Sociedade



                    Eletrocussão na Guarda deixa três homens gravemente feridos

                    Miguel Moreira   
                    Segunda-feira, 20 Maio 2013 17:15

                    ambulanciaUm acidente de trabalho na Guarda deixou três homens com ferimentos graves. As vítimas de uma eletrocussão foram assistidas pelos Bombeiros da Guarda, foram transportados para o hospital local, mas tiveram de ser encaminhados para os Hospitais da Universidade de Coimbra, segundo informa o jornal Público.

                    Três homens sofreram um choque elétrico durante trabalhos de manutenção de uma fábrica têxtil da Guarda. O incidente ocorreu na manhã desta segunda-feira, sendo que estão por apurar as suas causas.

                    De acordo com o Público, os homens apresentam “ferimentos graves”. Quando os bombeiros chegaram ao local, já estavam fora das instalações onde ocorreu a eletrocussão.

                    Em declarações àquele jornal, uma fonte dos Bombeiros Voluntários da Guarda informou que os três homens – trabalhadores da fábrica têxtil – apresentavam lesões na zona da boca e no nariz, sendo que as vias respiratórias também terão sido afetadas.

                    Acabaram por ser transportados para o Hospital Sousa Martins, na Guarda, onde foram assistidos nas urgências, mas viriam a ser transferidos para os Hospitais da Universidade de Coimbra, em virtude da gravidade das queimaduras que apresentavam.

                    Um dos três homens tinha queimaduras mais preocupantes, pelo que teve de ser transferido com recurso a um helicóptero.

                    A Polícia de Segurança Pública esteve no local onde ocorreu o incidente, que está a ser investigado.

                     

                    ‘Que se lixe a troika’ promete fazer-se ouvir esta tarde em Conselho de Estado

                    João Miguel Ribeiro   
                    Segunda-feira, 20 Maio 2013 14:56

                    cavaco silvaO movimento ‘Que se lixe a troika’ oferece-se como convidado especial do Conselho de Estado desta tarde, marcado para discutir o pós-troika. Os dirigentes convocaram um protesto para as 17h00, em Belém, e querem que o Presidente da República “assuma o seu cargo e demita o Governo”.

                    Quando os conselheiros de Estado estiverem reunidos esta tarde, a partir das 17h00, o Presidente da República terá de ouvir mais uma opinião: a da rua. O movimento ‘Que se lixe a troika’ convocou um protesto para a frente do Palácio de Belém, onde esta tarde Cavaco Silva analisa em Conselho de Estado o cenário pós-troika.

                    Os manifestantes devem aparecer com objetos barulhentos, como tachos e panelas, para que a sua ‘voz’ seja ouvida em Conselho de Estado, como apelou a organização. Entre os gritos de ordem, será exigido a Cavaco Silva que “finalmente assuma o seu cargo, respeite a constituição e demita o Governo, que está a devastar a vida dos portugueses”, como salientou Helena Romão, uma das signatárias do movimento, citada pela Lusa.

                    “O Presidente da República tem demonstrado cumplicidade total com a política de austeridade, o que é inaceitável da parte de quem deve fazer cumprir a Constituição”, critica o ‘Que se lixe a troika’, que no Conselho de Estado de 21 de setembro de 2012 concentrou milhares de pessoas em frente ao Palácio de Belém.

                     

                    “Esperamos que não haja greve”, assume ministro da Educação, garantindo que alunos não serão “prejudicados”

                    João Miguel Ribeiro   
                    Segunda-feira, 20 Maio 2013 14:42

                    nuno cratoO anúncio da greve dos professores foi “surpreendente” para o ministro da Educação. Nuno Crato garante que não vai “permitir que os alunos sejam prejudicados” por uma paralisação convocada “sem ter havido um pedido de negociação e sem se estar a meio de algum diálogo”.

                    O ministro da Educação, Nuno Crato, admitiu ter ficado surpreendido com o anúncio de uma greve pelos professores, marcada para 17 de junho, o primeiro dia dos exames nacionais. A concretizar-se essa paralisação, a tutela só terá uma preocupação, garantiu o dirigente: evitar que os alunos “sejam prejudicados”

                    “A única coisa que eu posso dizer é o seguinte: nós esperamos que não haja greve, discutiremos o que for necessário discutir com os sindicatos e com os representantes dos professores, mas não podemos permitir que os nossos alunos sejam prejudicados. Tudo o resto são especulações”, argumentou.

                    “Especulações” que também contribuíram para o estado “surpreendente” do ministro quando teve conhecimento do anúncio da greve: “é uma declaração um pouco estranha, é um anúncio de greve, uma intenção de greve que surge por parte de alguns sindicatos sem ter havido um pedido de negociação, sem ter havido um outro aviso, sem se estar a meio de algum diálogo, portanto isto é um pouco surpreendente”.

