Tecnologia & Ciência



Estarão os Smartphones de gama alta com os dias contados?

Sérgio Meireles   
Sábado, 25 Outubro 2014 16:40

samsung galaxyRecentemente, o CEO da Motorola (Rick Osterloh) afirmou que os smartphones entre os 500 e os 700 euros estariam com os dias contados.

Para Rick Osterloh, as pessoas começam a compreender que nem sempre o mais caro é o melhor. Outro argumento utilizado é que o aparelho não tem de ser o mais caro para satisfazer as necessidades do utilizador.

A Samsung anunciou, recentemente, que estima uma quebra de 60 por cento nos lucros operacionais do terceiro trimestre. Estes dados são referentes à divisão de dispositivos móveis da marca. Como é público, os aparelhos mais vendidos da marca coreana são os de gama alta (série Galaxy S e Note).

No mesmo sentido vão os dados da chinesa Xiaomi. A Xiaomi é uma marca conhecida por comercializar smartphones e tablets com um hardware de topo a um preço acessível.

A Xiaomi é líder na China e já ultrapassou a Samsung em volume de vendas. Os números não enganam: são 15 milhões de smartphones no segundo trimestre, contra 13 milhões da Samsung.

Do lado da Microsoft, e no que à linha de smartphones Lumia diz respeito, os números vão no mesmo sentido. O topo de gama da marca, o Lumia 930, custa cerca de 490 euros.

Por cá, e com dados recentes, vemos marcas como a Wiko, BQ e Alcatel a crescer exponencialmente. A Wiko, aliás, já é segunda no mercado nacional, ficando atrás apenas da Samsung. A Wiko comercializa smartphone com um bom hardware a preços médios de 200 euros.

A única marca que parece não sair beliscada nestes números é a Apple, que continua a crescer a cada vez que lança um novo iPhone. Aqui podemos ver as coisas de outra maneira, uma vez que a Apple é uma marca voltada para as classes média/alta, nas quais o preço parece não ser um problema.

Estes dados são muitos, chegam de todos os lados do globo e vão no mesmo sentido. Os smartphones mais caros começam a perder mercado a larga escala! Estará o CEO da Motorola com uma visão correta sobre o futuro dos dispositivos móveis? Só o tempo o dirá…

 

A Rainha do Twitter é Isabel II

João Miguel Ribeiro   
Sexta-feira, 24 Outubro 2014 15:06

rainha do twitterQuase 60 depois da primeira mensagem na televisão e 40 anos após ter mandado o primeiro email, Isabel II postou no Twitter. A Rainha britânica usou a conta @BritishMonarchy, às 11h35, para convidar os súbditos a visitar uma exposição de cariz científico.

Em 1957, Isabel II apareceu pela primeira vez na televisão, lendo uma mensagem de Natal. Em 1976, enviou o primeiro email, durante a visita a uma base militar. Hoje, 24 de outubro de 2014, a Rainha postou no Twitter.

Utilizando a conta do Palácio de Buckingham, @BritishMonarchy, a chefe de Estado do Reino Unido estreou-se a usar o serviço de mensagens curtas quando eram 11h35.

“É um prazer abrir a exposição sobre a Idade da Informação hoje no @Science Museum e espero que gostem de visitá-la. Elizabeth R.”, escreveu a Rainha, de 88 anos.

A mensagem não precisou de uma hora para ultrapassar o marco de 4000 partilhas.

Isabel II utilizou o Twitter na abertura de uma exposição permanente (sobre tecnologia) do Museu de Ciência, em Londres.

Na inauguração estava presentes cerca de 600 convidados, que testemunharam sua majestade a escrever o primeiro post.

A conta @BritishMonarchy é seguida por mais de 724 mil pessoas.

 

Ataques aos smartphones, para roubo de dados bancários, continuam a crescer

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 22 Outubro 2014 17:20

telemoveis

Um estudo da Interpol e da Kaspersky confirmou uma tendência preocupante: os piratas informáticos estão a ‘especializar-se’ nos ataque aos smartphones. O principal objetivo é o roubo de dados bancários. Num ano, o número de vítimas multiplicou-se por seis.

Os ataques a smartphones para roubar dados (em especial bancários) estão a crescer de forma exponencial. As conclusões foram apresentadas pela Interpol e pela empresa de segurança informática Kaspersky.

O estudo conjunto das duas entidades comprovou que os piratas informáticos estão cada vez mais focados nos smartphones, em especial para obterem as informações bancárias que lhes permitam roubar dinheiro às vítimas.

No caso dos telemóveis com o sistema operativo Android, o número de vítimas multiplicou-se por seis entre agosto de 2013 e julho de 2014.

Neste período foram identificados de 588 mil ataques do que nos 12 meses anteriores, segundo a Interpol e a Kaspersky.

O documento mostra que o alvo de mais de 60 por cento dos ataques direcionados a aparelhos com o sistema Android eram os dados bancários.

Não é à toa que este é o sistema operativo mais visado: é o líder de mercado, com uma quota de 85 por cento.

“É fácil perceber porque é que os cibercriminosos criam tantas aplicações maliciosas que atacam os aparelhos Android. São os smartphones cada vez mais usados para fazer compras e gerir serviços online”, reforçou um dos autores do estudo, citado pela Lusa.

