Tecnologia & Ciência



Conheça a rede social que explora os defeitos do Facebook

António Henriques   
Domingo, 28 Setembro 2014 19:23

elllo rede socialHá uma rede social que se apresenta como ‘anti-Facebook’. Chama-se “Ello” e promete explorar os defeitos da rede de Zuckerberg, através das políticas de privacidade e estratégias de publicidade. Quer tornar-se membro? Precisa de um convite...

Foi criada no ano passado, mas só agora ganhou destaque, ao tornar-se viral na Internet, sobretudo na última semana, em que registou uma procura assinalável.

A Ello, a rede social anti-Facebook, funciona de forma diferente, com políticas de privacidade e de publicidade que protegem o utilizador.

Destaca-se, desde logo, pelo modo de acesso: só através de um convite é possível tornar-se membro.

Mas a procura é tão grande que há quem venda no Ebay convites para esta rede anti-Facebook, por valores inusitados.

Há dezenas de milhares de pedidos para entrar na rede social, que ‘explodiu’ na passada semana e está a conquistar cada vez mais utilizadores.

Clique neste link e conheça a rede social que ainda está longe de importunar o Facebook, mas que promete lançar uma reflexão sobre estes espaços.

“A Ello não vende publicidade, nem cede informações sobre os seus usuários a terceiros. Uma rede social não deve ser uma ferramenta para enganar, coagir, manipular, mas um lugar para ligar pessoas e celebrar a vida. Você não é um produto”, pode ler-se, na apresentação da rede social que aponta estes defeitos ao Facebook.

“Simples, bonita e sem publicidade”, realçam ainda, no endereço de acesso à Ello, criada por programadores que acusam Zuckerberg de um comportamento antiético".

Última atualização: Domingo, 28 Setembro 2014 19:45
 

Unfappening: Artistas cobrem fotos nuas roubadas a celebridades

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 25 Setembro 2014 17:23

unfappening

Está em marcha um projeto para responder ao Fappening, a divulgação de fotos íntimas roubadas a celebridades. Um site está a recolher os projetos de artistas que trabalham sobre as imagens polémicas, tapado a nudez de forma criativa e até divertida.

A internet dá, a internet tira. Depois do Fappening, que colocou a circular várias dezenas de fotos de celebridades nuas ou em situações íntimas, surge o Unfappening: que, como o nome indica, é o contrário.

No site theunfappening.com vem a explicação sucinta do objetivo: “O Fappening aconteceu. Não podemos alterar isso. Mas podemos cobrir. É o mínimo que podemos fazer”.

A ideia é que as pessoas com criatividade e jeito para as artes peguem nas fotos polémicas e tapem a nudez, devolvendo alguma dignidade às vítimas do ataque às contas iCloud.

A participação é livre, pois cada pessoa pode ‘brincar’ sobre uma das imagens e enviar o resultado final para o site.

Apesar de ainda exibir pouca arte final (não chega ainda a 30 trabalhos), a iniciativa está a ter sucesso nas redes sociais: só no Facebook já foi partilhada por mais de 66 mil utilizadores.

A atriz Jennifer Lawrence foi a vítima mais mediática do Fappening, mas o fenómeno apanhou várias celebridades, como a modelo Kate Uptone, a socialite Kim Kardashian, a cantora Ariana Grande e a desportista Hope Solo.

A Apple, responsável pelo serviço Find My iPhone, atribuiu a culpa às próprias vítimas, argumentando que as senhas das contas tinham pouca força.

De acordo com a revista Wired, a empresa já corrigiu a alegada falha de segurança que permitiu aos hackers aceder às contas das celebridades.

Última atualização: Quinta-feira, 25 Setembro 2014 17:26
 

Eis o Equinócio de Outono: Google doodle assinala o início da estação

António Henriques   
Terça-feira, 23 Setembro 2014 09:44

equinocio outono google

Às 3h29 em Portugal Continental, deu-se o Equinócio de Outono, efeméride assinalada com um google doodle, nesta terça-feira, no início da estação. O outono aparece disfarçado de inverno, com chuvas, e sucede a um verão primaveril. Saiba o que é o Equinócio de Outono, que marca o adeus à primavera.

Começou o outono, depois do equinócio que se deu às 3h29 desta terça-feira. São 89 dias da nova estação, num calendário meteorológico que em 2014 tem pouco de rigoroso. Com efeito, a um verão primaveril sucede um outono disfarçado de inverno, com chuvas e queda de temperaturas.

Até ao dia 21 de dezembro, data do Solstício de Inverno, será outono, não obstante os registos de temperaturas do verão que termina nos obrigarem a ter uma única certeza: a grande imagem de marca do outono – a queda das folhas das árvores – não depende de devaneios da meteorologia.

O Equinócio de Outono é assinalado com um google doodle, nesta terça-feira, que representa a entrada da estação.

Árvores de folha seca despem-se, formando nos seus galhos a palavra “Google”. É a arte da Google ao serviço da ciência e da recriação.

Os equinócios ocorrem nos meses de setembro e de março e definem mudanças de estação. Em setembro, dá-se o Equinócio de Outono, que marca o começo do outono no hemisfério norte e a primavera no hemisfério sul.

Em março, ocorre o inverso: o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul.

Em causa está o alinhamento da Terra em relação ao Sol. E o começo do outono difere todos os anos porque o Planeta Azul não é um círculo perfeito, o que impede um movimento de rotação sempre igual.

Todos esses fatores levam a ajustamentos no eixo de rotação do planeta, que se reflete na hora de início de todas as estações. Com o outono, os dias vão passar gradualmente a ser mais curtos, fenómeno que terminará com o Equinócio da Primavera.

