Economia



Multibanco: Portuguesas levantam menos, mas pagam mais vezes

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 16 Dezembro 2014 16:53

multibanco

A SIBS está a registar uma alteração na forma como os portugueses usam o cartão multibanco. As operações de pagamento têm aumentado, ao passo que o levantamento de dinheiro tem vindo a diminuir. Em três semanas, foram pagos 1969 milhões de euros através dos terminais da rede.

A empresa que gere os terminais multibanco revelou os dados de utilização dos cartões ao longo das primeiras três semanas da época de Natal, entre 24 de novembro e 14 de dezembro.

O comparativo com os dados da SIBS referentes ao mesmo período de 2013 (de 25 de novembro a 15 de dezembro) permite detetar uma alteração na forma como os portugueses estão a usar os cartões bancários.

De acordo com os dados fornecidos pela entidade, houve uma subida de 5,1 por cento no valor dos pagamentos realizados através dos terminais da rede, movimentando mais de 1969 milhões de euros.

Ao todo, foram mais de 48,7 milhões de operações de pagamento, mais 5,9 por cento do que as realizadas no ano passado, revelou a SIBS.

Contudo, o valor médio por compra caiu para os 40 euros.

O uso do cartão para fazer levantamentos de dinheiro tem vindo a cair. Face às primeiras três semanas da época de Natal de 2013, este tipo de operações caiu 1,5 por cento.

Os 25,5 milhões de levantamentos efectuados totalizaram um valor de 1659 milhões de euros, 1,6 por cento abaixo do movimentado no ano passado, assim como uma queda no valor médio do levantamento, que em 2014 se situa nos 65 euros.

Em comunicado, a SIBS destaca que, “nesta semana, e em comparação com o ano anterior, registou-se um aumento global (levantamentos e compras) dos volumes processados na rede SIBS de 3,2 por cento no número de operações e de 1,9 por cento no montante transaccionado”.

No ano passado, foram movimentados 71 milhões de euros através de pagamentos e levantamentos nos terminais da rede multibanco.

 

Mário Soares elogia “a coragem” de fazer uma greve na TAP

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 16 Dezembro 2014 10:39

mario soares

Os funcionários da TAP vão mesmo manter a greve, entre os dias 27 e 30. “Admiro a coragem dos que a fazem”, escreve hoje Mário Soares, salientando que a privatização da empresa “é algo de antipatriótico que não é aceitável”.

O impasse na TAP continua na ordem do dia. Num artigo de opinião que escreveu para o Diário de Notícias, um antigo Presidente da República manifestou-se solidário para com os trabalhadores, defendendo que a privatização da companhia aérea de bandeira “é algo de antipatriótico”.

“Os funcionários da TAP – e muito bem – declararam fazer uma greve”, escreveu Mário Soares: “Esta é uma greve patriótica e por isso admiro a coragem dos que a fazem, conscientes do que podem sofrer os portugueses que vivem no estrangeiro e que querem ao menos passar o Natal com as famílias em Portugal”.

Assumindo compreender “a indignação dos funcionários da TAP e do povo português em geral, bem como dos países lusófonos, para a gravidade da privatização da TAP”, o político que recentemente celebrou 90 anos deixou ainda uma crítica ao atual ‘inquilino’ de Belém, Cavaco Silva: “Será que o Presidente da República vai promulgar um ato antipatriótico para agradar ao atual Governo?”

Na opinião de Soares, a privatização da TAP “é algo de antipatriótico que não é aceitável”, que só se entende na alegada lógica governamental de “obter receitas a qualquer preço”.

“Este Governo não tem nenhuma cultura lusófona e não entende, de todo, a importância que tem para Portugal os países independentes que falam a nossa língua. Neste mundo global, onde somos a quinta língua mais falada do mundo, perder o controlo deste instrumento de soberania que é a TAP é de extrema gravidade”, insistiu o antigo Presidente.

