Economia



Quer ajuda para entregar o IRS? Peça à Deco

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 04 Março 2015 11:06

irs m3

O momento da entrega das declarações de IRS pode ser angustiante. Para simplificar o processo, a associação de consumidores Deco criou um portal para os contribuintes simularem a entrega e, posteriormente, submeterem a declaração para as Finanças.

A entrega das declarações de IRS pode causar muitas dores de cabeças com os ‘pequenos detalhes’ a preencher. Anexos, quadros, alíneas, há toda uma burocracia capaz de tirar a calma ao mais bem intencionado dos contribuintes.

Para ajudar nesse processo, a associação de defesa dos consumidores Deco criou o portal ‘IRS sem custo’, uma aplicação online feita para simplificar o mais possível a entrega das declarações.

Embora o prazo para a entrega pela internet só tenha início a 1 de abril, os consumidores já se podem inscrever no portal, que é de uso gratuito. Ficam, então, na posse de uma senha de acesso e com um pequeno programa para instalar.

Com esse programa, os contribuintes podem simular o preenchimento da declaração de impostos, mas há mais: quando chegar a altura, essa declaração pode ser submetida diretamente pela ferramenta da Deco, evitando que o contribuinte repita todo o processo no site das Finanças.

A grande vantagem do ‘IRS sem custo’ é a simplicidade: o contribuinte só tem de responder a algumas (poucas) perguntas básicas, como “É casado ou unido de facto?”, em vez de andar à deriva pelos modelos à procura do espaço certo para preencher o estado civil.

De acordo com a Deco, o portal oferece ainda a possibilidade do contribuinte escolher a forma como as Finanças vão tributar os rendimentos, sugerindo a mais vantajosa do ponto de vista fiscal automaticamente.

Por exemplo: compensa aos senhorios englobar o valor das rendas recebidas ou passá-las para tributação autónoma? Dependendo dos valores preenchidos, o portal sugere o modelo de tributação mais favorável.

Última atualização: Quarta, 04 Março 2015 11:32
 

Os 'pobres' milionários portugueses viram as fortunas cair em 2014

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 03 Março 2015 12:39

americo amorim 210

A lista dos multimilionários da Forbes trouxe más notícias para os portugueses. Américo Amorim, Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos ficaram mais pobres no ano passado. Já Bill Gates, o fundador da Microsoft, regressou ao posto de mais rico do mundo.

O homem mais rico do mundo em 2014 foi Bill Gates, o (agora) multimilionário que fundou o império Microsoft. Mas a lista da Forbes, a revista de economia que todos os anos lista as maiores fortunas, trouxe más notícias para os portugueses.

Os três portugueses mais ricos (e que têm registado uma presença assídua nesta lista da Forbes) ficaram mais pobres em 2014: combinadas, as fortunas de Américo Amorim, Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos valem 7,3 mil milhões de euros, menos 2,6 mil milhões do que em 2013.

Só para um leitor ‘normal’ ter uma ideia desta queda, é como se a cada dia perdesse 7,1 milhões de euros…

O homem mais rico de Portugal, isto nas contas das Forbes, continua a ser Américo Amorim. O empresário de 80 anos desceu do 267.º lugar da lista para a 369.ª posição, depois da fortuna de 4,7 mil milhões de euros ter encolhido para os 3,9 mil milhões.

Segue-se Belmiro de Azevedo, que ultrapassou este ano o ‘rival’ da Jerónimo Martins. O fundador da Sonae, de 76 anos, caiu de 687.º para 949.º. Tinha 2,2 milhões, agora tem ‘apenas’ 1,8 mil milhões.

Alexandre Soares dos Santos perdeu o segundo lugar na lista dos portugueses mais ricos e foi quem mais dinheiro perdeu. Caindo do 609.º lugar para fora do top 1000 (é agora 1054.º), o empresário de 80 anos viu a fortuna de 2,5 mil milhões reduzida para 1,6 mil milhões de euros.

De acordo com a Forbes, o líder Bill Gates, de 59 anos, tem uma ‘coisa pouca’ de 70,7 mil milhões de euros. No terceiro lugar ficou outro norte-americano, o ‘guru da Bolsa’ Warren Buffett, com o mexicano das telecomunicações Carlos Slim a intrometer-se no segundo posto.

Refira-se ainda que cerca de um terço da lista (635) são multimilionários por herança.

Última atualização: Terça-feira, 03 Março 2015 12:43
 

Tem 9,5 milhões? A moradia Ayrton Senna na Quinta do Lago pode ser sua

António Henriques   
Sexta-feira, 27 Fevereiro 2015 10:59

mansao senna

A casa do Algarve que o piloto brasileiro – tricampeão do mundo de Fórmula 1 – comprou em 1991 está à venda por 9,5 milhões de euros. Situada na Quinta do Lago, a casa custara a Ayrton Senna 100 mil contos, naquele ano.

Se tem 9,5 milhões de euros, pode ponderar a compra da casa de Ayrton Senna no Algarve, mansão localizada na Quinta do Lago, onde Senna e Adriana Galisteu se instalavam, nas suas deslocações a Portugal.

A casa foi comprada pelo piloto brasileiro em 1991 e teve um custo de 100 mil contos – que ao preço do mercado atual corresponderia a cerca de 500 mil euros.

A moradia está há venda desde 2011, mas nunca sugiu comprador. Na altura, segundo números do Económico, o a cada de Senna e da namorada Adriane Galisteu custava 10,2 milhões.

Está inserida numa propriedade com cerca de 10 mil metros quadrados, tem piscina, um pequeno campo de futebol, um court de ténis e até um campo de minigolfe.

