Tecnologia & Ciência



Descoberta na vagina uma bactéria que produz um antibiótico eficaz

António Henriques   
Quarta, 17 Setembro 2014 10:33

bacterias 3

Cientistas descobriram uma bactéria, na vagina, que tem o poder de produzir um antibiótico altamente eficaz. A substância chama-se ‘lactocilina’ e é a poderá estar na origem da criação de uma nova geração de fármacos. A investigação foi realizada na Universidade da Califórnia (EUA).

Era conhecida a capacidade de o organismo humano produzir bactérias que lhe são benéficas. Aliás, há uma extensa lista de micro-organismos que acarretam efeitos positivos para o corpo humanos.

No entanto, descobre-se agora que algumas dessas bactérias poderão chegar ainda mais longe, ao produzir substâncias que se assemelham a medicamentos.

Esta realidade foi confirmada após a descoberta de uma bactéria residente na vagina. Uma análise à mesma permitiu perceber que essa bactéria tem a capacidade de produzir um antibiótico altamente eficaz.

Chama-se ‘lactocilina’ e é a primeira substância que poderá estar na origem da criação de uma nova geração de fármacos.

Segundo uma investigação de cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), liderada por Michael Fischbach, foi possível criar uma espécie de algoritmo, com a capacidade de localizar os genes que têm o poder de atuar como medicamentos.

Graças a um programa de computador, partiram à procura de genes, numa base de dados. E encontraram centenas de genes com o poder de fabricar medicamentos, num processo que ocorre no corpo humano, dentro de micróbios vivos.

Esses medicamentos assemelham-se a outras testadas em laboratório, como por exemplo os tiopeptídeos, uma classe de antibióticos

“Habituamo-nos a achar que os medicamentos são descobertos pelas empresas da indústria farmacêutica e que, posteriormente, são prescritas pelos médico. Depois, elas chegam ao paciente. No entanto, descobrimos agora que as bactérias que vivem sobre e dentro dos seres humanos estão a alterar este processo, uma vez que elas são capazes de, por si só, produzir medicamentos, dentro do corpo humano”, resume Michael Fischbach.

Neste estudo, o investigador e a sua equipa comprovaram esta tese, ao descobrir um antibiótico criado a partir de uma bactéria que vive na vagina humana. Trata-se de um tiopeptídeo, capaz de destruir todas as bactérias – mesmo as ‘staphylococcus aureus’, que são responsáveis por infeções na pele.

A descoberta deixou os cientistas com grande esperança, já que o organismo humano poderá ser a fonte de novos e mais eficazes medicamentos.

Para que esta história da ciência termine da melhor forma, resta aos investigadores comprovar que as bactérias vaginais humanas são capazes de produzir antibióticos dentro do organismo da mulher.

Para já, apenas se sabe que podem ser criados num ambiente laboratorial.

 

Descoberto monumento em Israel mais antigo do que as pirâmides do Egito

António Henriques   
Terça-feira, 16 Setembro 2014 14:04

monumento lunar israelFoi descoberto em Israel um monumento que tem perto de cinco mil anos. Está localizado perto do Mar da Galileia e tem grandes dimensões: 14 mil metros quadrados e 150 metros de comprimento. Tem a forma de uma lua crescente e localiza-se perto da fronteira entre Israel e Cisjordânia.

Um monumento de grandes dimensões (cerca de 150 metros de comprimento, 20 de largura e sete metros de altura) foi descoberto em Israel, perto de uma estrada.

Segundo algumas investigações em objetos de cerâmica que foram detetados no local, o monumento foi construído entre 3050 aC e 2650 aC. Tem a forma de uma lua crescente e localiza-se perto da fronteira entre Israel e Cisjordânia.

Este formato terá um significado simbólico, já que o local é conhecido pelo nome de Bet Yerah, que quer dizer “Casa do Deus da Lua”, numa provável referência ao deus Lunar Sin, da Babilónia.

