EXCLUSIVOS

Sérgio Godinho:
Pedro Vasco Oliveira
Sérgio Godinho: "Gosto é de fazer aquilo de que gosto"
16 Novembro 2011, 20.16
Staff Benda Bilili: A música é a respiração do Congo (vídeo)
Pedro Vasco Oliveira
Staff Benda Bilili: A música é a respiração do Congo (vídeo)
08 Outubro 2011, 14.42
Brian May:
Pedro Vasco Oliveira
Brian May: "Por momentos tivemos o mundo aos nossos pés"
06 Setembro 2011, 17.26
Linda Martini: Parecemos putos, não temos aulas amanhã
Pedro Vasco Oliveira
Linda Martini: Parecemos putos, não temos aulas amanhã
29 Julho 2011, 16.03

Exclusivos



Sérgio Godinho: "Gosto é de fazer aquilo de que gosto"

Pedro Vasco Oliveira   
Quarta, 16 Novembro 2011 20:16

sergio_godinho_1Hoje é o primeiro dia do resto da vida, não de Sérgio Godinho, nem tão pouco da sua carreira musical de quatro décadas, mas das canções que compõem o seu mais recente disco de estúdio, que é já o 21º. O Coliseu do Porto recebe esta noite a primeira apresentação ao vivo de ‘Mútuo Consentimento’, em que o músico, natural da Invicta, será acompanhado, como habitualmente, por Os Assessores e ainda pela Roda de Choro de Lisboa.

Última atualização: Quarta, 16 Novembro 2011 20:55
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Staff Benda Bilili: A música é a respiração do Congo (vídeo)

Pedro Vasco Oliveira   
Sábado, 08 Outubro 2011 14:42

staff_benda_bilili_articleRumba-blues oriunda das ruas de Kinshasa e tocada por oito músicos, seis dos quais com graves deficiências físicas devido à poliomielite, é a proposta dos Staff Benda Bilili, que atuam esta noite na Casa da Música. Festa prometida com sons africo-cubanos, emanados de instrumentos criados pelos próprios e que exultam o verdadeiro amor à música.

Última atualização: Sábado, 08 Outubro 2011 19:22
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Brian May: "Por momentos tivemos o mundo aos nossos pés"

Pedro Vasco Oliveira   
Terça-feira, 06 Setembro 2011 17:26

É uma das mais importantes bandas rock do Planeta e assinala este ano os 40 anos da sua formação. O guitarrista Brian May esteve à conversa com o PT Jornal a propósito dos primeiros anos dos Queen… e não só!

Última atualização: Terça-feira, 06 Setembro 2011 18:44
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Linda Martini: Parecemos putos, não temos aulas amanhã

Pedro Vasco Oliveira   
Sexta-feira, 29 Julho 2011 16:03

O merecido destaque que os media lhes deram apenas veio confirmar, ao fim de oito anos, o que o público já lhes dedicava desde o início. Com o segundo álbum de originais, ‘Casa Ocupada’, os Linda Martini tornam-se definitivamente incontornáveis na cena rock nacional.

 

O PT Jornal foi encontrar Cláudia Guerreiro (baixo e voz), André Henriques (voz e guitarra), Pedro Geraldes (guitarra e voz) e Hélio Morais (bateria e voz) na pacata cidade de Ílhavo, onde os Linda Martini tinham um concerto agendado para o Centro Cultural local.

Era mais uma etapa da digressão do novo disco que tem levado o quarteto a percorrer o País. Por todo o lado casa(s) ocupada(s) de um público entusiasta e que se identifica bastante com a sonoridade da banda e que adora participar. Por seu turno, o palco, e é bem visível, dá a este quarteto lisboeta um gozo especial. Tal como dizem em ‘Juventude Sónica’: “Parecemos putos, não temos aulas amanhã”.

Que balanço destes meses de estrada com ‘Casa Ocupada’?

André Henriques (AH) – O balanço é positivo. Os sítios por onde temos passado têm sido sempre casa cheia e o disco resulta muito bem ao vivo, talvez por ser mais direto. Este álbum tem uma tónica diferente do “Olhos de Mongol”, que ia mais acima e mais abaixo, e sentimos que conseguimos com este material novo e o dos discos mais antigos equilibrar e fazer um concerto mais enérgico. Temos tido grande resposta por parte do público, pelo que tem resultado muito bem ao vivo.

