Economia



Pedro Lemos: Um chef, um restaurante no Porto e uma estrela Michelin

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 21 Novembro 2014 10:29

comida autor

O reconhecido Guia Michelin atribuiu uma estrela ao Pedro Lemos, o restaurante no Porto de Pedro Lemos. Entre as 14 distinções ao país, a de Pedro Lemos foi a única estreia. A felicidade foi tanta que o chef fechou um restaurante de sandes no dia da inauguração.

A inauguração do Stash - The Sandwish Room, na Praça Guilherme Gomes Fernandes, no Porto, terminou mais cedo do que o previsto.

Afinal, o responsável pelo espaço ficou a saber, através de um colega, que pela primeira vez tinha ganho uma estrela no prestigiado Guia Michelin.

Pedro Lemos, o chef, foi distinguido pelo Pedro Lemos, o restaurante de autor na Foz velha, devolvendo ao Porto uma estrela que esteve 30 anos afastada.

O chef recebeu uma sms quando inaugurava o Stash, o restaurante de sandes que vai ser gerido pela esposa, ma quarta-feira à noite, e rapidamente mandou concluir a inauguração.

“Pedimos desculpa às pessoas que estavam à porta para entrar, mas explicámos que iríamos fechar mais cedo e, perante a explicação, perceberam”, justificou o homenageado, em declarações ao Diário de Notícias.

“Depois, liguei aqui para o restaurante e, antes de ir para lá festejar, pedi para porem o telefone em alta voz e dei a notícia. A minha equipa estava incrédula”, acrescentou.

Pedro Lemos foi a única estreia entre as 14 novas estrelas atribuídas pelo Guia Michelin.

“Amigo, bem-vindo ao clube...”, parabenizou Vincent Farges, chef na Fortaleza do Guincho, na sms que deu a Pedro Lemos a grande novidade.

Numa análise à nova lista, destaca-se a segunda estrela para o Belcanto, de José Avillez (Lisboa), e o regresso da estrela ao São Gabriel, na Quinta do Lago (Algarve).

Mayte Carreño, a diretora comercial do Guia Michelin Espanha e Portugal, elogiou a “diversidade e criatividade” da cozinha portuguesa.

Citada pela Lusa, a responsável acrescentou que os restaurantes portugueses estão “de plena saúde” e têm “um futuro muito promissor”.

 

O pedido de José Gomes Ferreira à Galp e à REN que se tornou viral

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 20 Novembro 2014 15:30

jose gomes ferreira

O jornalista José Gomes Ferreira pediu publicamente “à Galp e à REN que façam um grande favor aos contribuintes”. Num artigo de opinião no site da SIC Notícias, pede às empresas para revelarem os “pareceres jurídicos” que sustentam a decisão de não pagarem a contribuição extraordinária.

Um artigo de opinião do jornalista José Gomes Ferreira está a tornar-se viral nas redes sociais.

O texto aborda a contribuição extraordinária sobre o setor energético de 2014, que a Galp e a REN pretendem não pagar.

Começando por endereçar o artigo aos “presidentes executivos da Galp e da REN”, como numa carta aberta, José Gomes Ferreira pede a Ferreira de Oliveira e Rui Vilar que “façam um grande favor aos contribuintes”.

“Peço-vos encarecidamente que divulguem, o mais rapidamente possível, os pareceres jurídicos que vos levam a não pagar a contribuição extraordinária sobre o setor energético de 2014”, resumiu.

Para o subdiretor de Informação da SIC, a revelação desses pareceres será “um verdadeiro serviço público” para “todos os contribuintes portugueses”.

“Os contribuintes normais não têm possibilidade de pagar estudos desses. E certamente que os argumentos invocados para não pagar a sobretaxa de IRC, são certamente utilizáveis para nós não pagarmos a sobretaxa de IRS”, justificou o jornalista.

José Gomes Ferreira comentou ainda que “a pouca vergonha e a falta de decência chegaram a um nível inimaginável no meu País”.

Leia o artigo completo aqui.

 

Nas lojas da Zara a música está muita alta, queixam-se os trabalhadores

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 19 Novembro 2014 15:58

inditex

Os trabalhadores do grupo Inditex, que inclui marcas como a Zara e a Pull and Bear, queixam-se da música demasiado alta nas lojas e o pagamento de parte do salário em cartão-refeição. Há três anos sem aumentos, os funcionários lembram que “o dono recebeu 447,2 milhões em dividendos”.

As lojas da Zara, Pull and Bear, Massimo Dutti e outras marcas do grupo Inditex não são discotecas, salientam os trabalhadores.

A única semelhança, segundo os funcionários, é a música num volume demasiado alto. O ambiente nas lojas está longe de ser alegre quando os trabalhadores se queixam de receber parte do salário em cartão-refeição.