“As aplicações podem ser instaladas através do Google Play ou de aplicações terceiras como a Amazon App. Estas aplicações representam uma ameaça à segurança dos utilizadores que autorizam a sua instalação porque provém de fontes não confirmadas. Podem também levar à instalação no aparelho de aplicações maliciosas sem o conhecimento do utilizador”, referem ainda os peritos.

A maior parte dos utilizadores dos aparelhos visados pelos piratas encontram-se na Rússia, Ucrânia, Espanha, Reino Unido, Vietname, Malásia, Alemanha, Índia e França.

Ao todo, foram registados 3,5 milhões de ataques em 12 meses, com o número de ataques mensais a multiplicarem-se por dez entre agosto de 2013 e março de 2014.

Os ataques mais frequentes são feitos através das aplicações ‘Trojan-Banker’e ‘Trojan-SMS’, cavalos de tróia que permitem aos hackers aceder aos dados bancários.

“Uma contaminação bem sucedida com o ‘Trojan-Banker’ permite aceder a todo o dinheiro das vítimas, enquanto o ‘Trojan-SMS’ terá que infetar dezenas, senão centenas de aparelhos, para conseguir um benefício que valha a pena”, complementou um analista da Kaspersky, Roman Unuchek. 

 

Já comeu o seu café?

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 22 Outubro 2014 14:31

comer cafeNão é gralha: é mesmo “comeu”. Três estudantes universitários criaram a ‘coffee bar’, um expresso convertido numa barra energética.

Um projeto que procura financiamento colectivo quer pôr as pessoas a comer café. Não é a beber café, é mesmo ‘a comer’ café.

Josh Belinsky, Johnny Fayad e Ali Kothari, três estudantes universitários, pretendem angariar entre 25 mil a 175 mil dólares para darem início à produção industrial da ‘coffee bar’, uma barra energética à base de cereais e de café.

É, afiançam os jovens, o mesmo que comer uma chávena de café expresso com o sabor ‘Mocha Latte’. Se a meta intermédia (75 mil dólares) for alcançada, a ‘coffee bar’ será comercializada com mais sabores.

A barra, útil para quem anda sempre a correr e se esquece de tomar o café de manhã (como os estudantes universitários…), tem apenas 240 calorias.

Composta por castanha de caju, manteiga de amêndoas, gotas de chocolate, canela, aveia sem glúten, sementes de chia, passas e café, não tem qualquer ingrediente de origem animal, pelo que também pode despertar os vegetarianos.

Comer este café implica consumir 102 miligramas de cafeína, a mesma quantidade de um expresso.

 

O canguru caminhava como o Homem em vez de pular

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 16 Outubro 2014 19:37

sthenurinae

No tempo dos neandertais, o canguru era bípede. O ‘sthenurinae’, cujo tamanho era o triplo do canguru ‘moderno’, usava as patas dianteiras para catar alimentos de árvores e arbustos. “A ideia de um tipo diferente de locomoção nunca havia sido imaginada”, admitem os paleontólogos.

Nos tempos em que os neandertais andavam pela Europa, caçando os mamutes, na Austrália havia uma espécie de canguru bastante diferente da ‘moderna’. Tão diferente que, tal como o Homem, era bípede.

De acordo com o resumo de estudo publicado na Plos One, os ‘sthenurinae’, que desapareceram há cerca de 30 mil anos, usavam apenas as patas traseiras para se locomoverem.

As da frente estavam ocupadas a arrancar alimentos das árvores e dos arbustos, concluíram os paleontólogos.

“Já sabíamos que os ‘sthenurinae’ eram diferentes em termos de dieta, mas a ideia de que também usavam um tipo diferente de locomoção nunca havia sido imaginada”, admitiu a investigadora que coordenou a pesquisa, Christine Janis, da Universidade de Brown (EUA).

Foi esta paleontóloga quem pensou pela primeira vez, há cerca de uma década, que as diferenças entre “estas criaturas estranhas” e os cangurus da atualidade deviam ser justificadas pela locomoção.

O ‘moderno’ canguru, quando está a pastar, salta para cobrir grandes distâncias ou, nas curta, apoia-se na cauda como uma quinta pata. Mas os fósseis do ‘sthenurinae’ deixavam antever que não teria a mesma facilidade para saltar, até porque podiam atingir com facilidade os 240 quilos de peso e quase dois metros de altura.

O tamanho de ‘sthenurinae’ era o triplo do moderno e, para complicar ainda mais, o focinho era mais curto e nas patas de trás só tinha um ‘dedo’, enquanto os cangurus de agora possuem quatro.

Os grandes ossos do quadril pareciam estar ‘modelados’ para aguentar uma postura ereta, com os grandes músculos do glúteo a permitirem uma distribuição pontual do peso em apenas uma das patas traseiras.

“Eles tinham uma anatomia consistente com a hipótese da locomoção bípede”, frisou a investigadora.

Christine Janis tem uma teoria: à medida que o ‘sthenurinae’ foi crescendo, teve de percorrer distâncias cada vez maiores à procura de alimento e só o poderia fazer se caminhasse como um bípede.

“Os maiores atingiam tamanhos que desafiam a hipótese de que pudessem saltar”, insistiu a paleontóloga.

 


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