Economia



Assessorias externas ‘ganham’ quase 500 mil euros do Ministério da Defesa

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 21 Agosto 2014 16:02

aguiar brancoO Ministério da Defesa já teve de pagar quase 500 mil euros, só este ano, por assessorias externas. De acordo com o Público, que avança os números, a maior parte dos gastos estão relacionados com apoio jurídico. A maioria dos contratos foi por ajuste direto.

O Ministério da Defesa já gastou quase 500 mil euros para encomendar serviços a entidades externas. As contas são do jornal Público e contabilizam apenas as assessorias do ano em curso.

Segundo o jornal, a maioria dos contratos foi adjudicada por ajuste direto, sem concurso público.

Ao todo, o organismo tutelado por José Pedro Aguiar-Branco já despendeu 483.624 euros só este ano.

A maioria das assessorias externas requisitadas pela Defesa reporta a questões jurídicas. Segundo uma fonte que o diário cita sem identificar, as assessorias foram requisitadas devido à “complexidade” das matérias envolvidas.

O Ministério tem um gabinete jurídico, mas, segundo a mesma fonte, costuma recorrer a assessorias financeira e jurídica.

As ‘encomendas’ são feitas pela tutela e por vários organismos, como exemplifica o caso mais recente. A 5 de agosto, a Empordef encomendou à Deloitte “serviços de assessoria para a elaboração do plano de liquidação” da própria ‘holding’.

Por este estudo, que tem de estar pronto antes do final do ano, a consultora vai receber 64.500 euros (sem IVA).

 

Rússia em guerra com EUA e Europa abre a porta às exportações de Brasil e Argentina

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 12 Agosto 2014 11:46

vladimir putin

A guerra na Ucrânia, elevada a um confronto económico entre a Rússia e os EUA e a Europa, vai ser aproveitada pelos gigantes da América do Sul. Argentina e Brasil querem aproveitar o embargo dos russos às exportações para aumentarem as vendas num dos maiores mercados da Ásia.

Na ‘troca’ de embargos entre a Rússia e o ‘bloco ocidental’, formado pela União Europeia e pelos Estados Unidos, quem pode sair a ganhar são as maiores economias da América do Sul.

Devido à guerra civil no leste da Ucrânia, o ‘ocidente’ decretou sanções económicas sobre a Rússia, que respondeu com um embargo às exportações oriundas da Europa e dos EUA. Argentina e Brasil querem ocupar esse vazio, em especial no setor alimentar.

“A Rússia tem uma procura significativa de alimentos e a Argentina pode fornecê-los”, revelou Jorge Capitanich, o chefe de gabinete do Governo do país sul-americano.

De acordo com o governante, a Argentina vai “criar condições para que o setor privado, com o impulso do Estado, possa incrementar as exportações e satisfazer a procura do mercado russo”.

Ainda no mês passado, os Presidentes da Rússia e da Argentina, Putin e Kirchner, assinaram um acordo de “aliança estratégica” que visava a cooperação e o intercâmbio comercial.

Só em 2013, o comércio entre os dois países cresceu 30 por cento, passando dos 1989 milhões de dólares (em 2012) para os 2627 milhões.

Depois de ter incluído o Brasil na lista dos países embargados, a Rússia levantou as sanções sobre 89 empresas exportadoras de carne, assim como 18 de processamento de pescado no Peru.

A porta abriu-se para as exportações brasileiras, o que poderá trazer consequências nefastas para o mercado interno, como explicou o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin.

“Um porco, por exemplo, leva entre oito e dez meses até estar pronto para o consumo. Um frango precisa de 45 dias. Se a procura aumenta, o preço da carne no Brasil pode subir também”, alertou, numa entrevista ao jornal espanhol El País.

As duas maiores economias sul-americanas poderão ser ‘imitadas’ pelas de menor dimensão. O Chile já fez saber, através de Juan Eduardo Eguigurem (o embaixador na Rússia), que o país está disponível para aumentar as exportações de carne de porco e frango, peixe, verduras e frutas.

Outro embaixador na Rússia, Patricio Chávez Zabala, revelou que o Equador já propôs melhores condições no transporte aéreo para banana, atum, café, brócolos, frutas tropicais e produtos lácteos (leite condensado e queijos).

O Uruguai, através de Aníbal Cabral Segarleba, vai apostar nas exportações de carne bovina e tentar vender gado vivo. Ainda segundo o embaixador, a Rússia demonstrou interesse na compra de produtos do mar, queijo, frutas cítricas, maçãs, peras e vegetais em geral.

