Economia



Gás de botija: Preço de referência ponderado pelo Governo

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 23 Abril 2014 15:25

botijas gasgas botijaO Governo pode vir a definir o preço de referência de uma botija de gás. A Deco já alertara para as diferenças que, entre Portugal e Espanha, chegam a superar os dez euros. O preço do gás em botija caiu 25 por cento ao nível mundial, mas não tem sido alterado em Portugal.

O Governo pode vir a colocar alguma ordem no mercado do gás em botija. Para acabar com as assimetrias de preço a nível regional, o executivo poderá ditar um valor de referência, embora acima do praticado em Espanha.

A notícia, hoje avançada pelo Correio da Manhã, surge depois de um estudo da associação de defesa dos consumidores Deco ter descriminado as várias parcelas da formação do preço e ter encontrado, entre os valores praticados em Portugal e Espanha, uma diferença de dez euros sem justificação.

O mesmo jornal cita um estudo da Direção Geral de Energia, também sobre os preços, que apresenta uma diferença assinalável entre Portugal e Espanha: a mesma botija de gás, de 13 quilos, custa em média 27 euros cá, mas não passa dos 16 do outro lado da fronteira.

O mesmo relatório demonstra que os preços do propano e do butano caíram, nos últimos três meses, cerca de 25 por cento nos mercados internacionais. Porém, os preços em Portugal mantiveram-se iguais.

A Deco, depois de ter protestado contra a existência de uma parcela não explicada na formação do preço da botija, alerta hoje para outro problema: os consumidores estão a pagar por gás que não consomem.

“Numa botija de gás butano, existem sempre cerca de 300 gramas de gás que são devolvidos à marca, mas se for usada num esquentador a quantidade de gás que não é queimado e volta para a marca ronda os três quilos”, salienta a associação, em comunicado.

Contabilizando estes desperdícios, a Deco estima que cada consumidor, gastando em média uma botija por mês, pode estar a ‘devolver’ à marca 72 euros por ano, o que daria para comprar quase três botijas.

 

Estado paga, numa semana, quatro milhões em consultorias e assessorias

João Miguel Ribeiro   
Segunda-feira, 21 Abril 2014 11:56

consultoria 210consultoriaEntre os dias 10 e 17, o Estado pagou mais mais de quatro milhões de euros a consultores, verba que não inclui assessorias em sistemas e tecnologias de informação. Só nos três primeiros meses deste ano foram gastos mais 2,5 milhões do que no último trimestre de 2013.

Em Portugal, as assessorias e consultorias representam cada vez mais custos. Só durante a última semana foram pagos mais de quatro milhões de euros, uma verba que não engloba as despesas com consultores e assessores em sistemas e tecnologias de informação (TIC).

Os dados são apresentados pelo jornal I, que analisou os contratos publicados no portal Base entre o dia 10 e as 13h00 do dia 17.

Dentro das assessorias, os serviços jurídicos envolveram um gasto de quase meio milhão: 479,2 mil euros.

Estes valores são conhecidos dias depois da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter deixado a promessa de cortar 320 milhões de euros, em 2015, na área da consultoria (incluindo as TIC).

Só que o montante tem vindo a aumentar: face ao último trimestre do ano passado, o Estado gastou mais 2,5 milhões de euros durante os primeiros três meses de 2014.

De acordo com os contratos publicados, no primeiro trimestre deste ano foram gastos 26,3 milhões de euros em assessorias e consultorias, não incluindo as TIC.

A construir despesa

A principal despesa, porém, continua a ser o setor da construção. Descontando os contratos de aquisição de material de construção civil, as obras públicas custaram 31,2 milhões de euros na semana passada.

Na saúde, destacam-se os 10,1 milhões de euros gastos com medicamentos e os 3,3 milhões pagos por material clínico, equipamentos e dispositivos médicos.

As despesas com combustíveis atingiram os 2,9 milhões de euros, acima dos 2,4 milhões gastos em alimentação e bebidas e dos 2,1 milhões de euros pagos por comunicações.

Analisando os pagamentos por empresas, o pódio é ocupado exclusivamente por construtoras, surgindo duas farmacêuticas no quarto e sexto postos, com a Petrogal pelo meio.

Ao todo, há 12 empresas que, durante a semana passada, acumularam contratos superiores a um milhão de euros.

Última atualização: Segunda-feira, 21 Abril 2014 11:59
 

Poveglia, a “ilha assombrada”, vai a leilão em Itália

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 16 Abril 2014 19:05

poveglia 210povegliaPoveglia, a “ilha mais assombrada do mundo”, está à venda. Para abater a dívida, a Itália põe em leilão a ilha para onde eram desterradas as pessoas com peste e onde houve um asilo para doentes mentais. Já desabitada, foi visitada por um norte-americano que terminou “possuído” por um fantasma.

Poveglia é uma das cinco grandes propriedades estatais que a Itália vai colocar em leilão para, com o dinheiro da venda, abater a dívida do país.

O negócio levanta especial curiosidade por envolver aquela que é considerada “a ilha mais assombrada do mundo” e que provocou acessas guerras entre as cidades-estado Veneza e Génova.