E qual é a sensação de ver as plateias crescerem e a legião dos fãs a aumentar exponencialmente?

Cláudia Guerreiro (CG) – No dia a dia não pensamos muito nisso, quando paramos é que nos apercebemos que a coisa cada vez funciona melhor. E isso é muito bom… É certo que isto não vai crescer eternamente, mas fica-se com a esperança de que este momento continue.

Mas foi, de alguma forma, uma surpresa para vocês, dado que com este novo disco a coisa cresceu bastante?

Hélio Morais (HM) – Penso que cresceu essencialmente a nível mediático, porque já desde o início que sentíamos muita gente nos concertos e próxima da banda, mas às vezes, todo o público que se tem não tem reflexo no destaque que os media dão e com este disco acabámos por equilibrar as duas coisas. Ou seja, passámos a ter o destaque semelhante na Imprensa ao que já tínhamos junto do público e, claro, isso acaba por trazer um pouco mais de público.

Este ano já estiveram no Alive! e vão estar agora em Paredes de Coura. Entre festivais, auditórios e outras salas qual a vossa preferência?

CG – Pessoalmente, prefiro os outros espaços, que não são festivais nem auditórios. É, claro, que têm grandes desvantagens, porque têm menos condições e é mais cansativo tocar em espaços com poucas condições, mas nos festivais também há falta de outras condições… Quando são festivais grandes, bandas como a nossa não fecham, abrem os palcos e não temos direito a fazer som e a toda uma série de coisas que limitam o concerto. Os auditórios são os espaços com melhores condições, mas o público está sentado, o que rouba feeling ao concerto. A cena mais fixe acaba por ser naquelas salas mais pequenas, que não são auditórios, e onde o público está mais em cima…

Pedro Geraldes (PG) – Cada concerto puxa pelo nosso desempenho consoante o espaço… Isso torna-se interessante. Por exemplo, quando vamos tocar a um festival, e isso tem-nos acontecido, somos das primeiras bandas e não fazemos som, mas temos uma vontade extra e um estímulo que é diferente do de um auditório, em que há um certo constrangimento.

AH – Qualquer banda diz que um concerto numa sala e em nome próprio é melhor, porque tens as pessoas ali à frente, a reação é mais imediata, e os dois lados puxam pelo concerto. Contudo, por vezes, por mais adversas que sejam as condições, consegue-se dar um concerto do caraças, porque está tudo alinhado para aquilo. O concerto de Paredes de Coura em 2007, que foi um concerto importante para nós, porque na altura tivemos uma grande exposição e um grande retorno, também abrimos o palco, sem fazer soundcheck, só que começámos a tocar, aquilo soava-nos bem e a coisa aconteceu…

Sendo que os festivais poderão ter sempre o bónus de haver muito mais gente a assistir?

CG – Sim, mas muita dessa gente poderá estar ali mas não para nos ver…

AH – Há a vantagem de apanhar pessoas que nem sabiam da nossa existência, e isso nota-se…

CG – Uma coisa boa dos festivais é o facto de pessoas que não nos conhecem, ou até embirram connosco, verem e ficarem a gostar… Isso acontece muito…

AH – O contexto de mercado português para uma banda de média capacidade, que leve 400/500 pessoas a um concerto, a salas não são tantas quanto isso, porque os espaços ou são muito grandes ou são demasiado pequenos… A verdade é que para uma banda nacional que consiga ter um pouco de destaque e de atenção já se torna difícil fugir àquilo que são os grandes eventos, como as queimas das fitas, ou os festivais de verão… E é normal passar por aí, porque o roteiro de salas para concertos é pequeno. E se tens gosto no teu trabalho tens que tocar nesses espaços, independentemente se gostas de tocar mais nestes ou naqueles sítios.