Já se sabia que a região de Bet Yerah era rica em monumentos megalíticos. Outras grandes construções tinham sido encontradas, como um memorial de pedra de 60 mil toneladas, submerso no Mar da Galileia.

Também na mesma região, arqueólogos tinham ‘desenterrado’ outra estrutura de pedra. Resta saber se existe algum tipo de ligação entre estas obras.

Ido Wachtel, um arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém divulgou mais pormenores sobre este monumento, mais antigo do que as pirâmides do Egito ou do que o Stonehenge.

“O local constituía um ponto de referência. E servia para uma população local, rural ou pastoril reivindicar autoridade e direitos sobre os recursos naturais”, referiu Ido Wachtel, durante um congresso de arqueologia no Oriente Médio.

Última atualização: Terça-feira, 16 Setembro 2014 14:26
 

Odisseia conta segredos dos gigantes da engenharia

António Henriques   
Quarta, 10 Setembro 2014 15:13

boeing 747

Em ‘Gigantes da Engenharia’, uma série de três documentários para ver às quartas-feiras, de 10 a 24 de setembro, às 22h30, o canal Odisseia revela o interior de algumas das maiores obras de engenharia do mundo, dando a conhecer as surpreendentes chaves do seu funcionamento. Um Boeing 747, uma plataforma de extração de gás do Mar do Norte e um ferry de 25 mil toneladas serão vistos à lupa.

Hoje, a partir das 22h30, arranca um programa no canal Odisseia que explica como funcionam algumas das maiores máquinas do planeta.

No primeiro episódio, será possível perceber o que se esconde num Boeing 747 da British Airways.

Depois de quase 60 milhões de quilómetros, o Jumbo tem de ir para revisão e será totalmente desmontado num hangar que a companhia possui em Cardiff.

Dezenas de milhares de peças têm de ser cuidadosamente revistas para se conseguir o certificado que garanta que o avião está em condições para voltar a voar.

A 17 de setembro, ficaremos a saber como se retira uma plataforma de extração de gás do Mar do Norte para o seu desmantelamento definitivo.

À medida que vai sendo desmontada, contam-se os segredos desta peça-chave do abastecimento de energia e os laços emocionais que esta maravilha da engenharia forjou nos homens e nas mulheres que aqui viveram.

Esta série, inserida no espaço ‘Odisseia da Ciência’, encerra a 24 de setembro, às 22h30.

É dado a conhecer o Pride de Brujas, um ferry de 25 mil toneladas que garantiu a rota entre Hull e Zeebrugge no último quarto de século.

Agora, chegou ao dique seco de Newcastle para uma reforma integral que lhe permitirá alargar a sua navegabilidade por mais uma década.

Enquanto o desmontam, veremos como funciona um barco e como se reciclam as suas peças maiores.

Pela mão de Tom Wrigglesworth e de Rob Bell, o Odisseia desvenda a realidade tecnológica de algumas das maiores máquinas do planeta.

 

Vídeo: Com o iPhone 6, a Apple perdeu o... ‘common sense’ que apregoava

António Henriques   
Quarta, 10 Setembro 2014 09:27

apple iphone 4 5 6

Foi levantado o véu sobre os novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus, da Apple, que propõe um smartphone mais parecido com o da eterna concorrente Samsung. O novo iPhone é maior. E aqui o tamanho interessa, porque a dimensão do aparelho era uma espécie de imagem de marca e... uma questão de senso comum.

A Apple apresenta as novas versões do seu célebre aparelho: o iPhone 6 e o iPhone 6 Plus, que cresceram, relativamente aos seus antecessores.

E o tamanho não é um pormenor, porque a marca da maçã apregoava aos sete ventos que o senso comum lhe dizia que a dimensão do seu smartphone não era fruto do acaso: a anatomia humana assim o determinava.

Esse era o ponto mais visível de todos aqueles que distinguiam o iPhone do principal concorrente, da Samsung. Mas a Apple foi obrigada a render-se às evidências e colocou no baú o seu anúncio de 2012.