Localizado na Lagoa de Veneza, era para este terreno que, na Idade Média, foram desterrados os infetados com peste.

No século XVIII, tornou-se num posto de quarentena para qualquer navio que pretendesse atracar no porto veneziano.

Em 1922, foi erguido um hospital para idosos, que funcionou até 1968. Dentro houve, segundo a lenda, um laboratório onde o diretor do hospital conduzia experiências clínicas, como lobotomias sem anestesia.

Possuído por fantasmas, esse mesmo diretor ter-se-á atirado da torre do hospital.

Mas não terá sido o único a ser possuído na “ilha mais assombrada do mundo”. Já desabitada e fechada aos turistas, um apresentador da série “Ghost Adventures”, do Travel Channel, conseguiu entrar em Poveglia e assumiu que, nesses dias, foi “possuído por um espírito”.

Este historial torna a ilha no principal destaque entre as propriedades que a Itália quer vender, como o Castelo de Gradisca d' Isonzo (do século XV) e um grande mosteiro em Tarento. Para aumentar o interesse, o antigo hospital poderá dar lugar a um hotel de luxo com um contrato de arrendamento por 99 anos.

Ao todo, o Estado italiano pondera vender quase 150 propriedades, garantindo uma receita estimada em 500 milhões de euros.

 

Desemprego: Taxa média do ano passado atingiu os 16,3 pontos percentuais

António Henriques   
Terça-feira, 15 Abril 2014 13:16

desemprego 6desempregoDados do Eurostat indicam que a taxa média de desemprego de 2013, em Portugal, atingiu os 16,3 por cento. Os números, divulgados nesta terça-feira, revelam que Lisboa é a cidade com mais desempregados, apresentando uma taxa de 18,5 pontos percentuais. A Madeira também está acima da média, com 18,3 por cento.

Segundo adianta o Eurostat, nesta terça-feira, o desemprego em Portugal teve uma taxa média de 16,3 por cento, no ano passado, com Lisboa e a Madeira a apresentarem valores acima desta média nacional.

Na região de Lisboa, em 2013, verificou-se uma taxa média de 18,5 pontos percentuais, enquanto na Madeira o valor é muito semelhante: 18,3 por cento. Também na zona norte do País há mais população ativa desempregada do que a média nacional, com 17,2 pontos.

Destaque ainda para os números da região centro de Portugal, que apresentam uma taxa média muito inferior à nacional, de 11,7 por cento, segundo aquele gabinete de estatística da União Europeia.

Fora das fronteiras de Portugal, Andaluzia, Ceuta, Melilla, Canárias e Estremadura são as regiões onde a taxa de desemprego média é superior, variando entre os 33,7 e os 35,6 por cento. Friburgo, na Alemanha, e Salzburgo, na Áustria, apresentam os valores mais baixos da União Europeia.

 

Impostos sobre o trabalho: Por cada cinco euros, portugueses pagam dois

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 11 Abril 2014 15:41

dinheiro caixaimpostos trabalhoA carga fiscal sobre o trabalho aumentou 3,54 por cento, muito acima da média de 0,2 nos países da OCDE. Para este organismo, por cada cinco euros que os portugueses ganhem a trabalhar, o Estado arrecada dois. No total, um trabalhador ‘perde’ 41,1 por cento do salário.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) denunciou, num relatório hoje publicado, um aumento da carga fiscal sobre o trabalho em Portugal, no decorrer do ano passado.

Nas contas desta entidade, os impostos sobre o trabalho aumentaram (em relação ao produto interno bruto), em média, 0,2 por cento nos 34 países da OCDE.

Mas, em Portugal, essa subida foi de 3,54 por cento, sustenta o relatório hoje divulgado. Por cada cinco euros que os portugueses ganhem a trabalhar, dois são para pagar impostos.

As contas referem-se a 2013, ano em que o então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, promoveu um “enorme” aumento de impostos, nomeadamente com a diminuição dos escalões no IRS e a introdução da sobretaxa.

A nível global, a carga fiscal em Portugal aumentou para os 41,1 por cento, traçando como referência um salário de 1000 euros.

Isto significa que um trabalhador que ganhe 1000 euros entrega 411 euros ao Estado, através de impostos e de contribuições para a Segurança Social.

Foi o maior aumento registado nos países da OCDE, onde a média de 2013 se ficou pelos 35,9 por cento.

A organização acrescenta que os contribuintes solteiros foram os mais penalizados por este aumento da carga fiscal, até porque os impostos desceram (0,4 por cento) para um casal com dois filhos: a carga fiscal nestes casos foi de 29,8 por cento.

Ainda assim, Portugal é o 12.º país, entre os 34, com a carga fiscal mais elevada. Está ainda distante dos 55,8 por cento da Bélgica, seguida por três países quase nos 50 por cento: Alemanha (49,3), Áustria (49,1) e Hungria (49 por cento).

Os países da OCDE onde a carga fiscal é menor são o México (19,2 por cento), a Nova Zelândia (16,9) e o Chile, onde o Estado apenas fica com sete por cento do salário.

 


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