                    Até porque esta semana, continuou Nuno Crato, vai ocorrer “uma discussão com sindicatos no âmbito da reforma da Administração Pública”, na qual o Governo vai apresentar uma convição: “tudo faremos para evitar a mobilidade dos professores”.

                    Já os sindicatos devem levar, entre outros temas, o aumento do horário de trabalho na Função Pública para 40 horas semanais. “Os professores, na realidade, trabalham já 40 horas e muitos trabalham muito mais do que as 40 horas, porque os professores não estão só na sala de aula: corrigem testes, preparam aulas, fazem correcção de exames, têm uma actividade muito intensa. Muitos professores têm já mais de 40 horas de trabalho por semana”, salientou o ministro da Educação.

                    Em Macedo de Cavaleiros, onde visitou uma turma do ensino vocacional, Nuno Crato salientou ainda o esforço da tutela para que “não haja professores” na lista de pessoal a dispensar no âmbito da reforma da Função Pública: “é isso que estamos a fazer em relação aos quadros de zona pedagógica, à fluidez do sistema, de forma a que as insuficiências lectivas de um local sejam colmatas com professores que existam noutros locais, não muito longe, e que possam dar essas aulas e continuar a contribuir para o nosso sistema”.

                    Última atualização: Segunda-feira, 20 Maio 2013 14:44
                     

                    Vítor Gaspar “errou demasiado e está desgastado”, afirma Bagão Félix

                    João Miguel Ribeiro   
                    Segunda-feira, 20 Maio 2013 11:43

                    vitor gasparBagão Félix admite que o papel de Vítor Gaspar à frente das Finanças “está esgotado”. O ex-ministro da tutela, em entrevista ao Económico, lembra a “excelente emissão de dúvida” para argumentar que o ministro “errou demasiado e, neste momento, está desgastado”.

                    O papel de Vítor Gaspar no Ministério das Finanças “está esgotado”. Quem assim o considera é Bagão Félix, antigo governante da tutela. Os méritos do ministro não o impedem de viver “fora da realidade concreta” em determinadas ocasiões, acrescentou o conselheiro de Estado, numa entrevista ao Diário Económico: “tenho toda a consideração pelo professor Vítor Gaspar, conheço-o, é um homem bastante íntegro, honesto, trabalhador, competente nas suas matérias, mas às vezes, fora da realidade concreta”.

                    Questionado sobre que papel poderia ainda desempenhar Vítor Gaspar, Bagão Félix respondeu: “acho que está esgotado. Teve esta excelente, em parte, emissão da dívida, foi a um preço muito alto, mas era o preço que tínhamos de pagar para entrar no comboio, mas acho que errou demasiado e, neste momento, está desgastado”.

                    No exterior, Vítor Gaspar tem “uma notoriedade e confiança muito forte desde o ministro das Finanças alemão, até às entidades europeias e os nossos credores principais”, só que “internamente já não é assim”, argumentou ainda o ex-ministro.

                     

                    Para os políticos, eleitores são “estúpidos que não percebem nada”, diz Soares dos Santos

                    João Miguel Ribeiro   
                    Sexta-feira, 17 Maio 2013 17:25

                    soares dos santosSoares dos Santos, patrão da Jerónimo Martins, diz como é que os políticos pensam nos eleitores “do outro lado da televisão” como “uma cambada de estúpidos que não percebem nada”. E deixa o exemplo dos Conselhos de Estado: “não somos informados sobre o que se passa”.

                    O presidente do conselho de administração de uma das maiores exportadoras portuguesas, a Jerónimo Martins, deixou hoje fortes críticas aos políticos e aos partidos. Numa entrevista à Antena 1, Soares dos Santos criticou os primeiros por pensarem nos eleitores como “uma cambada de estúpidos” e os segundos de só “pensar nas eleições”.

                    “Todos” os partidos políticos são iguais numa sitação, afirmou o empresário: “eles só estão a pensar nas eleições”.

                    Quanto aos políticos em si, “pensam que do outro lado da televisão está uma cambada de estúpidos que não percebem nada”, o que só prejudica a própria classe política: “esses estúpidos percebem exactamente que eles estão a mentir, que não estão a ser sérios, e que estão a desacreditar-se a si próprios”.

                    Um exemplo dessa situação ocorre desde o mais alto nível, com o líder da Jerónimo Martins a usar o exemplo da Presidência da República: “quando há um Conselho de Estado, onde se discutem matérias de grande importância para o país, nós não somos informados sobre o que se passa”.

                    Com este distanciamento cada vez maior entre eleitores e eleitos começa a formar-se uma nova sociedade que, diz Soares dos Santos, “não sei se é melhor ou pior”.

                     


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