A palavra “equinócio” provém do Latim, juntando as palavras “aequus”, que quer dizer “igual”, e “nox”, que significa “noite”. Pode traduzir-se como “noites iguais”, numa alusão ao facto de o dia e a noite durarem exatamente o mesmo período de tempo.

Na astronomia, este fenómeno resume-se ao instante em que o Sol, na sua órbita aparente (vista da Terra), atravessa a linha do equador terrestre.

No primeiro dia de outono, e de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o céu estará muito nublado, o vento vai soprar fraco, sendo que podem ocorrer aguaceiros fortes e até trovoadas.

Ontem, em Lisboa, na despedida da estação, as chuvas fortes inundaram algumas artérias (veja alguns vídeos), com os bombeiros a serem chamados a inúmeras ocorrências. Ninguém diria que estávamos no verão...

Última atualização: Terça-feira, 23 Setembro 2014 13:36
 

Facebook volta a mexer no ‘feed’ com algoritmo que agiliza os temas

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 19 Setembro 2014 15:48

facebook likeO Facebook quer posts mais atuais e vai voltar a mexer no ‘feed’ de notícias. Um novo algoritmo vai fazer com que a rede social dê maior destaque aos assuntos com maior relevância no momento e vá ‘escondendo’ os artigos ‘de ontem’.

O Facebook pretende que o ‘feed’ de notícias seja mais ágil a interpretar os temas do momento, como um concerto ou um jogo de futebol que os utilizadores estejam a comentar. Para evitar esses posts ‘de ontem’ continuem a aparecer já depois do assunto perder atualidade, a rede social vai dispor de um novo algoritmo.

De acordo com a explicação avançada pela empresa, esse novo algoritmo vai conseguir ‘interpretar’ os assuntos que os utilizadores estejam a comentar no momento (como um concerto, uma série na televisão ou um jogo de futebol), de forma a dar-lhes maior destaque nos ‘feeds’ de notícias.

Para além de tornar o ‘feed’ mais atual, o algoritmo vai também permitir uma gestão mais ágil, uma vez que vai ‘escondendo’ os artigos mais antigos.

Esta é, pelo menos, a teoria subjacente às mudanças que se avizinham. Com estas alterações, o Facebook acredita que os murais dos utilizadores estarão mais dinâmicos, uma vez que os comentários ao tema do momento ganham maior relevância.

O mesmo algoritmo vai também medir o ‘acompanhamento’ que os utilizadores fazem a um post. Quanto mais tempo passar sem uma partilha ou até um like, mais influência esse artigo vai perdendo.

O Facebook acredita que estas mudanças vão permitir “desenterrar” as publicações que, independentemente da altura em que tinham sido feitas, mantenham interesse e um mínimo de atualidade, prevalecendo sobre assuntos mais momentâneos e que não estejam a receber a mesma atenção por parte dos outros utilizadores.

Na mesma nota, a empresa não promete manter o alcance das publicações, embora diga acreditar que não vai haver alterações.

Última atualização: Sexta-feira, 19 Setembro 2014 15:52
 

Descoberta na vagina uma bactéria que produz um antibiótico eficaz

António Henriques   
Quarta, 17 Setembro 2014 10:33

bacterias 3

Cientistas descobriram uma bactéria, na vagina, que tem o poder de produzir um antibiótico altamente eficaz. A substância chama-se ‘lactocilina’ e é a poderá estar na origem da criação de uma nova geração de fármacos. A investigação foi realizada na Universidade da Califórnia (EUA).

Era conhecida a capacidade de o organismo humano produzir bactérias que lhe são benéficas. Aliás, há uma extensa lista de micro-organismos que acarretam efeitos positivos para o corpo humanos.

No entanto, descobre-se agora que algumas dessas bactérias poderão chegar ainda mais longe, ao produzir substâncias que se assemelham a medicamentos.

Esta realidade foi confirmada após a descoberta de uma bactéria residente na vagina. Uma análise à mesma permitiu perceber que essa bactéria tem a capacidade de produzir um antibiótico altamente eficaz.

Chama-se ‘lactocilina’ e é a primeira substância que poderá estar na origem da criação de uma nova geração de fármacos.

Segundo uma investigação de cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), liderada por Michael Fischbach, foi possível criar uma espécie de algoritmo, com a capacidade de localizar os genes que têm o poder de atuar como medicamentos.

Graças a um programa de computador, partiram à procura de genes, numa base de dados. E encontraram centenas de genes com o poder de fabricar medicamentos, num processo que ocorre no corpo humano, dentro de micróbios vivos.

Esses medicamentos assemelham-se a outras testadas em laboratório, como por exemplo os tiopeptídeos, uma classe de antibióticos

“Habituamo-nos a achar que os medicamentos são descobertos pelas empresas da indústria farmacêutica e que, posteriormente, são prescritas pelos médico. Depois, elas chegam ao paciente. No entanto, descobrimos agora que as bactérias que vivem sobre e dentro dos seres humanos estão a alterar este processo, uma vez que elas são capazes de, por si só, produzir medicamentos, dentro do corpo humano”, resume Michael Fischbach.

Neste estudo, o investigador e a sua equipa comprovaram esta tese, ao descobrir um antibiótico criado a partir de uma bactéria que vive na vagina humana. Trata-se de um tiopeptídeo, capaz de destruir todas as bactérias – mesmo as ‘staphylococcus aureus’, que são responsáveis por infeções na pele.

A descoberta deixou os cientistas com grande esperança, já que o organismo humano poderá ser a fonte de novos e mais eficazes medicamentos.

Para que esta história da ciência termine da melhor forma, resta aos investigadores comprovar que as bactérias vaginais humanas são capazes de produzir antibióticos dentro do organismo da mulher.

Para já, apenas se sabe que podem ser criados num ambiente laboratorial.

 


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