A mansão tem 900 metros quadrados, dois pisos, seis quartos, sete casas de banho, diversas salas e espaços de recreio.

Além do valor material, a casa de Ayrton Senna apresenta como ‘cartão de visita’ o facto de ter sido propriedade de um tricampeão mundial de Fórmula 1, um símbolo do desporto mundial e um ícone no Brasil.

Ayrton Senna foi campeão do mundo da categoria máxima do desporto automóvel nos anos de 1988, 1990 e 1991. perdeu a vida num acidente, no Grande Prémio de Itália, circuito de Imola, no fatídico dia 1 de maio de 1994.

A sua casa no Algarve era a única residência que o piloto (que também viveu em Inglaterra e no Mónaco) ainda tinha na Europa, em virtude da forte ligação afetiva a Portugal.

 

Concorrência: Espanha multa a Galp por ‘acertar preços’ com outras empresas

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 25 Fevereiro 2015 15:34

galp

Cinco petrolíferas foram multadas em Espanha por alegada combinação dos preços da gasolina. Uma das visadas tem sede em Portugal, a Galp, e outras duas também atuam em Portugal: a Cepsa e a Repsol. A multa aplicada à Galp é de 800 mil euros, avança o El Pais.

O regulador da concorrência espanhol, a Comisión Nacional de los Mercados y la Competencia, multou cinco petrolíferas por alegada combinação de preços da gasolina, segundo avança o El Pais.

Uma das empresas multadas foi a Galp, que tem sede em Portugal, embora o principal acionista (a Amorim Energia, com 38,34 por cento do capital) esteja sediada na Holanda.

Ainda citando o jornal espanhol, a petrolífera que tem como investidor o Estado Português (através da Parpública, com sete por cento) foi multada em 32,4 milhões de euros.

O regulador da concorrência espanhol visou ainda duas petrolíferas que também estão presentes no mercado português: a Cepsa e a Repsol.

A Disa e a Meroil foram as outras duas empresas ‘castigadas’ por “práticas proibidas de coordenação de preços, intercâmbio de informação e pactos de não agressão”.

Numa análise por valores, a filial espanhola da Galp foi multada em 800 mil euros, muito distantes dos 20 milhões aplicados à Repsol e dos 10 milhões à Cepsa.

Abaixo da multinacional com sede em Portugal só ficou a Meroil, com uma multa de 300 mil euros. A da Disa, ainda segundo o El Pais, é de 1,3 milhões de euros.

A empresa já admitiu ter recebido a notificação, através de uma fonte que o Económico cita sem identificar: “A Galp Energia foi notificada da sanção imposta pela CNMC, no valor de 800 mil euros”.

“Já houve, ao longo da última década, vários expedientes abertos onde a Galp nunca foi multada”, recordou a mesma fonte, destacando que agora a Galp foi ‘apanhada’ numa investigação que visou “todos os grandes operadores do setor, onde também estamos incluídos”.

Salientando que a empresa agiu “dentro do estrito cumprimento da lei”, a Galp não descarta recorrer da multa: “está a analisar a decisão para avaliar as medidas a tomar”.

Última atualização: Quarta, 25 Fevereiro 2015 15:52
 

Quanto vale Winston Churchill em sangue? Uma amostra vai a leilão

João Miguel Ribeiro   
Segunda-feira, 23 Fevereiro 2015 19:32

winston churchill

Uma “peça histórica única” vai a leilão, a 12 de março: uma amostra de sangue de Winston Churchill. Recolhida após um acidente, três anos antes da morte do ex-primeiro-ministro britânico, a amostra foi guardada durante meio século e é “impossível” estimar quanto pode valer.

Durante meio século, uma enfermeira britânica guardou uma amostra de sangue muito especial: pertencia a Winston Churchill.

A ‘relíquia’ do homem que liderou o Reino Unido na II Guerra Mundial vai agora a leilão, num evento agendado para 12 de março.

Patricia Fitzgibbon, a enfermeira que a guardou durante meio século, explicou que a amostra foi recolhida em 1962, quando Winston Churchill foi hospitalizado, na sequência de um acidente em Monte Carlo.

O ex-primeiro-ministro britânico, que fraturou uma costela nesse incidente, morreu três anos depois, aos 90 anos.

Quando o hospital se preparava para deitar a amostra no lixo, a enfermeira pediu para ficar com o frasquinho de sangue. Acabou por guardá-lo durante meio século.

Patricia Fitzgibbon, já falecida, concedeu uma entrevista em 2010, revelando que Churchill “costumava fumar charutos na cama”.

O ex-governante britânico, mesmo em fim de vida, “nunca adormecia sem antes ler a primeira edição de todos os diários, que eram especialmente enviados para ele”, acrescentou a enfermeira.

O frasquinho foi descoberto pelos herdeiros, que depois de identificarem a quem pertenceu o sangue aceitaram a proposta da agência Duke, de Dorchester, para leiloar a amostra.

Citado pelo The Guardian, um responsável da Duke, Timothy Medhurst, antecipou que o lote foi avaliado entre 300 a 600 libras, embora seja “impossível fazer uma estimativa exata” por se tratar de “uma peça histórica única”.

“É provavelmente a primeira vez que é disponibilizada no mercado livre uma peça pessoal como esta da história de Churchill. Este ano marca o 50.º aniversário da morte de Chruchill, poderá vender-se por milhares”, argumento: “O sangue é uma lembrete incisivo sobre uma lesão que marcou o princípio do fim de Churchill e, como tal, aguardamos que haja grande interesse”.

 


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