O artigo escrito por Mário Soares surge no dia em que a plataforma de sindicatos da companhia aérea confirmou que vai mesmo haver greve entre os dias 27 e 30 de dezembro, depois do Governo ter rejeitado a proposta para a suspensão do processo de privatização durante esse período.

O Governo, que não abdica da privatização, deverá responder com a requisição civil. Num comunicado enviado a algumas redações, o gabinete do ministro da Economia, António Pires de Lima, frisou que o memorando proposto pela plataforma de sindicatos não cumpre a condição prévia da não suspensão do processo de privatização, comunicada pelo Governo na reunião de sexta-feira.

Nesse dia, o Ministério da Economia tinha aberto a possibilidade, “mediante o cancelamento da greve, de se constituir um grupo de trabalho que procure trabalhar os pontos de preocupação dos trabalhadores da TAP”, como afirmou, então, António Pires de Lima.

Com a greve iminente, cerca de 5000 passageiros já comunicaram a desistência das reservas à TAP. Nas contas da empresa, a paralisação deverá afetar cerca de 120 mil passageiros, com um custo superior a 30 milhões de euros.

Última atualização: Terça-feira, 16 Dezembro 2014 10:41
 

Vendeu carro? O registo de propriedade pode ser alterado por si

António Henriques   
Terça-feira, 16 Dezembro 2014 10:24

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Se vendeu um carro, pode agora mudar o registo de propriedade do automóvel, colocando-o em nome da pessoa que lho comprou. Com esta medida, o vendedor fica imune a surpresas, como cobranças de Imposto Único de Circulação, de portagens, entre outras responsabilidades. O novo procedimento foi publicado em Diário da República, nesta segunda-feira.

Está aprovado o novo procedimento para registo da propriedade de veículos, que torna possível a quem vende um automóvel alterar esse mesmo registo.

Com as novas regras, o vendedor do veículo fica protegido de casos em que o comprador não faz esse novo registo de propriedade – legalmente, quem venderia o carro continuava, por exemplo, a ser responsável pelo pagamento de multas, de Imposto Único de Circulação, ou de portagens, entre outras responsabilidades de diversa natureza.

O procedimento custa 75 euros, ou 40 euros para os casos de compras e vendas feitas antes de dezembro de 2013 e registos requeridos ate 31 de dezembro de 2015. Por via eletrónica, o custo da mudança de proprietário é mais reduzido.

Com as novas regras, bastará ao vendedor apresentar documentação que prove que o carro foi vendido (faturas, recibos, entre outros), sendo que é obrigatório que desses documentos conste a matrícula do veículo e os nomes do comprador e do vendedor (proprietário legal do automóvel, à data do novo procedimento).

“O pedido pode ainda ter por base declaração prestada pelo vendedor, em que se indique o maior número possível de elementos, designadamente o nome e a morada do comprador e a data da compra e venda”, realça o decreto-lei.

A conservatória onde o procedimento é realizado tem depois de efetuar uma notificação ao comprador, sendo que este poderá contestar, deduzir oposição ou contrapor à informação prestada pelo vendedor do veículo.

Se se verificar que não foi registado o novo proprietário, a conservatória poderá fazer um pedido às autoridades, para que procedam à apreensão do veículo.

Última atualização: Terça-feira, 16 Dezembro 2014 11:04
 

Despedimentos na PT? “Temos de ser muito cuidadosos”, admite CEO

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 05 Dezembro 2014 15:53

PT

A compra da PT Portugal pode implicar o despedimento de trabalhadores. O presidente executivo, Armando Almeida, reconheceu que “a empresa tem gestores a mais” e não descartou a possibilidade de haver despedimentos: “É parte das regras deste jogo”.

A compra da PT Portugal pela francesa Altice está a preocupar os trabalhadores, reconheceu o presidente executivo, Armando Almeida.

Ao abordar o plano estratégico da empresa, numa iniciativa promovida pela APDC, o CEO admitiu que a PT precisa de uma “uma estrutura de custos que seja mais competitiva”, o que pode passar por despedimentos.