CG – E acho que as pessoas gostam pouco de pagar por um concerto. Não se importam de pagar, qualquer coisa como 100 euros, por um festival, mas dar 10 euros por um concerto acham caríssimo…

HM – Isso também acontece porque os festivais são as férias de verão dos miúdos de agora. Dantes ia-se acampar-se com os amigos e agora vai-se a um festival…

Que expectativas têm para o festival de Paredes de Coura?

CG – Não tenho expectativas, é um festival… Espero que corra bem, que é o que espero de qualquer concerto! E espero que corra melhor do que o outro…

HM – É óbvio que não conseguimos desligar-nos do de 2007 por ter sido, precisamente, um concerto importante para nós. Qualquer pessoa que vir imagens desse concerto percebe que estávamos muito contentes por estar ali…

Esta pergunta surge porque, Paredes de Coura, para além de ser o festival mais antigo, tem um carisma especial, é o mais alternativo, onde muitas bandas tocam em Portugal pela primeira vez antes de serem conhecidas…

HM – É aquele palco…

CG – Por isso é que toda a gente quer ir tocar a Paredes de Coura…

HM – É aquele anfiteatro natural… Depois, as bandas portuguesas normalmente tocam ao fim da tarde e apanham aquela luz perfeita… Há ali uma conjugação de fatores que acaba por fazer daquilo um concerto especial.

E têm andado a trabalhar material novo, ou nem por isso?

CG – Temos pensado nisso…

AH – Temos tido muito pouco tempo, porque temos feito muitos concertos desde janeiro e sobra pouco tempo para compor. E como temos todos atividades paralelas, torna-se difícil encontrarmo-nos que não seja para ensaiar para os concertos. Isso restringe a nossa produtividade nesse sentido, mas têm surgido algumas coisas. É como tudo, o começo é sempre muito lento e temos uma fase grande de maturação das ideias… Ainda não há nada muito concreto, mas queremos fazer um lançamento que não distasse muito deste último.

O que salta à vista na vossa ainda curta discografia, primeiro com o sample de José Mário Branco e agora ao recuperarem a figura mítica do pugilista Belarmino, é uma espécie de trabalho cultural, ou será pedagógico?

AH – Não é feito com o sentido de perpetuar ídolos ou de explicar às gerações mais novas, não é nesse sentido pedagógico que o fazemos, fazemo-lo porque ouvimos e tivemos essas referências quando éramos mais novos. E dá-nos gozo ir buscar essas coisas, até porque não há outros a fazê-lo. É natural que se queres tocar rock as tuas referências sejam anglo-saxónicas, mas há coisas que nos distinguem, e qualquer banda que tenha repertório próprio, quer distinguir-se. E aí, o José Mário Branco, o Belarmino, a versão do ‘Adeus tristeza’ e outras referências são coisas que quem nós ouvimos não tem e isso já é distintivo. Está tudo inventado, não temos pretensão de ser precursores de uma nova onda, porque não somos, mas há coisas a que nos agarramos, de que gostamos e fazemos questão que apareçam nas nossas músicas. Mas não é com sentido pedagógico…

E por que é que o amor é sempre algo muito tenso e muito duro nos Linda Martini?

AH – Na maioria dos casos a melodia ou as guitarras é que guiam a letra e o que escrevo não é necessariamente autobiográfico… O amor não precisa de ser sobre a relação de um casal de namorados, pode ser uma relação de afetos com outra coisa, a relação com o trabalho, e isso acaba por entrar nas letras. Agora, não é pensado para ser assim… Porque é que sai mais tortuoso, não sei… Olhando para os discos que gosto de ouvir são coisas que outros poderão entender como tristes, mas são as que me dão mais gozo…

Se bem que neste último disco, o amor ganha um cariz sexual mais forte…

AH – Exato e tem que ver com o que falávamos sobre ser distintivo. Parte de uma busca nossa, porque nos temas gostamos de trazer coisas diferentes… Nós portugueses somos tímidos com a nossa língua e o facto de aparecerem coisas mais viscerais ou agressivas tem que ver com isso, porque é a maneira como falamos habitualmente. Se são coisas que dizemos todos os dias, porque não colocá-las nas músicas?... Mas não é para chocar ou ser diferente por ser diferente…

Fotogaleria:

Última atualização: Segunda-feira, 29 Abril 2013 00:03
 


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