Cumpre-se assim uma ameaça de Putin, que prometera responder às sanções económicas do ‘bloco ocidental’ (visando os setores financeiros, tecnológicos e petrolífero) com um embargo às exportações.

“Com o objectivo de proteger os interesses nacionais da Federação da Rússia, ordeno a interdição ou limitação por um ano das importações para território russo de vários tipos de produtos agrícolas, matérias-primas e produtos alimentares” oriundas de países que “decidiram aplicar sanções económicas”, decretou o Presidente da Rússia.

 

Filho de Durão entra no BdP sem concurso e por “comprovada competência”

António Henriques   
Terça-feira, 12 Agosto 2014 11:40

durao barrosoDe acordo com o Jornal de Negócios, o filho de Durão Barroso entrou no Banco de Portugal (BdP) sem concurso, por “comprovada competência”. Luís Durão Barroso foi contratado para o Departamento de Supervisão Prudencial sem ter de passar pelos processos de contratação que fazem regra.

O filho do presidente da Comissão Europeia conseguiu entrar no Banco de Portugal sem ter de passar por um processo de concurso, que faz regra na instituição.

Segundo noticia o Jornal de Negócios, Luís Durão Barroso, de 31 anos, foi contratado para o Departamento de Supervisão Prudencial, sendo que já exercer o cargo há cerca de um mês.

“Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial. A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de ‘comprovada e reconhecida competência profissional’”, escreve o Jornal de Negócios.

A regra no BdP é contratação por concurso. Mas de acordo com a mesma publicação, esta formalidade é ultrapassada naqueles casos.

Será essa a razão que justifica a entrada direta de Luís Durão Barroso, jovem que é licenciado em Direito, com douramento e mestrado concluídos na London School of Economics, em Londres.

Última atualização: Terça-feira, 12 Agosto 2014 13:08
 

TAP: “Riscos da privatização”, avisa António Costa, “são muito grandes”

João Miguel Ribeiro   
Segunda-feira, 11 Agosto 2014 15:26

tap“Portugal não devia hesitar em conservar” a TAP. A afirmação é de António Costa, o candidato às primárias do PS que se manifesta contra a venda da companhia aérea. “Os riscos da privatização são muito grandes”, justifica o rival de António José Seguro.

Em Campo Maior, onde visitava o evento ‘Jardim de Papel’, António Costa fez aterrar um novo tópico na discussão sobre o candidato do PS às legislativas: a eventual privatização da TAP.

O candidato a candidato do PS defendeu que a companhia aérea é um “valor” que “Portugal não devia hesitar” em manter na esfera pública.

Em causa, argumentou, estão os “riscos” inerentes à venda da transportadora.

“Sobre a TAP, já disse: é mesmo aquela empresa que não deveria ser privatizada porque os riscos da privatização da TAP são muito grandes”, frisou António Costa.

O candidato às primárias do PS explicou ainda por que considera a TAP “um valor sobre o qual Portugal não devia hesitar em conservar”.

A transportadora é um serviço “extremamente estratégico” para o país mais ocidental da União Europeia, sendo “condição da nossa inserção” como agente fundamental nas relações transatlânticas, em especial com o Brasil e toda a América Latina.

 

Fatura do BPN atingiu 2,2 mil milhões só em 2013, adianta Tribunal de Contas

António Henriques   
Segunda-feira, 11 Agosto 2014 11:07

bpnA nacionalização do BPN, segundo adianta o Tribunal de Contas, já custou ao Estado 2,2 mil milhões de euros, apenas no ano de 2013. O banco que o executivo de José Sócrates nacionalizou, para evitar o colapso do setor, recorde-se, foi vendido ao Banco BIC. A segunda comissão parlamentar de inquérito ao BPN previa que os custos atingissem, no final de 2012, um total de 3405 mil milhões de euros.

A fatura da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) atinge já os 2,2 mil milhões de euros, segundo números do Tribunal de Contas, relativos a 2013. No entanto, os custos finais da operação ainda não estão fechados.

O BPN, recorde-se, foi vendido ao Banco BIC, depois de uma decisão do executivo de José Sócrates, que em 2008 avançou para a privatização do banco para evitar o colapso do setor bancário.

Os custos estimados pelo Tribunal de Contas estão muito aquém daqueles que foram apontados pela segunda comissão parlamentar de inquérito ao BPN, que previa que os custos atingissem, no final de 2012, 3405 mil milhões de euros.

O Estado está a assumir despesas relacionadas com amortizações de empréstimos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos, enquanto tenta realizar receita proveniente dos ativos do BPN que lhe pertencem.

Última atualização: Segunda-feira, 11 Agosto 2014 13:59
 


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