Tecnologia & Ciência



O canguru caminhava como o Homem em vez de pular

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 16 Outubro 2014 19:37

sthenurinae

No tempo dos neandertais, o canguru era bípede. O ‘sthenurinae’, cujo tamanho era o triplo do canguru ‘moderno’, usava as patas dianteiras para catar alimentos de árvores e arbustos. “A ideia de um tipo diferente de locomoção nunca havia sido imaginada”, admitem os paleontólogos.

Nos tempos em que os neandertais andavam pela Europa, caçando os mamutes, na Austrália havia uma espécie de canguru bastante diferente da ‘moderna’. Tão diferente que, tal como o Homem, era bípede.

De acordo com o resumo de estudo publicado na Plos One, os ‘sthenurinae’, que desapareceram há cerca de 30 mil anos, usavam apenas as patas traseiras para se locomoverem.

As da frente estavam ocupadas a arrancar alimentos das árvores e dos arbustos, concluíram os paleontólogos.

“Já sabíamos que os ‘sthenurinae’ eram diferentes em termos de dieta, mas a ideia de que também usavam um tipo diferente de locomoção nunca havia sido imaginada”, admitiu a investigadora que coordenou a pesquisa, Christine Janis, da Universidade de Brown (EUA).

Foi esta paleontóloga quem pensou pela primeira vez, há cerca de uma década, que as diferenças entre “estas criaturas estranhas” e os cangurus da atualidade deviam ser justificadas pela locomoção.

O ‘moderno’ canguru, quando está a pastar, salta para cobrir grandes distâncias ou, nas curta, apoia-se na cauda como uma quinta pata. Mas os fósseis do ‘sthenurinae’ deixavam antever que não teria a mesma facilidade para saltar, até porque podiam atingir com facilidade os 240 quilos de peso e quase dois metros de altura.

O tamanho de ‘sthenurinae’ era o triplo do moderno e, para complicar ainda mais, o focinho era mais curto e nas patas de trás só tinha um ‘dedo’, enquanto os cangurus de agora possuem quatro.

Os grandes ossos do quadril pareciam estar ‘modelados’ para aguentar uma postura ereta, com os grandes músculos do glúteo a permitirem uma distribuição pontual do peso em apenas uma das patas traseiras.

“Eles tinham uma anatomia consistente com a hipótese da locomoção bípede”, frisou a investigadora.

Christine Janis tem uma teoria: à medida que o ‘sthenurinae’ foi crescendo, teve de percorrer distâncias cada vez maiores à procura de alimento e só o poderia fazer se caminhasse como um bípede.

“Os maiores atingiam tamanhos que desafiam a hipótese de que pudessem saltar”, insistiu a paleontóloga.

 

O antecipado Lumia 1525 é apenas um rumor da internet

João Miguel Ribeiro   
Quinta-feira, 16 Outubro 2014 16:28

lumia1520

A Nokia não vai lançar o Lumia 1525, pelo menos para já. A revelação em primeira mão do EvLeaks era falsa, alegadamente devido a uma ‘guerra’ entre este utilizador do Twitter e o fórum TK Tech News. Mas, em silêncio, a Microsoft continua a preparar o próximo tablet.

Há cerca de três meses que os fãs da Nokia roem as unhas à espera do Lumia 1525. Afinal, seria a segunda aventura da empresa nórdica (entretanto comprada pela Microsoft) no segmento dos tablets, depois do Lumia 1520.

Só que, afinal, não há nenhum Lumia 1525 prestes a chegar ao mercado. Os detalhes e as especificações do tão aguardado aparelho terão sido inventadas por EvLeaks.

Este utilizador do Twitter tornou-se famoso por antecipar vários dos modelos que chegaram ao mercado, revelando em primeira mão as características de vários smartphones ainda antes das próprias marcas as anunciarem.

Segundo o site Tudo Celular, EvLeaks terá jogado em antecipação ao fórum TK Tech News, numa ‘guerra’ quase pessoal pelo prestígio de ser o primeiro a anunciar as novidades.

Certo é que a Microsoft não desistiu do mercado dos tablets, embora esteja a focar a atenção nos smartphones com melhores índices de venda. O gigante norte-americano continua a tentar ganhar quota ao nível dos sistemas operativos para telemóveis, nomeadamente com o Windows Phone 8.1.

Assim, enquanto o EvLeaks anuncia o tablet Lumia 1525, a Microsoft lança em vários países, como Portugal, os smartphones da Lumia, nomeadamente os novos modelos 830 e 735.

As novidades, que já incluem a atualização Lumia Denim, chegam com preços (livre de operado) de 400 euros (830) e 250 euros (Lumia 735).

O Lumia 830, produzido em alumínio e policarbonato, traz uma câmara digital de 10 MP com lentes Carl Zeiss, destacando-se ainda a possibilidade de ser carregado sem fios.

O 735 apresenta-se como o mais acessível smartphone da gama Lumia, embora capaz de navegar na internet em redes 4G.

Última atualização: Quinta-feira, 16 Outubro 2014 16:33
 

‘Glassicos’ anónimos: Quando o Google Glass é um vício

João Miguel Ribeiro   
Quarta, 15 Outubro 2014 16:50

google glass

Já há um caso oficial de dependência do... Google Glass. Um militar foi internado por apresentar sintomas de alcoolismo e os médicos aperceberam-se de que sofria também da abstinência do aparelho desenvolvido pelo gigante da informática.

