”, concluiu a AER Lingus.

Refira-se que a polémica ocorreu na véspera de um tribunal decidir sobre a posição acionista da Ryanair na AER Lingus: é o maior acionista individual, com 29,82 por cento, e o regulador exige que reduza para um máximo de cinco por cento.

 

Tem 650 euros? Pode comprar o CH no eBay

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 15 Janeiro 2015 11:50

charlie hebdo 1178As cinco milhões de edições do Charlie Hebdo não chegaram para as encomendas. Quem quiser mesmo comprar o número 1178 do jornal satírico pode ir ao eBay, mas convém que não sofra do coração: o mais recente leilão terminou com a licitação de 650 euros.

Quem diria que o terrorismo pode ser a rampa para o empreendedorismo? Face à publicidade grátis feita ao Charlie Hebdo, na sequência do atentado cometido por extremistas islâmicos, há quem tente vender ‘na candonga’ a famosa ‘edição dos sobreviventes’.

Um dos exemplares em inglês do número 1178 do jornal satírico francês foi colocado à venda, em leilão, no conhecido site eBay. A guerra de licitações foi um verdadeiro atentado contra as carteiras do cidadão comum: o vencedor pagou 511 libras, cerca de 658 euros!

Antes do atentado da semana passada, o Charlie Hebdo tinha uma tiragem média de 60 mil exemplares, atingido vendas médias a rondar os 45 mil exemplares. A ‘edição dos sobreviventes’, a primeira a sair depois da morte de 12 pessoas no ataque às instalações do jornal, teve uma tiragem de cinco milhões: e não chegou.

Em França, desde a morte do general De Gaulle, em 1970, que não havia tiragens tão grandes dos jornais que deram origem ao Charlie Hebdo.

De acordo com os compradores ouvidos pelo Euronews, o Charlie Hebdo tornou-se num “símbolo da liberdade de expressão” e comprar este jornal passou a ser “um ato cívico”.

Última atualização: Quinta-feira, 15 Janeiro 2015 11:54
 

Pórticos nas autoestradas: “Um erro”, admite o presidente da EP

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 13 Janeiro 2015 16:35

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No país da Via Verde, colocar pórticos nas autoestradas foi “erro”. A confissão partiu de António Ramalho, o novo presidente da EP/Refer. O dirigente tem agora a “enorme preocupação em encontrar um novo modelo”, mas “sem pressas”.

Quando questionado sobre os custos das portagens nas autoestradas, o novo presidente da Estradas de Portugal, empresa que entretanto foi fundida com a REFER, admitiu o “erro” da opção de colocar pórticos.

“Portugal orgulhava-se há 10 anos atrás de ter o melhor o sistema de portagens do mundo, a Via Verde, referido como grande sistema de inovação, e o sistema de portagens que colocou como os pórticos é contraditório com modelo da via verde e destrutivo do ponto de vista do marketing”, explicou António Ramalho.

O dirigente da EP/Refer foi confrontado pelos jornalistas com o custo das portagens na chamada ‘autoestrada da exportação’, a A25, que liga Aveiro a Vilar Formoso. As questões foram motivadas pela visita de António Ramalho às obras de eletrificação do ramal ferroviário do Porto de Aveiro.

Em causa está o modelo dos pórticos, que vai somando os pagamentos pontuais consoante os pórticos atravessados e disponibiliza um valor para pagamento passados três dias, que é “contraditório” com o modelo da Via Verde, que informa o custo cobrado no final da viagme.

“Não é bom que continue assim”, insistiu António Ramalho.

“Isto do ponto de vista de marketing da via é destrutivo porque posso ter uma política comercial de descontos, que não é praticável com os pórticos”, reforçou.

Revelando ter “uma enorme preocupação em encontrar um novo modelo”, o novo presidente da Estradas de Portugal pediu tempo para pensar, até para não se “cometer outra vez o lapso de, por haver muita pressa, escolher-se o modelo errado”.

É preciso definir um modelo “mais interessante no futuro”, como através da aplicação de conceitos comerciais para as portagens, como descontos para quem mais usa as autoestradas, complementou.

 


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