“A empresa impôs o cartão-refeição, mas não teve em conta que este não serve para pagar muitas das despesas que os trabalhadores têm. Os trabalhadores, na maioria, são muito jovens, estão no início de vida e precisam do dinheiro para fazer face a outras despesas”, afirmou António Santos, do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, citado pela agência Lusa.

“O cartão-refeição é um negócio que prejudica os trabalhadores, beneficia a Inditex e o banco com quem o grupo trabalha e que penaliza a Segurança Social portuguesa”, reforçou o sindicalista, salientando que os funcionários “comem em ‘tupperwares’ e marmitas para que o dinheiro sobre e permita pagar os passes sociais, a creche dos filhos ou mesmo a faculdade, porque há muitos que são estudantes”.

Hoje, vários trabalhadores do grupo Inditex concentraram-se em Lisboa, protestando contra a utilização do cartão-refeição e a atitude da empresa, que se tem “mostrado indiferente” aos pedidos dos funcionários e do sindicato.

A manifestação, diz o CESP, serviu para demonstrar que os trabalhadores “não precisam de cartões de refeição, mas sim do aumento do salário base”, ao mesmo tempo que “desejam acabar com horários sem regras impostos de véspera e pôr termo às alterações unilaterais dos horários”.

“O dono da Inditex recebe 447,2 milhões de euros em dividendos, enquanto os trabalhadores estão sem aumentos há três anos”, frisou António Santos, que também criticou o “som tipo ‘discoteca’ no local de trabalho”.

Segundo o sindicalista, outras empresas que operam em Portugal “já resolveram o problema do uso dos cartões-refeição”, enquanto os responsáveis da Inditex “não ouvem, não dão resposta e ignoram as dificuldades” dos trabalhadores.

 

Eletricidade: Mentir para ter tarifa social vai dar multa

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 14 Novembro 2014 16:39

 

eletricidadeA partir de sábado, os critérios para a requisição da tarifa social na eletricidade são alargados. A medida vai beneficiar mais consumidores, mas quem prestar falsas declarações para ter acesso aos preços sociais arrisca-se a pagar uma coima cujo máximo é de 2500 euros.

O diploma hoje publicado anuncia um alargamento dos critérios para a requisição da tarifa social na eletricidade.

A medida, que entra em vigor amanhã, permite que mais consumidores sejam classificados como economicamente vulneráveis, tendo acesso a preços mais moderados na eletricidade.

Mas não vale tudo: quem mentir para ter acesso à tarifa social, nomeadamente prestando falsas declarações, arrisca-se a ser multado.

As coimas podem ir até aos 2500 euros.

“Sem prejuízo da responsabilidade criminal a que possa haver lugar nos termos da lei, a prestação de falsas declarações pelo cliente final ao comercializador relativas aos critérios de elegibilidade (...) constitui contraordenação punível com coima até ao montante máximo de 2.500 euros”, refere o decreto-lei do Ministério do Ambiente e Energia, hoje publicado.

Salientando ser “preocupação do Governo garantir o acesso efetivo dos clientes considerados mais carenciados”, o documento explica ainda os motivos para o alargamento dos critérios.

“Os efeitos produzidos ficaram aquém das expectativas pretendidas, designadamente quanto ao número de beneficiários da tarifa social”, salienta o diploma.

 

Cada português pagou 285 euros em ‘taxas e taxinhas’, que subiram com a troika

António Henriques   
Sexta-feira, 14 Novembro 2014 15:12

euros

A expressão ‘taxas e taxinhas’, da autoria de Pires de Lima, inspirou o Jornal de Negócios para uma análise ao valor pago por cada português em taxas, de acordo com a Conta Geral do Estado e a Direção-Geral das Autarquias. Assim, cada português paga em média 285 euros, sendo que durante o programa de ajustamento as taxas e taxinhas subiram 18 por cento, para valores que atingem os 2,85 mil milhões, o que representa 1,7 por cento do PIB.

O ministro da Economia inspirou-se nas novas “taxas e taxinhas” que a Câmara de Lisboa se preparava para inscrever no orçamento municipal, numa alusão às taxas para turistas que desembarquem na capital.

António Costa – presidente da autarquia e candidato do PS a primeiro-ministro – era o visado nestas palavras.

Só que o Jornal de Negócios fez uma análise às taxas e taxinhas que os portugueses pagaram, de acordo com dados da Conta Geral do Estado e da Direção-Geral das Autarquias.

E os números desta análise dão conta de uma cobrança de 2,85 mil milhões de euros em taxas, em 2013, por parte destas entidades.

E revelam também que durante o período em que a troika esteve em Portugal se registou um aumento de 18 por cento em taxas (o que representa mais de 440 milhões).

Os valores cobrados em taxas e taxinhas atingiram os 2,85 mil milhões de euros, o que representa 1,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Aquele valor dividido pelos contribuintes portugueses representa uma fatura média de 285 euros em taxas.

Os valores mais elevados encontram-se nas propinas e nas autoestradas, nas taxas moderadoras e em taxas aplicadas no acesso à justiça.

 


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