Um paciente foi reconhecido, numa revista médica dos EUA, como a primeira vítima de uma nova dependência: o vício do Google Glass, os óculos inteligentes desenvolvidos pelo gigante da informática.

O caso surgiu no âmbito do debate sobre a validação científica da dependência da internet (IAD, na sigla norte-americana), que no ano passado não foi admitida no manual de diagnóstico para os psiquiatras dos EUA.

Enquanto a IAD não é reconhecida pela generalidade dos especialistas, Andrew Doan publicou um artigo a explicar como diagnosticou e tratou o primeiro caso de dependência do Google Glass.

A situação começou quando um militar de 31 anos foi internado na clínica dirigida por Doan, que como médico da Marinha dos EUA gere um centro que orienta o ‘Programa de Abuso de Substâncias e Recuperação’.

Ao ser internado por problemas de alcoolismo, o paciente ficou sem acesso a aparelhos eletrónicos, o que levou os especialistas a detectarem um tique nervoso.

O militar batia repetidamente com o dedo na têmpora, um vício que diz ter ganho ao usar os óculos desenvolvidos pela Google.

“Ele disse que estava a passar por abstinência do Google Glass e referiu que a abstinência do Google Glass era mais difícil do que a abstinência do álcool”, sustentou Doan, numa entrevista ao The Guardian.

Segundo o médico, o homem utilizava o aparelho ao longo de 18 horas por dia, só o tirando para dormir e para tratar da higiene.

Como qualquer viciado, ficava irritável quando não podia ‘consumir’ o aparelho.

“O problema desta tecnologia é que está sempre lá e então a recompensa neurológica associada ao uso está constantemente acessível. O perigo com a tecnologia deste género é que permite estar quase constantemente no armário, enquanto se parece que se está presente no momento”, sustentou Andrew Doan.

Última atualização: Quarta, 15 Outubro 2014 17:02
 

Dono do Facebook compra pedaço de ilha no Havai por 100 milhões de dólares

António Henriques   
Quarta, 15 Outubro 2014 12:06

mark zuckerberg 5

De acordo com a Forbes, o cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, comprou uma parte de uma ilha no Havai, pagando cerca de 79 milhões de euros (100 milhões de dólares). Mas nem só de excentricidade vive o empresário. Zuckerberg e a mulher Priscilla decidiram doar 25 milhões de dólares à luta contra o ébola.

É o 11.º norte-americano mais rico do seu país e fá-lo notar com o seu património, enriquecido com um pedaço de uma ilha no Havai, que Mark Zuckerberg comprou por 79 milhões de euros, de acordo informações divulgadas nesta terça-feira pela revista financeira Forbes.

O cofundador da rede social Facebook investiu uma parte da sua fortuna em dois terrenos da ilha de Kauai, a mais setentrional do arquipélago do Havai.

Para usufruto de Mark Zuckerberg e a mulher Priscilla, está uma praia, rodeada com uma plantação de cana-de-açúcar. São 283 hectares de superfície total, pagos a preços de ouro.

Nada que afete a conta bancária do cofundador do Facebook, que aos 30 anos tem uma fortuna pessoal estimada em 32 200 milhões de dólares (cerca de 25 300 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

Mas não é só de excentricidade que Zuckerberg vive.

O lado solidário do jovem multimilionário fez com que decidisse doar, juntamente com a sua mulher, 25 milhões de dólares para combater o ébola.

Este cheque será entregue em Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, para evitar a propagação da doença e tratar os doentes infetados.

 

Ataque ao Dropbox: Hackers garantem ter acedido a dados de 7 milhões de clientes

João Miguel Ribeiro   
Terça-feira, 14 Outubro 2014 12:25

dropboxUm grupo de hackers alegou ter quebrado a segurança do serviço Dropbox, roubando os dados de 7 milhões de contas. Como a empresa negou o ataque, os piratas informáticos divulgaram uma lista de 400 endereços de email, todos começados por ‘B’.

Depois dos famosos ataques às contas iCloud de várias celebridades, que resultou na divugação de milhares de fotos e vídeos íntimos de famosas como Jennifer Lawrence e Rihanna, os hackers atacaram agora o Dropbox, um serviço de alojamento online de conteúdos.

De acordo com os piratas informáticos, pelo menos 7 milhões de contas ficaram comprometidas durante o ataque.

A empresa reagiu de imediato, assumindo que houve tentativas para aceder a contas (não especificando quantas) e assegurando que a segurança dos dados não foi comprometida.

A resposta levou a um contra-ataque dos hackers, que revelaram os dados associados a 400 endereços de email, com a particularidade de todos começarem pela letra b.

Neste ataque, falar de piratas informáticos não é correto: melhor seria usar raptores informáticos, uma vez que os hackers exigem um ‘resgate’ pelos dados roubados.

Quem não quiser que os seus dados venham a público ou pretender usar os dados de terceiros pode fazer “doações”, segundo o termo escolhido pelos hackers, através de bitcoins, uma moeda digital.

 


Página 1 de 335