“Achamos que a empresa tem gestores a mais e precisamos trabalhar essa área”, afirmou Armando Almeida, citado pela Exame, evitando entrar em números: “Estamos passando por uma fase de possível venda, temos de ser muito cuidadosos, é parte das regras deste jogo”.

“A PT Portugal não tem uma estrutura de custos que seja competitiva e precisamos que seja mais competitiva”, insistiu o CEO.

Nas contas do dirigente, o grupo emprega mais de 11 mil pessoas, aos quais se somam 5000 colaboradores em pré-reforma ou suspensos e mais de 16 mil que trabalham em regime de ‘outsourcing’.

Aproveitando que existem “gestores a mais”, o presidente executivo explicou que o plano estratégico passa por aproveitar o ‘insourcing’: deslocar esses quadros “a mais” para funções que, neste momento, são realizadas por pessoas e empresas externos ao grupo.

“Estamos convencidos que é um bom plano para a empresa, independentemente do acionista. É um plano de longo prazo mas que tem de ser implementado já em 2015”, argumentou Armando Almeida.

Aproveitando o momento, o CEO tentou esclarecer a “grande confusão no mercado” que existe entre a PT Portugal e a PT SGPS.

“Acho muito importante a separação entre as duas empresas”, avançou: A PT Portugal “tem ativos”, como as operadoras Meo e Sapo, e é controlada pela Oi; “a outra”, a PT SGPS, “é um veículo financeiro” e assumiu a dívida de quase 900 milhões de euros da Rioforte (do Grupo Espírito Santo), mas também tem uma participação de 25,6 por cento na Oi.

A empresa brasileira vai vender os ativos da PT Portugal à Altice, depois de ter rejeitado uma oferta inferior feita pelo consórcio Apax, Bain (ambos fundos de investimento) e Semapa.

 

Matrículas para carros não são emitidas por avaria informática no IMT

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 04 Dezembro 2014 10:14

carros novos

Desde 27 de novembro que não há matrículas para carros novas. De acordo com uma nota da ACAP, houve uma avaria no sistema informático do Instituto da Mobilidade e dos Transportes. considerou esta falha como “uma das mais graves a que temos assistido”.

Quem aguarda para ir buscar o carro novo arrisca-se a esperar ainda mais: desde 27 de novembro que não há matrículas, de acordo com uma nota emitida pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

O documento salienta que não estão a sair matrículas novas, desde 27 de novembro, devido a uma avaria no sistema informático do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

“De acordo com informações do Departamento de Informática do IMT, o Sistema Informático de Veículos e Homologações não consegue processar os ficheiros provenientes da Autoridade Tributária”, acrescentou a ACAP.

O mesmo texto refere que “os técnicos do IMT estão a tentar resolver o problema, no entanto, não conseguem fazer ainda um diagnóstico e muito menos dar uma previsão sobre a sua resolução”.

A situação foi confirmada pelo Ministério da Economia, que num esclarecimento enviado à TSF admitiu que o sistema informático “tem sofrido atrasos devido à cessação dos contratos externos de manutenção”.

“O IMT deu conhecimento desta contingência ao Ministério da Economia, sublinhando que situação está a ser resolvida por aquele Instituto para que, no mais curto espaço de tempo e no respeito pelas regras da contratação pública, o problema esteja definitivamente ultrapassado”, continuou o esclarecimento.

Para a ACAP, esta avaria é “uma das mais graves a que temos assistido”, tanto mais que os dois últimos meses do ano são propícios a um aumento de vendas.

“Neste momento, temos concessionários com carros vendidos mas que não podem ser entregues aos clientes por não terem matrícula”, referiu uma fonte do setor, citada sem identificação pelo Expresso.

De acordo com este semanário, até novembro foram vendidos 156.351 veículos automóveis, um aumento de 37,3 por cento face a igual período em 2013.

 


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