“Nada de novo nas reuniões com o primeiro-ministro e com a troika”, diz Seguro |
| Miguel Moreira | | Quarta, 17 Abril 2013 17:31 | Secretário-geral do PS, António José Seguro, reafirmou a “divergência com a política de austeridade da troika e do Governo”. Numa comunicação ao país, na sede do PS, em Lisboa, Seguro disse ainda que “no essencial, não houve nada de novo”, quer na reunião com o primeiro-ministro, Passos Coelho, quer na reunião com a troika”. “Quando há uma dificuldade, o primeiro-ministro chama o Partido Socialista”, acrescentou Seguro.
“O essencial é o caminho para sairmos desta crise. E tanto o Governo com a troika continuam a insistir no caminho da austeridade, que provoca mais desemprego, uma espiral recessiva e o empobrecimento do País”, disse ainda António José Seguro, no dia em que se encontrou com a troika e com o Governo. “Não podemos aceitar esta submissão [à troika]. Há um ano, diziam que era impossível a Portugal beneficiar de mais tempo. Em setembro do ano passado, foi conseguido mais tempo. Em fevereiro, foi conseguido mais tempo. Mas por razões diferentes: as políticas não deram resultado. Precisamos de mudar de trajetória”, reforçou António José Seguro, que reafirmou divergência à política de austeridade da troika e do Governo. Assim, “o Partido Socialista não apoiará medidas que visem desmantelar o Estado social”, sustenta António José Seguro, ainda que reafirme que o PS “continua a honrar os compromissos internacionais e o pagamento da dívida”. Outra nota do secretário-geral do PS prende-se com a defesa da “renegociação das condições de ajustamento, para que o País dotar-se de um programa realista e credível, que tenha em conta as consequências sociais e económicos”. Portugal, segundo António José Seguro, deve dotar-se de “uma agenda para o crescimento, estabilizando a economia, investindo e fomentando a procura interna” O PS reafirma o “apoio no regresso aos mercados, considerando que esse é um objetivo nacional”. Confrontado com a posição do PS, que ontem considerara que esta reunião pedida por Passos Coelho era uma encenação, António José Seguro evitou polémicas, mas não escondeu que ficou perplexo. “Todo o país ficou surpreendido com a iniciativa do primeiro-ministro. Esta surpresa significa que houve uma mudança de atitude do Governo”, disse Seguro, que acusou o Governo de não ter soluções. “Quando há uma dificuldade, o primeiro-ministro chama o Partido Socialista”, concluiu. | | Última atualização: Quarta, 17 Abril 2013 21:11 | Reunião da troika com o PS decorre amanhã às 12h00 |
| Miguel Moreira | | Terça-feira, 16 Abril 2013 16:06 | Os responsáveis da troika solicitaram uma reunião de urgência com o PS. O encontro foi pedido para amanhã, às 12h00, sendo que na agenda estará a cisão entre o Governo e o principal partido da oposição, bem como mais cortes na despesa.
A troika solicitou uma reunião com caráter de urgência ao Partido Socialista, encontro que vai decorrer amanhã, às 12h00, na sede nacional dos socialistas. Os responsáveis do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu querem que exista um consenso político em Portugal, o que passa pelo envolvimento do PS nas medidas que o Governo pretende adotar. Por outro lado, a troika sabe que António José Seguro é a alternativa política ao atual Governo, o que confere responsabilidades acrescidas aos socialistas. Na agenda, estarão cortes na despesa do Estado, sendo que alguns desses cortes consubstanciam medidas de austeridade que Seguro não defende. Por outro lado, o PS já manifestou que defende uma renegociação do memorando de entendimento com a troika, assinado pelo anterior Governo do PS, liderado por José Sócrates. Em causa estão as metas do défice e os juros da dívida. António José Seguro defende mais tempo para cumprir o acordo e dado o impasse, foi a própria troika a requerer uma reunião com o PS. | | Câmara do Porto: Rio 'promete' abordar as movimentações autárquicas |
| Miguel Moreira | | Terça-feira, 16 Abril 2013 14:39 | De saída da Câmara do Porto, o presidente Rui Rio ‘promete’ reagir às movimentações autárquicas. Confrontado com o ‘chumbo’ dos Juízos Cíveis do Porto à candidatura de Luís Filipe Menezes, o edil manteve o silêncio, em nome da “responsabilidade” que tem de “gerir o melhor possível a Câmara do Porto até ao fim”.
Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, foi confrontado hoje com a decisão que impede Luís Filipe Menezes, seu homólogo da Câmara de Gaia, de se candidatar ao município do Porto. Alegando que ainda é prematuro falar sobre as eleições autárquicas, sobretudo na Câmara Municipal do Porto, que ainda lidera, Rui Rio deixa a entender que a reação vai surgir, em breve. “Não digo que não reaja [ao chumbo dos Juízos Cíveis do Porto], ou que não dê a minha opinião mais lá para a frente. Neste momento, é cedo demais, tendo em vista a responsabilidade que me cabe de gerir a Câmara do Porto”, salientou o autarca, que participava sessão de abertura do fórum mundial ‘Porto 21 – Cidades e Desenvolvimento Sustentável’, em Serralves. O presidente da Câmara do Porto referiu que não quer “interferir” nas eleições autárquicas, que decorrem ainda em 2013, sob pena de “reduzir a margem de manobra como presidente da Câmara”. Recorde-se que, após decisão judicial, Luís Filipe Menezes foi impedido de concorrer às autárquicas, depois de uma providência cautelar apresentada pelo Movimento Revolução Branca. O candidato do PSD à Câmara do Porto atingiu, segundo os Juízos Cíveis do Porto, o limite de mandatos que a lei permite. Alguns autarcas, na sua interpretação da lei (que não permite mais de três mandatos), consideram que podem ser candidatos noutra câmara, depois de três mandatos cumpridos. No entanto, esta visão não gera consenso e diversas instâncias judiciais estão a impedir candidaturas. Fernando Seara já foi impedido de se candidatar em Lisboa. Luís Filipe Menezes não pode concorrer à Câmara do Porto. A menos que o recurso que vai apresentar tenha provimento. | Troika ‘substitui’ o Governo na negociação dos cortes na despesa pública com o PS |
| João Miguel Ribeiro | | Terça-feira, 16 Abril 2013 12:33 | O PS recusa-se a negociar com o Governo os cortes a realizar na despesa do Estado, na sequência do chumbo de quatro normas do Orçamento de Estado, pelo que agora é a troika quem quer reunir com o líder socialista, António José Seguro, avança hoje o DN.
Os dois partidos do Governo não conseguem negociar um acordo com o maior partido da oposição, com vista a um consenso político quanto aos cortes extraordinários a efetuar no Orçamento de Estado, uma vez que o documento continha quatro normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional. Dado o impasse, foi a própria troika a requerer uma reunião com o PS, avança hoje o Diário de Notícias. Como os socialistas se recusam a avalizar novas medidas de austeridade, os representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, que estão em Portugal numa visita intercalar, vão amanhã encontrar-se com o secretário-geral socialista, António José Seguro, na sede do partido. De acordo com a versão apresentada pelo jornal, a troika quer que o PS, enquanto maior partido da oposição e como histórica alternativa de poder, fique associado às medidas necessárias para repor os 1300 milhões de euros de receitas previstas que, afinal, são inconstitucionais. Os credores internacionais pretendem que todos os partidos que assinaram o memorando de entendimento assumam um novo consenso, tal como já foi pedido, publicamente, por Durão Barroso (Comissão Europeia), Christine Lagarde (FMI) e até mesmo pelo Presidente da República, Cavaco Silva. Contudo, António José Seguro tem garantido que não vai avalizar qualquer operação de corte estrutural na despesa pública, mantendo a defesa do estímulo à economia e de mais tempo para que o país possa reembolsar os empréstimos. Nas últimas intervenções, o líder socialista tem frisado que novas medidas de austeridade vão contribuir para agravar a recessão que Portugal atravessa. | |