Nesse anúncio, a Apple lançava uma crítica velada à concorrente – que cavalgava no mercado, com smartphones maiores, os célebres Galaxy S que ‘fazem sombra’ aos iPhone.

Agora, a Apple percebeu que dispositivos pequenos deixaram de ser atrativos, porque o telemóvel deixou de ser, há algum tempo, um aparelho para fazer apenas chamadas. E por isso o seu iPhone cresceu...

E já se questionou qual é o principal uso que dá ao seu smartphone? A maioria das pessoas utiliza-o para escrever.

Veja o anúncio da Apple, de 2012, que a própria Apple põe em causa, com o iPhone 6 e o iPhone 6 Plus:

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Última atualização: Quarta, 10 Setembro 2014 09:33
 

Tribunal proíbe Uber na Alemanha e subscrições da app disparam 590 por cento

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 03 Setembro 2014 15:09

taxis lisboa

O Tribunal de Frankfurt proibiu o uso da aplicação Uber em toda a Alemanha, por concorrência desleal para os táxis. A decisão levou a uma escalada das subscrições da app, com uma subida de 590 por cento.

Usar o smartphone para alugar um carro com motorista não registado como taxista é concorrência desleal para os táxis. A decisão é de um juiz de Frankfurt, que decretou a proibição da aplicação Uber em toda a Alemanha. Só que o tiro saiu pela culatra e a app registou um brutal aumento de 590 por cento nas subscrições.

De acordo com o porta-voz da empresa na Alemanha, o mediatismo da sentença judicial levou a que a Uber seja procurada até em cidades onde o serviço ainda não existe. A Uber permite, através de um smartphone, alugar uma viatura com condutor ou partilhar boleia com um utilizador registado.

“Em 24 horas, vimos o maior aumento do ano em subscrições da Uber na Alemanha e isto surge já depois de estarmos a quintuplicar o nosso crescimento desde o início de 2014. Temos assistido também a um aumento da procura em zonas rurais, uma vez que as pessoas pretendem uma solução mais segura e conveniente para viajarem no país e em áreas onde os transportes públicos não estão facilmente acessíveis”, afirmou o porta-voz da empresa, Fabien Nestmann.

Prometendo recorrer da decisão do Tribunal de Frankfurt, Nestmann destacou as vantagens da aplicação: “nós acreditamos que a escolha é uma coisa bonita. Os consumidores ganham, as cidades ganham, as pessoas ganham. Só que parece que existem pessoas que estão a tentar limitar a escolha dos consumidores pelas razões erradas”.

A crítica tinha por destinatário os taxistas de Frankfurt, que meteram um processo em tribunal para proibir o uso da Uber, uma aplicação presente em mais de 200 cidades em 45 países.

O juiz deu-lhes razão e foi ainda mais longe: a Uber passa a estar proibida em todo o território alemão, para evitar que haja concorrência desleal ao serviço de táxi.

A aplicação já estava proibida noutras cidades alemãs, nomeadamente em Berlim e Hamburgo. Com o acumular de processos movidos pela associação de taxistas Taxi Deutschland, o juiz do tribunal de Frankfurt simplificou a restrição ao estendê-la a todo o país, validando a acusação de que a Uber fornece um serviço de transporte irregular e sem autorização.

Por cada utilizador que seja detetado a usar o serviço a empresa vai pagar uma multa de 250 mil euros.

De fora da proibição fica a opção ‘UserBlack’, uma vez que tem caraterísticas específicas: são alugadas limousines com condutores certificados. Esta é a única opção da Uber em Lisboa, a única cidade portuguesa onde o serviço está disponível.

A associação de taxistas congratulou-se com a sentença, lembrando (em comunicado) que o transporte de clientes “não se pode fazer sem autorização dos poderes públicos e sem acreditação dos condutores”.

Para além da Alemanha, a Uber está proibida na Bélgica e em cidades como Londres e Paris.

Última atualização: Quarta, 03 Setembro 2014 15:12
 


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